<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707</id><updated>2011-08-02T19:21:42.306-07:00</updated><title type='text'>1632Un</title><subtitle type='html'>Voos, sentimentos, rasgos, expectativas, traços, um pouco de tudo... Existir no desejo do céu! "1632" que regista o ano do nascimento de Espinosa e Locke, expoentes do reordenamento das ideias e vidas da primeira sociedade globalizada na Europa. 1632, ano científico do "diálogo dos dois sistemas" de Galileu. "Un", como quem deseja o universo e vai, na vida, escrevendo, arriscando o universalismo do século XXI. O tempo do novo desafio de todos os diálogos! Também memórias de textos publicados...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>215</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3293745696197800861</id><published>2010-03-31T14:01:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T14:02:20.486-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páscoa, a mesa para pensar &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Aproximam-se os dias de Páscoa. Brotam os apelos não só à tradição que a tudo se junta mas sim ao autêntico sentido do que o acontecimento representa. A Páscoa abre-se ao convite universal a saber ler a vida de forma continuamente recriadora. É da consciência de que o tempo não é só cíclico e repetitivo mas que traz consigo um «sentido» ascendente, é nesta alma que poderá acontecer Páscoa. Tudo o que gira em torno das festividades pascais pode ser bom, mas a sua efectiva razão de ser, o «coração» da Páscoa é o mais importante. Aquele acontecimento chamado de «Pentecostes», onde todas as línguas e todas as culturas em Jerusalém se entendem na mesma linguagem do «amor», é a grande novidade da Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Esse acontecimento recriador do «dia seguinte» ao do sacrifício é a grande lição a tirar: o amanhã pode ser melhor, é importante «querer» e «crer» para que o melhor futuro aconteça. Há uma multidão de «crentes» anónimos que vivem, por outras palavras, o desígnio pascal, e como este não é limitado a outras condicionantes que a prática do bem e a procura da verdade, então essa força e presença positiva amplia as possibilidades do «projecto». É natural que tudo pode parecer estranho ao olhar crítico ou a quem não procura construir-se numa dialéctica de confronto enriquecedor com o Absoluto; é verdade que a existência histórica de imposições de «fé» ou de convicções existenciais, foram (ou são) a própria contradição da riqueza do admirável pluralismo pascal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A Páscoa é ao mesmo tempo simples e de difícil compreensão. Existe, se se entra na viagem do sentido da vida e da história. Afirma-se, desde a antiguidade, nos valores da liberdade responsável e empreendedora. Mas não há Páscoa sem preparação da «mesa» do encontro, dessa sempre nova oportunidade de participar na mesa para pensar. É por isso que o nobre gesto de quem se levanta da «mesa» (o lava-pés) é o caminho que pode construir para a eternidade. O «serviço» autêntico reflecte a abertura da «passagem» a toda a poesia restauradora do «ser com» e do «ser para». Dando-lhe um nome, será «Páscoa»!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3293745696197800861?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3293745696197800861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3293745696197800861' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3293745696197800861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3293745696197800861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-pascoa-mesa-para-pensar.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1632915589911188765</id><published>2010-03-30T16:10:00.001-07:00</published><updated>2010-03-30T16:10:52.814-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As faces perigosas do facebook &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Talvez sempre tenha sido assim com as novidades, mas os novos instrumentos da comunicação têm capacidade de sedução sem limites. Quem tiver tempo de sobra e não tiver auto-domínio bem pode passar a vida agarrado ao computador, a navegar por todos os mares e todas as águas que a internet proporciona; das mais límpidas às mais turbas. Mas tudo terá de ter um limite, até porque qualquer excesso tem repercussões maléficas à própria vida e até pode ferir a biologia pessoal. Lembramo-nos quando perto do ano 2000 as mesmas universidades que formavam cientistas da maia alta tecnologia também formavam os ciberpsicólogos para curar os excessos cometidos no seu uso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Agora a recente notícia dá conta de que «clínicas tratam viciados no facebook». Já existe até um nome técnico para qualificar a anomalia dos abusos de facebook: «facebook Addiction Disorder». A obsessão deste entretenimento facebook, além de poder gerar efeitos sociais distorcidos em relação ao diálogo humano, ao trabalho e ao compromisso para com a vida e a sociedade concreta, segundo estudo recente «provoca sintomas semelhantes aos apresentados pelos viciados em substâncias como a nicotina, álcool ou comprimidos.» Em 1995 havia sido diagnosticada a Internet Addiction Disorder; agora, mediante a necessidade de curar as diagnosticadas perturbações psicológicas devido aos abusos, o conceito passou para o facebook.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como é natural, não se duvide que existem mil potencialidades de aproximação e relação entre gentes e culturas que estas novas estradas proporcionam; não reconhecê-lo será cair na outra face do perigo, de rejeitar aquilo que é o sentido da inovação e da aproximação da Humanidade a si mesma. Mas os perigos são também inúmeros; a vigilância prudente e o saber dominar-se a si mesmo revelam-se valores essenciais à preservação até da saúde humana, quanto mais da saúde da relação interpessoal. O perigo alarga quanto mais o acompanhamento humanístico das novas gerações que vivem no facebook vai rareando. Entregues ao facebook?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1632915589911188765?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1632915589911188765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1632915589911188765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1632915589911188765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1632915589911188765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-as-faces-perigosas-do.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1006844408294295334</id><published>2010-03-29T11:00:00.001-07:00</published><updated>2010-03-29T11:00:46.115-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A nova era do Porto de Aveiro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Decorreu há dias a inauguração da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro. Momento solene de registo histórico (27-03-2010) que marca uma nova era para a instituição e, pela sua grandeza estratégica, também para a região. Do pensamento de 30 anos, a ligação foi concretizada em 30 meses, esta a afirmação mais sublinhada que procurava unir as ideias às práticas da capacidade de realização humana. Aveiro, Ílhavo e a região, sentiram este dia como seu, na vivência de um momento talvez comparado como quando pela primeira vez o comboio entrou em Portugal, ou semelhante à inauguração de uma ponte quando se estabelece uma nova ligação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No mundo global, tudo e todas as instituições e pessoas procuram estar ligadas. Ligação significa entrar na rede, factor que amplia em muito as potencialidades estratégicas, tornando o que está longe bem mais perto. Os portos portugueses, por esta última ligação, estão todos ligados à rede ferroviária. O Porto de Aveiro já era referência, mas a linha agora abertura torna-o ainda mais capaz. A concretização do sonho de décadas é meta e impulso que fazem de Aveiro e região pólos de atracção apetecível, com o que isto tem de óptimo, mas como o que acarreta de responsabilizante e acolhedor. O progresso tem preço, mas é o progresso e o desenvolvimento que abrem história e que se atraem consecutivamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É em ano de centenário da Gafanha da Nazaré que o comboio chegou ao Porto de Aveiro. Momento simbólico que a memória registará nos anais. Também a feliz coincidência do tempo de efeméride quer reconhecer e sempre ampliar o espírito empreendedor, das gentes que moveram forças para esta realização às que agora vêm chegar o comboio a bom porto! A relação do homem com a “água” sempre foi factor de dinamismo e progresso. A linha “unida” ao mar…reflexo dessa vontade de diálogo para o desenvolvimento social de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1006844408294295334?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1006844408294295334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1006844408294295334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1006844408294295334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1006844408294295334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-nova-era-do-porto-de.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3298339199109035133</id><published>2010-03-29T10:59:00.001-07:00</published><updated>2010-03-29T10:59:43.848-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O histórico coro virtual &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O momento histórico foi a 24 de Março de 2010. Crianças de doze países participaram no cantar do tema «Lux Aurumque» dirigido pelo maestro (virtual) Eric Whitacre. Uma experiência, ao que parece inédita, no campo musical e que se poderá transferir para outras esferas da vida social e cultural global. Os comentários mais apreciadores um pouco por todo o mundo qualificam o resultado de «impressionante» e «surpreendente», mostrando bem as potencialidades positivas das novas tecnologias e do chamado mundo virtual. O YouTube regista o momento histórico das 185 vozes a uma só voz, todos em palco como se fosse real e um maestro situado no seu lugar expressando o ritmo de uma nova ordem de produção cultural com ecos socio-globais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A composição de tão brilhante ao olhar comum até impressiona pela estranheza… o primeiro impacto do inédito momento. Esta expressão de unidade, a primeira certamente de muitas do género, juntou crianças da Áustria, Argentina, Canadá, Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia, Filipinas, Singapura, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Mais perto que nunca e também unidos pela arte musical. O potencial das tecnologias deste modo irradiam a sua expressão admirável da maravilha de estarmos mais próximos mas, ao mesmo tempo, compromete-nos a gerarmos proximidade real. O vencer da distância não será para nos afastarmos da realidade diária; não tão virtuais que percamos o que de real e concreto somos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Para além da experiência, os seus efeitos positivos haverão de ser ampliados para domínios da aprendizagem em convivermos com as diferenças de culturas, lendo-as como um enriquecimento deslumbrante quando conseguimos ter a capacidade de entoar a mesma “melodia”. Também os tempos que correm, generalizados de menos optimismo, agradecem este ar fresco musical no que representa em si e principalmente no que pode vir a ser. São estes momentos que pela sua força inovadora e simbólica são capazes de abrir uma nova era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3298339199109035133?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3298339199109035133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3298339199109035133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3298339199109035133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3298339199109035133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-o-historico-coro-virtual.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1346514708321874920</id><published>2010-03-24T12:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T12:30:06.327-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O afunilamento económico? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O já famoso assunto do PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) interessa a todos. As acções propostas no programa e as reacções emitidas ao PEC mostram bem como à medida que passam os anos e as décadas, com os elementos surpreendentes da nova ordem económica, parece que esta rede truncada se vai fechando na questão económica. Não se duvida da importância de uma gestão rigorosa, justa, ética, sustentável, que garanta o futuro. Mas parecemos enredados num nó que teima em desatar: um apertar de cinto que não desaperta a ponto de, não se duvide, a questão da sobrevivência para uma multidão de gente ser mesmo a dura palavra de ordem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Ao longo das últimas décadas foram-se procurando lançar visões inovadoras da economia e mesmo em vez de falar em «economia» procurou-se abrir esta noção à riqueza que a ideia de «desenvolvimento» contém. É certo que não se pode viver fora do mundo e a micro ou marco gestão obriga ao reforço de medidas que, por sua vez, reforçam os apertos antigos, aqueles que se vão arrastando de ano para ano. Uma bitola parece que se foi mantendo e que no nosso país continua a acentuar a desigualdade social: o facto dos pequenos passarem a ser mais pequenos, estando-lhes o cinto num aperto interminável. A par desta regra, também outra: a de que mesmo com todas as crises os pacotes de férias de Páscoa já parecerem a caminho de esgotar!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Estamos no Ano Europeu contra a Pobreza e a Exclusão Social. Estamos num ano depois do safanão da crise financeira mundial. Estamos na Europa da profunda crise económico-social grega. Vemo-nos gregos, e as lições da memória e do tempo tardam em ser transferidas para novas possibilidades em ter sabedoria capaz para tirar partido da crise para um desenvolvimento mais capaz. Como inventar e vencer a inércia? Como viver para além da economia, mas tendo a “casa” arrumada? É pouco só sobreviver; quanto mais se afunila mais estreito parece ser o caminho. Bem-vindo o retorno do comércio solidário? Troca por troca. Um retorno inovador!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1346514708321874920?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1346514708321874920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1346514708321874920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1346514708321874920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1346514708321874920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-o-afunilamento-economico.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-456475577572569388</id><published>2010-03-23T12:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T12:28:05.860-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paradigmas e comportamentos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É bom sentirmos que determinadas épocas são forte estímulo ao aprofundamento e progresso da reflexão. Sem ideias as acções não atingem a qualidade desejada, e a reflexão é esse lugar especial de apuramento de novas metas a atingir. Neste contexto, o tempo de preparação da Páscoa é oportunidade privilegiada para que a vivência festiva tenha autêntico significado pessoal e social, para que não seja só a tradição a conduzir os valores pelos quais e nos quais se procura alicerçar a vida. Que bom seria que, acompanhando os tempos fortes do ano e as quadras festivas mais expressivas, fosse sempre despertado o momento de se apurar conteúdo que dá sentido à vida e inspiração aos desafios.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A Comissão Nacional Justiça e Paz é uma dessas instâncias que procuram ser presença crítica na sociedade actual. Para estes 40 dias antecedentes da Páscoa lançou um documento intitulado: «Novos paradigmas, novos comportamentos». Temática sugestiva de mensagem que vale a pena ler para dialogar nela rasgos de criatividade e presença social. Como hábito neste perfil de intervenção, faz-se um diagnóstico da realidade (ver), consideram-se os discernimentos necessários ao progresso (julgar), e propõem-se caminhos de relançamento e superação das problemáticas. Desde as questões da ecologia à problemática fenómeno da pobreza (neste Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social), são múltiplas as temáticas abordadas que valerá a pena reflectir e desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Independentemente do modo de pensar de cada um, o primeiro passo de qualquer diálogo será aceitar «pensar». A festa, como a vida, que se prepara cada dia quererá ser meta de chegada e ponto de partida para a superação daquilo que são os obstáculos que sempre pertencem ao caminho.&lt;br /&gt;Se o tempo actual é de novos paradigmas, a forma de estar no comportamento haverá de se ajustar à nova realidade. Mas nesta, sabe preservar o essencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-456475577572569388?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/456475577572569388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=456475577572569388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/456475577572569388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/456475577572569388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-paradigmas-e.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-8677516210158220204</id><published>2010-03-18T11:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T11:41:13.424-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paremos diante de uma poesia! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O tempo primaveril está à porta. Se não propriamente as condições climáticas ideais da quadra, no calendário está a chegar a mudança de estação, assinalada a 21 de Março com a entrada na Primavera. Com o brotar rejuvenescedor da natureza, o espírito humano é convidado a elevar-se de forma recriada e poética. É neste nobre relançar de objectivos, também num tempo em que a aproximação à Páscoa ganha um novo fôlego, que o Dia Mundial da Poesia vem propor-nos um tempo de paragem e reflexão. Desde 1999 que a UNESCO colou ao início primaveril a arte literária da poética como atitude de elevação e dignificação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Nos tempos que correm e na agitação da vida, talvez esta seja uma oportunidade rica de valorizar a pausa de poesia como um caminho aberto ao enriquecimento pessoal, como apelo à sensibilidade e ao conteúdo recriador. As pressas da vida num prato da balança precisam do outro lado da necessária temperança reequilibradora para a qualidade de vida que se apregoa ter efectivamente alma e chama. Ao olharmos e mesmo diante da riquíssima diversidade de culturas e religiões, diante da opção (ou não) de cada um por esta ou aquela perspectiva; dentre essas a opção por uma visão cristã da vida e da história humana em sociedade…diante de todas as hipóteses de construir um caminho, ou mesmo para quem nem sequer coloca qualquer hipótese, a poesia como caminho de pensamento e identidade faz bem e dá saúde.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como na era dominante e dominada (ou mesmo domada) pelas tecnologias, de que modo propor-se à revalorização da “palavra” e nesta da ideia e “palavra poética”? A poesia, como reflexo de interioridade, é muito mais que palavra que flui; reflecte o ser, a alma, o sentir, a transcendência de que a existência é capaz. Como dizia o célebre cientista teólogo, Teilhard de Chardin (1881-1955), «tudo o que sobre converge». Talvez este mundo apressado precise bem mais de subir em níveis de reflexão e sabedoria humanística para poder convergir no essencial da condição humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-8677516210158220204?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/8677516210158220204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=8677516210158220204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8677516210158220204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8677516210158220204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-paremos-diante-de-uma.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-9182640030160860218</id><published>2010-03-17T16:18:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T16:19:11.967-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A dor a solidão do vandalismo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Todo o acto vândalo é condenável. Aliás, vândalos eram os bárbaros, aqueles que promoviam a barbárie, a matança sem freios, a promoção iníqua do mal, o dividir para reinar. O ambiente vândalo convém a quem quer domar e dominar. O acto vândalo como o de violência para a resolução de contenciosos ou opiniões diversas, espelha o mau estar de quem o promove ou faz. À sociedade feita de gente adulta e amadurecida o acto violento e bárbaro não faz parte do programa de argumentação, e as palavras que hão-de ser ditas em sede própria na procura de fundamentação não se poderão traduzir em acto violento obscuro. Só a menoridade e o fanatismo conseguem conviver com o sombrio vandalismo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; É demolidor e fatalista mais que o acto em si a ideia de o realizar. Quando não há pensamento racional ou quando não há instrução, porventura, é menor a obrigação da ética e o acto violento contém alguma atenuante. Mas como “a quem muito é dado mais é pedido”, o acto de violência idealizado e executado por quem tem pensamento próprio é crime inqualificável. Neste passo do terrível e impensável que os humanos podem fazer uns aos outros, aos que estão cá e até aos que já partiram, vale a pena meditar nas palavras de alguém que viu criticamente no seu tempo a desgraça da barbárie humana, de quem gosta do mal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Montaigne (1533-1592) viu e denunciou a mortandade que os europeus donos da razão cometiam para com os outros povos encontrados: «o que, porém, nunca entre eles se viu foi uma opinião tão desregrada que justificasse a traição, a deslealdade, a tirania e a crueldade, vícios vulgares entre nós. Podemos, pois, chamar bárbaros a esses povos face à razão mas não face a nós, que os ultrapassamos em toda a sorte de barbárie». Que habita na cabeça de quem usa a razão para a prática da violência e do vandalismo? Que perturbadora realização e felicidade é essa, a da prática do mal aos outros? A enfermidade de quem pensa e age no vandalismo é e será a dor da profunda solidão por que se escolheu seguir o caminho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-9182640030160860218?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/9182640030160860218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=9182640030160860218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/9182640030160860218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/9182640030160860218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-dor-solidao-do.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1163746092994855685</id><published>2010-03-16T11:41:00.001-07:00</published><updated>2010-03-16T11:41:38.164-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O reequilíbrio em realização &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Existia a ideia típica do euromundo de que as comodidades nos pertenciam, que o modelo de desenvolvimento justo e honesto seria este, em que não nos falta quase nada em termos de bens materiais. À medida que a roda a girar da globalização acelerou o contacto de uns com os outros, tomámos conhecimento desses valores adquiridos a tal ponto de deles não conseguirmos abdicar pelas consequências nefastas que isso trazia. O mundo e a visão do mundo (mundivisão) estava desequilibrada, e tal como nos fomos habituando a TER sem SER, outros continentes foram preservando bem mais a noção de SER que hoje os está a conduzir ao TER.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A crise financeira de 2009, se não deu as necessárias lições de ética reguladora aos que agora vão apontando o mesmo caminho que afundou o barco, um efeito essa crise teve: o manifestar incontornável dos novos centros do mundo, dos países que até agora nos últimos séculos eram vistos como menores estão a ser bem maiores que uma Europa que nem a grave questão na natalidade consegue reflectir. Desses países (BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China), habituados a sofrer e a não se acomodar no bem-estar, vem agora um novo mundo de referências, umas libertadoras pela inspiração de sabedoria, outras fragmentadoras, como no mundo complexo do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Dados novos (sempre numa dialéctica de continuação, é certo) estão diante de mesas velhas. O racionalismo europeu, o iluminismo que estruturou o Estado de Direito possível está, também pela rede atrofiadora da liberdade “queimada” pela libertinagem, num regresso à “caverna” donde saiu para se repensar. O reequilíbrio custa, e custa tanto mais para quem está no estado de perda como nós. Nos países emergentes (já bem erguidos!) a motivação sobre dia-a-dia em flecha. Diante deste pessimismo da resistência que nos falta e por isso chamamos “crise”, estarão os grandes valores humanistas do mundo ocidental em vias de perda? Não é uma questão de tecnologia mas de existência e por isso de resistência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1163746092994855685?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1163746092994855685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1163746092994855685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1163746092994855685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1163746092994855685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-o-reequilibrio-em.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5678390199364903497</id><published>2010-03-16T11:40:00.001-07:00</published><updated>2010-03-16T11:40:50.553-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Grécia e o futuro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Sabe-se da crise social grega, pois que ela até foi apontada como o futuro que não desejamos para nenhum país, também não para Portugal. As imagens da continuada contestação social na Grécia são reais e tocam, a partir do país origem da razão democrática, os alicerces da sobrevivência de gentes e comunidades. Como propor medidas restauradoras diante de crise presente? Como estimular caminhos de exigência e poupança para multidões que estão no limiar da sobrevivência? A contestação não é superficial, toca o pão para a boca. Para o restabelecer das finanças do país, as medidas só podem ser de austeridade, como se ela por si chegasse para a resolução do problema. As ruas de Atenas vivem a cultura das massas em histórica contestação social e humana. Maio de 68, Atenas de 2010 – crise social?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O confronto é atitude constante, terreno fértil ao crime de roubo. Como contestação à austeridade a greve esteve e está na agenda do dia; se toda esta energia fosse na liberdade empreendedora catalisada em motivação comunitária, o desenvolvimento social poderia estar bem mais perto. Se o sagrado direito à greve é intocável, também o é o realismo do não saber que se fazer para se sair donde se chegou. Se pudéssemos voltar ao passado?! Uma das fortes medidas é aumentar os impostos sobre o álcool; é bem mais justo que assim seja que aumentar o pão de cada dia. O ditado “casa onde não há pão” pode-se aplicar sempre que o “trabalho de casa” não foi feito e se sofre as consequências do desgoverno de alguns que tirou o pão de tantos outros. Será assim?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não há fórmulas para a superação da crise, esta que tem raízes que perduram por décadas e pode ter razões e valores (ou a sua ausência) que estão entranhados nas sociedades. Nestas lides, um pequeno mau hábito, um gesto não sério, um momento de interesse corrupto cometido um vez e multiplicado em milhões de vezes e anos pode conduzir ao precipício uma cidade, um país, um continente. Estaremos a pagar a factura da desregulação da liberdade nas políticas e nas economias? Ou não sabemos e não nos adaptámos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5678390199364903497?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5678390199364903497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5678390199364903497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5678390199364903497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5678390199364903497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-grecia-e-o-futuro-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1985054143025707205</id><published>2010-03-11T10:49:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T10:50:20.286-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A força da credibilidade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Quem “folheia” num minuto as notícias pelos sítios da internet dos principais jornais diários sente que o relatório de acontecimentos destacados são pouco inspiradores pois trazem sempre consigo sintomáticas nuvens de insatisfação. Dois recentes sublinhados poderemos destacar: a entrevista do presidente da república que salientou a necessidade da “ética nos negócios”, e os resultados da revista forbes que exalta Américo Amorim como o homem mais rico do país. Quem não se lembra de há quase um ano o gigante grupo Amorim ter executado o despedimento de trabalhadores justificando tal facto pela crise reinante! A este perfil noticioso pode-se juntar os resultados que vão chegando do exercício do ano de crise 2009, de que se poderá destacar há dias o rejubilar dos magníficos resultados da EDP…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A credibilidade e a ética precisam de pés firmes e o sentido da riqueza e da economia carecem de uma finalidade bem mais elevada. Quando se governa um barco poderá ser fácil seguir o caminho do “não olhar a meios para atingir fins”. Bem mais difícil, e há muita gente heróica anónima neste país, será gerir a fronteira da empresa na linha esforçada de responsabilidade social. Também é urgente superar o mito antigo da menoridade em que o lobo era sempre quem governa e o cordeiro vítima o trabalhador. Casa pessoa é uma pessoa, cada caso um caso, cada empresa ou instituição é uma realidade única a reclamar medidas únicas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O alto enriquecimento à custa do empobrecimento é a pior das chagas sociais e poderá ser (sempre foi) o princípio da (re)volução libertadora. Se todos empobrecem, todos se sentem no mesmo barco; se um enriquece à custa do desemprego e miséria de muitos, dá vontade de dizer: «pobre riqueza». A ética do negócio em cenários de crise capaz de gerar credibilidade, aconselha vivamente ao repartir do “mal pelas aldeias”. A revista forbes confirma que continuamos longe! Até quando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1985054143025707205?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1985054143025707205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1985054143025707205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1985054143025707205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1985054143025707205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-forca-da-credibilidade-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-7184501348016202025</id><published>2010-03-10T10:05:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T10:06:02.481-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E ao virar da esquina? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Na data de 10 de Março 2010, José Gil deu a última aula. O conceituado filósofo português, em 2005 segundo a revista francesa Nouvel Observateur um dos 25 maiores pensadores do mundo, aposenta-se como professor. Fica célebre a sua obra Portugal Hoje – o Medo de Existir, que o trouxe para a ribalta do grande público. Mas o filósofo é sempre construído na reflexão aprofundada e nas leituras silenciosas da realidade global. A última aula foi sobre o tema da linguagem artística e a filosofia, e o que tudo isto tem a ver com a vida das gentes em Portugal e no mundo. José Gil, como filósofo sistemático, tem um forte sentido crítico apurado no olhar de observação do real; todos, como filósofos espontâneos, haveremos de desenvolver mais esse espírito crítico que nos faz pensar e reflectir para melhor agir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Não interessa, de modo algum, concordar com tudo o que diz este ou aquele filósofo. A aprendizagem do pluralismo e da interculturalidade fará de todos seres pensantes e conviventes na diversidade das gentes. Esta será a maior riqueza. Poderemos, na medida das identificações, apreciar num confronto enriquecedor este ou aquele pensador, numa aceitação sempre interrogada mas em que se vão encontrando peugadas firmes. Numa das rádios José Gil salientava o novo e complexo quadro de incertezas “ao virar da esquina”, diante da fragmentação e diluição daquilo e das ideias que pareciam certas. Nessa equina estejam todos os que, insatisfeitos com o presente, procuram descortinar caminhos de melhor futuro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Por vezes os filósofos podem parecer pessimistas e a sua interpretação da realidade mais escura que optimista. É fácil estabelecer acordo de que a profunda mudança social exige bem mais atenção de todos. Mas exista mais tempo e lugar para reconhecer, como diz o filósofo, que «há uma inteligência que só a arte nos dá e que é fundamental». Estará o sentido artístico em perigo? Navegando na arte aproximamo-nos da Verdade e do melhor da Humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-7184501348016202025?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/7184501348016202025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=7184501348016202025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7184501348016202025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7184501348016202025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-e-ao-virar-da-esquina-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-8172073301899888713</id><published>2010-03-10T10:04:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T10:05:04.285-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A chacina da Nigéria &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A notícia foi abrupta e continua a chocar a recta razão. Não é novidade a chacina que as intolerâncias provocam, e a história das ideias que está por trás de cada notícia destas faz-nos a pensar sobre as capacidades do entendimento humano, seja em que século for. Na Nigéria, são milhares de mortos na última década. Nestes últimos dias juntam-se-lhes mais algumas centenas. Números e pessoas tristemente confundem-se… Os apelos do exterior, da secretária morte-americana Hillary Clinton, de outros estados e da Human Rights Watch, pedem comovidamente que se detenham e se julguem os responsáveis por esta chacina de centenas de pessoas no centro do país. A Nigéria parece um limbo, cheira à morte provocada pela intolerância…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; As ordens do recolher de pouco ou nada valem. Neste contexto pressionado, qualquer acendalha pode reactivar o fogo cruel. Que causas de tudo isto? Pela rama, deve-se a assaltos ao gado do “vizinho”. Pelo sentido profundo, as razões tocam o combate étnico e religioso, entre muçulmanos e cristãos. Liderança? À crise da fome junta-se a ausência de quem tenha forças capazes de liderar o mal menor para o bem social. Desde Novembro que Umaru Yar’Adua, chefe de Estado nigeriano, tem estado ausente por uma longa hospitalização na Arábia Saudita. Regressou há pouco tempo, e diante da euforia de multidão em brasa e colhendo os maus frutos de desordenança que a impunidade reinante gera, quase nada há a fazer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Das razões que a “razão” desconhece são a intolerância étnica, política ou religiosa o pior dos males deste mundo. Como em cenários dantescos semelhante ao da Nigéria replantar a saudabilidade de se viver com dignidade? Quantos mais mártires são necessários e quanto sangue jorrar para se ver o fim? As perguntam podem não acabar. Mas elas têm de se voltar para a consciência de cada agressor. Para isso é preciso baixar as armas…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-8172073301899888713?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/8172073301899888713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=8172073301899888713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8172073301899888713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8172073301899888713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-chacina-da-nigeria-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-7786430109558095381</id><published>2010-03-10T10:03:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T10:04:12.520-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bulling, exclusão e cultura da paz &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O recente caso do aluno de escola de Mirandela que desapareceu no Rio Tua, na confirmação de que seria vítima habitual de violência pelos colegas dentro e fora da escola, faz-nos reparar e reflectir que a exclusão não é só um triste fenómeno dos adultos mas que de tenra idade ela já faz história e cria infeliz escola. A violência gratuita, em grupo, física ou psicológica, o Bullying, é causa (por si) e gera consequências dramáticas. Precisamos de uma cultura de paz, de tolerância, de respeito pela diversidade e pela opinião dos outros; mas, contraditório com esta vontade, os meios mais poderosos de comunicação anunciam bem mais a violência que a harmonia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Sempre que numa escola acontece algum episódio de violência ou que nos seus contornos actos de intolerância podem tocar os muros das escolas, vem aquela crítica muito injusta de desaprecia o meio escolar. Com objectividade, hoje pede-se bem mais à escola que aquilo que se devia pedir; o eixo fulcral dos actos violentos quando acontecem na escola, são porque foram levados para lá; o problema é profunda e transversalmente social e não da comunidade escolar; esta é “chamada a” mas não consegue nem pode responder a toda a complexidade de problemas que lhe entram pelas portas. Mas também esta realidade, e tendo em vista um paradigma de formação e educação social, obrigará a repensar a existência programática da escola actual.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Com olhar minimamente crítico, e para além das diferenças de etnias ou proveniências, a exclusão começa por coisas tão simples como o ter isto ou aquilo, ou ser deste clube ou daquele. Quando a estas tolerâncias em embrião se juntam a idade e a luta pela sobrevivência, a par de uma fulcral desinformação de que «com os outros» vamos todos mais longe, temos o terreno fértil à imposição violenta sobre outros diferentes e iguais como nós. Continua por construir a fórmula da paz, por isso ela precisa da humanidade de todos. Seja também a formação educativa, ao longo da vida, mais perita em Humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-7786430109558095381?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/7786430109558095381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=7786430109558095381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7786430109558095381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7786430109558095381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-bulling-exclusao-e.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1167815616113838138</id><published>2010-03-03T15:52:00.001-08:00</published><updated>2010-03-03T15:52:50.446-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cultura preventiva &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; São as situações imprevistas que testam as verdadeiras capacidades das nossas previsões. A cultura preventiva e de segurança tem de ser vista como factor de desenvolvimento e progresso, pois garantem mais possibilidades de sucesso perante cenários imprevisíveis. Ao dizer-se que “homem prevenido vale por dois”, afirma-se as vantagens de se estar preparado e formado para tudo, para que quando se verificar a indesejada ocorrência surpreendente a capacidade de resposta tenha discernimento e valor acrescentado. Neste factor preventivo, hoje, teremos de juntar conhecimentos para além dos clássicos teóricos, incluindo os próprios conhecimentos das leis (não só físicas mas) também da natureza tendo como pano de fundo a realidade que temos, e não só a que gostaríamos de ter.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Parece-nos que persiste um grande défice em termos das necessidades educativas referentes à actuação diante de situações humanitárias, de momentos de emergência, das noções básicas para se poder socorrer sendo parte da solução e não do problema. Tudo porque quando não se sabe como actuar, procurando ajudar pode-se desajudar. Sabe-se que no sistema de ensino e aprendizagem podem-se fazer todos os cursos, graduações e pós-graduações sem nunca fazer parte dos programas, por exemplo, um mini curso de socorrismo, de segurança no trabalho, de actuação em situações de emergência. As vantagens desta formação para todos e para cada um seriam evidentes, mas a sua aposta precisa de ver mais valorizada a visão da educação como um todo pessoal e social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como em tudo, o ideal seria não ser necessário a urgência para então depois se patentear a vantagem. O primeiro passo seria antever, prever para ser clarividente a necessidade da aposta nesta formação de cultura preventiva, a qual teria efeitos polivalentes e transversais à vida em sociedade. Para quando o realismo nos conduzirá a estas apostas estruturantes?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1167815616113838138?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1167815616113838138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1167815616113838138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1167815616113838138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1167815616113838138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-cultura-preventiva-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-458173890139270602</id><published>2010-03-03T15:51:00.001-08:00</published><updated>2010-03-03T15:51:57.353-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relativização e não relativismo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É frequente a equiparação de “relativismo” à consciência da relativização necessária diante da fragilidade humana. Os acontecimentos tempestuosos recordam a condição humana, uma fragilidade sempre perturbadora mas inevitável. A relativização das coisas como modelo de observação da realidade ajuda-nos a diferenciar o essencial daquilo que é efectivamente secundário. É relativo o “se vamos por aqui ou por ali”, mas não é relativo que somos, existimos e que estamos chamados à realização plena. Esta abordagem orienta-nos para um plano superior, o de compreender o que queremos dizer quando se repete que “tudo é relativo”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; É enganador que “tudo é relativo”, e tudo depende do patamar de que falamos. Em termos de forte corrente cultural, observa-se um “relativismo” que cria escola generalizadora da diluição de valores prévios, do confundir o que é bem com o que é mal, do agarrar na subjectividade dos valores transformando-a em factor gerador mesmo de anti-valores. Após as sucessivas épocas de positivismos, as correntes de relativismo, pegando na identidade pessoal dos indivíduos como admirável dado único, têm manobrado e criado muita da escola do individualismo do Ocidente. Por exemplo, as grandes questões fracturantes que apuram razões com as bioéticas actuais reflectem o relativismo ético, fechados do qual se torna depois difícil vislumbrar rumos a seguir. Este relativismo, como novo paradigma cultural (ou mesmo especialmente sem cultura), estudando-se a si próprio asfixia-se e impede um rasgar de horizontes de exigência transformadora pessoal e social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O que é que tudo isto tem a ver com a realidade diária e com as novas gerações? Embora as catástrofes naturais mostrem como somos relativos (limitados e pequenos), a verdade é que não se pode transformar esta condição de relatividade num relativismo em que tudo vale a pena, no “tanto faz como se fez”! A confusão entre relatividade da condição humana e relativismo cultural também pode ser terreno fértil a um novo “carpe diem” desmotivado e descomprometido. Isto é tudo o que não é preciso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-458173890139270602?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/458173890139270602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=458173890139270602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/458173890139270602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/458173890139270602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-relativizacao-e-nao.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5788618327401860524</id><published>2010-03-03T15:50:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T15:51:06.728-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É hora de reconstrução &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Umas vezes construímos, outras reconstruímos. A construção é o primeiro passo; a reconstrução, como segundo momento, exige uma avaliação ponderada daquilo que serão os alicerces mais profundos com a finalidade de mais e melhor se conseguir a desejada segurança sustentável. Os dias deste mundo não têm sido fáceis, a natureza alerta-nos de diversas formas, as forças humanas são desafiadas à resistência e persistência. No meio de tantas tempestades têm existido “machados” que se enterram, de quem reconhece que “temos andado tão enganados”, de que afinal “Portugal é assim”, solidário, de coração grande!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Mas após o “acalmar do pó” vem o dia seguinte que deverão ser os meses seguintes, os anos seguintes, o tempo seguinte. A força da reconstrução faz lembrar sempre a “fénix renascida”, quando das cinzas da tragédia se redescobrem capacidades antes ocultas, porque agora testadas com os safanões da natureza que nos preside e que também somos. A reconstrução precisa de tudo e de todos; a reconstrução que não é só uma questão de tecnologia de forças e de máquinas, mas exige bem mais a chamada “força interior”, a alma, a consciência dinâmica de quem está receptivo para aprender e crescer com cada acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não há outro fio condutor ao futuro que não seja o da esperança, e esta não é um objecto mas um sentir. Do Haiti à Madeira, da Madeira ao Chile, a história que se vai escrevendo nestas tragédias faz pensar para actuar e reflectir para interiorizar sobre a condição humana diante da delicada mãe natureza. Esta é a hora onde também têm lugar aquelas perguntas sobre se temos sido bons administradores e gestores sábios dos recursos que o planeta transporta? Ou se temos sido factor de desequilíbrio com graves consequências? Nos últimos anos tem crescido o cinema de catástrofe que retratas as verdades inconvenientes... Mas o sol, com a sua beleza radiante, voltará a pôr-se todos os dias. Façamos tudo por este filme!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5788618327401860524?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5788618327401860524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5788618327401860524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5788618327401860524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5788618327401860524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/03/o-fio-do-tempo-e-hora-de-reconstrucao-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2849909690943711561</id><published>2010-02-25T11:57:00.001-08:00</published><updated>2010-02-25T11:57:58.100-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais próximos que nunca, mas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É impressionante a velocidade a que crescem as formas de comunicar. Os instrumentos e os formatos da comunicação brotam como cogumelos. Quem hoje tem dez anos nunca imaginou que um dia a televisão foi a preto e branco, ou que muitos séculos vivemos sem os telemóveis. A super abundância de instrumentos seduz a habilidade de os manusear. A competição entre as novas gerações não são tanto sobre quem sabe de “saber” mas de quem sabe “mexer”. A habilidade de manuseamento tecnológico está tornada a nova “ciência”, ficando propriamente o conteúdo mais para trás. Está patente aos olhos de todos, até pelos piores motivos de tragédias naturais ou humanitárias, que pode faltar tudo o resto menos a informação multi-proveniente, esta cada vez faltará menos (há sempre um telemóvel a gravar), será abundante, cabendo ao “leitor” organizá-la.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Após esta expansão imensa dos alcances informativos e dos mil e um instrumentos utilizados, é hora do reforço da aposta na qualidade e na grandeza do conteúdo que se transmite. Como é possível esta aposta na qualidade se a avalanche de equipamentos cresce de dia para dia? Será possível ensinarmos e aprendermos que mais que o equipamento vale o conteúdo, e que o equipamento só vale efectivamente se for ao serviço do conteúdo? A aproximação do mundo em relação a si próprio e às suas imensidões de diversidades é o desafio para o século XXI. Pelos instrumentos somos conduzidos ao encontro uns dos outros; mas uma clara impreparação em termos de conteúdos culturais será hoje o grande «calcanhar de Aquiles» que relança todas as incertezas quanto à capacidade de viver com os outros que são diferentes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Dos média mais antigos à internet supersónica, do telefone clássico ao equipamento pessoal omnipresente cada vez mais potente e pequeno, podemos acompanhar o mundo e entrar em todo o lado. Mas com que qualidade o fazemos? Como preservar a individualidade nesta (com)vivência? Ainda não sabemos avaliar todos os impactos deste novo mundo, mas que ele nos exige bem mais atenção lá isso é bem verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2849909690943711561?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2849909690943711561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2849909690943711561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2849909690943711561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2849909690943711561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-mais-proximos-que-nunca.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4713622126451705908</id><published>2010-02-25T11:56:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T11:57:13.076-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escutas e valor confiança &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A última notícia sobre as desconfianças da justiça é reveladora do estado de sítio em termos da estrutura profunda da justiça. A proposta surpreendente vem de quem vem. Não foi um cidadão comum que a sugeriu mas a coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Procura-se combater o crime da violação do segredo de justiça com um generalizado e preocupante lançar de suspeita sobre o próprio sistema de justiça. Sentir-se razões para esta proposta faz tremer um país. Este ciclo fechado em que está tornada a “causa da justiça”, revelando incapacidades estruturais demonstra que se torna bem difícil descortinar o caminho da seguir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O verniz parece estalado de vez. O bastonário dos advogados também vem defender escutas a polícias com a finalidade de combater o mesmo mal das fugas ao segredo de justiça. Caminhamos para uma generalização da escuta para tudo e para nada que vai tornar a vida social um preocupante big brother? Esta polémica instalada mostra a ponta do iceberg em que se corre o perigo da generalização da ideia de que não vale a pela lutar por uma sociedade de confiança. O futuro que é aberto por este “escutar” aos que governam o barco da justiça coloca diante do horizonte uma negra nuvem…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O valor “confiança” é um valor estrutural para a convivência em sociedade. Talvez as estruturas da sociedade andem sem os essenciais alicerces. Sem o aprofundamento dos valores humanos e da dignidade da pessoa humana, e das vantagens para todos no erguer a confiança como um pilar para haver futuro melhor, sem esta alavanca a “casa” não parece que tenha ordenança possível. Às referências penais propomos mais penalização e desconfiança até á exaustão? Com realismo, haverá futuro sem confiança?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4713622126451705908?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4713622126451705908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4713622126451705908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4713622126451705908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4713622126451705908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-escutas-e-valor.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4560888923185494512</id><published>2010-02-25T11:55:00.002-08:00</published><updated>2010-02-25T11:56:22.518-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um país humanitário &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A situação aflitiva da Madeira, que faz de todos nós madeirenses, a par da concomitância da candidatura de Fernando Nobre à presidência da República, os temporais que têm assolado também a nossa região com os consequentes estragos, parece que fazem parte do mesmo acontecimento temporal da visibilidade humanitária de um país que, mais que nunca, agradece e faz de todos “bombeiros” no socorro das aflições. Nestas ocorrências de tragédia, o realismo organizado puxa pelo melhor de todos, e na hora da urgência não pode haver separações de qualquer cor. Da aprendizagem destes tempos humanitários é importante o seu perdurar para que a memória não apague nem a consciência da pequenez humana diante da grandeza da natureza, nem a consciência de um nacional ordenamento do território que importa na generalidade repensar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A hora é solidária, os outros que sofrem podemos ser sempre nós próprios. Também é momento de pensar, reflectir, interiorizar, fazer silêncio pela memória… Não é hora de “jogatana” política, da desejosa procura da atribuição da culpa, da intriga que manifesta a mesma pequenez do ser humano diante da gigante tempestade. O que seria “se”, e “se”… Quem não se lembra da tragédia da ponte de Entre-os-rios? Então, isso sim, do que depende de nós, vamos avaliar tudo preventivamente para tudo restaurar com eficácia antes que a casa “seja assaltada”. No depois das “trancas à porta” é sempre fácil discursar, dividir para reinar, distribuir responsabilidades por outrem, jogar conforme ao jeito e à circunstância. O que porventura falta às entidades formais no zelo da cultura preventiva não é diferente do que nos falta como pessoas informais diariamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; E veio a candidatura do fundador presidente da AMI (Assistência Médica Internacional) à presidência da República. Alegre político reagiu a Nobre humanitário. Dois modelos de interpretação e acção diante da realidade. O nosso povo, humano e solidário, sempre será soberano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4560888923185494512?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4560888923185494512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4560888923185494512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4560888923185494512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4560888923185494512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-um-pais-humanitario-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1241147870856387785</id><published>2010-02-25T11:55:00.001-08:00</published><updated>2010-02-25T11:55:31.022-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A demissão climática &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É notícia fresca a demissão do negociador chefe da ONU para o clima. O fracasso da Cimeira ambiental de Copenhaga de há dois meses trouxe para o cimo da mesa a verdade dura e crua da dificuldade em implementar a mudança. Yvo De Boer – destacam os que agora o vêm partir para novos desafios – fez um trabalho formidável na política global para a questão das alterações climáticas. A decisão foi «difícil», mas inadiável; De Boer, deixando o cargo a 1 de Julho, vai-se dedicar à outra face da luta pela questão ambiental global: a luta pelo lado educativo e empresarial. Defensor de soluções mais reais que as da lógica política dos princípios teóricos, passará a trabalhar com diversas universidades e deseja envolver empresas e comunidades nos projectos ambientais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, na pessoa de Eric Hall, manifesta a surpresa e estranheza pela notícia da decisão e reconhece-lhe o papel de liderança, apesar de tudo, nos progressos das negociações desta área tão decisiva quanto ao futuro. Yvo De Boer parte da instância suprema das Nações Unidas para trabalhar com o sector empresarial, o que mais polui… Desafio que faz descer os princípios às práticas no acompanhamento real e realista das problemáticas do ambiente. Fica no ar a pergunta sobre se foi a “frustração” da Cimeira de Copenhaga que o conduziu à demissão da responsabilidade assumida nas Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Três ideias força, consideramos, haverá a reter: 1. A verdade da força da liberdade de quem luta pelas causas na sua raiz, nada o deixa prender aos “lugares” importantes; 2. A urgência da aposta educativa que norteará alguém que passou pela experiência das tensões e rejeições da grande Cimeira de Copenhaga, esta resultará em sabedoria que implementará visões e práticas inovadoras; 3. A certeza de que as questões climáticas, na sua urgência global, começam a entrar nesta gama de notícias e “transferências” ainda que elas na demissão mostrem o mau “estado da arte”. Talvez este “safanão” ajude à orientação de um futuro mais sustentável na prática (?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1241147870856387785?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1241147870856387785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1241147870856387785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1241147870856387785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1241147870856387785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-demissao-climatica-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3443616516915342405</id><published>2010-02-25T11:54:00.001-08:00</published><updated>2010-02-25T11:54:40.494-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprender a viver com a crítica &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É natural que ninguém gosta de receber críticas, mas saber conviver com elas revela-se uma atitude de prova de maturidade e de consciência de que cada dia se está a aprender. O terceiro pilar do relatório da educação para o século XXI, «aprender a viver juntos» continua a ser uma meta a atingir que por este mundo fora insiste em fazer correr muita tinta e infelizmente, também, muito sangue. A imposição das ideias de uns sobre outros, a par do deixar-se “agarrar” à ilusão do poder das coisas ou dos lugares deste mundo, tem sido e continua a ser, um dos grandes entraves à saudável e necessária convivência humana, onde todos temos sempre tanto a aprender uns com os outros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Também é verdade que determinadas responsabilidades são da ordem da confiança, da delegação, implicam a necessária coesão em que se torna bem mais difícil compatibilizar a posição da “diferença” com um pensamento de unidade no essencial. Mas é mesmo aqui que estará o segredo da vivência em sociedade democrática; ninguém tem a verdade absoluta, pois que esta é projecto comum; também ninguém tem o direito de viver continuamente de forma “criticista” pela negativa, como se não existissem valores nas propostas apresentadas por outros. Especialmente quando existem incompatibilidades entre a opção A e a opção B, vem ao cimo a necessidade de uma boa fundamentação, pensada clarificação, aberta transparência, a ordem da racionalidade como justificativo integral. Quando o reinar se vai fechando e de umas paras as outras existe falta de clareza e clarificação, é natural que comece a pairar a desconfiança não como excepção mas como a regra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O Portugal a que chegámos é o país que todos cada dia construímos. A história de Portugal está cheia de momentos de inspiradas aberturas ao universalismo mas também de páginas fechadas às diversidades dos outros; momentos e regimes de forte expansão pluralista e outros que liquidaram os que pensavam diferente. Libertemos a crítica com autocrítica ao novo compromisso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3443616516915342405?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3443616516915342405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3443616516915342405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3443616516915342405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3443616516915342405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-aprender-viver-com.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6276417146591319396</id><published>2010-02-16T11:01:00.001-08:00</published><updated>2010-02-16T11:01:54.010-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dar vida positiva e tempo ao tempo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Após as festividades carnavalescas, embora este ano bem mais frias mas sempre com alguns excessos típicos da quadra, o convite a regressar ao rigor dos trabalhos alia-se à necessidade de desenvolver aquilo que são caminhos e horizontes de esperança. Como em todos os tempos, também neste não faltam motivos e motivações para o travão fazer tardar as boas novidades e o ressurgir de uma vida melhor, de um progresso mais justo, de vidas mais solidárias e mais felizes. Neste campo, até pela aprendizagem que a vida sempre ensina, teremos que desconstruir aquela ideia de que o pior é onde chegámos agora e de que se chegou ao beco sem saída. Quer à luz da história dos séculos, quer na vida pública da sociedade actual, é injusta essa consideração de que chegámos ao pior dos piores…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Sabe-se que uma coisa é viver com sentido e outra será o sobreviver. À sobrevivência pertencerá não só a luta mesmo que aflitiva pelo dia-a-dia como também uma desmotivação paralisante; à vivência com sentido cabe tudo o que são o vislumbrar das luzes no meio da escuridão, o captar a intuição do caminho a seguir, o perscrutar a oportunidade mesmo no cenário real da crise. Nos dias de hoje, mesmo e especialmente diante de todas as desmotivações que podem gerar muralhas de inércia, valerá a pena repetir um refrão bem alto: quem cultiva cada dia o sentido da vida é bem mais forte e mais capaz de persistir na confiança do que quem não dá o mínimo tempo nem tem lugar na vida para cultivar o jardim da sua existência.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A pior doença de todas está centralizada no Ser profundo; por isso diz-se que o sistema nervoso (da neurologia pessoal) anda afectado, agitado com os vários “stresses”: uns justificados pelo mundo em que vivemos, outros por motivos de várias ordem e mesmo alguns que bem poderiam ser evitados. Recomecemos por aqui, por aquilo que pode ser melhor e que depende de nós; existirão ecos de luz que brilharão na vida pessoal e social. Para alguns a Quaresma – um tempo de parar e reparar, dando tempo positivo e esperançoso ao tempo da vida – também quer ter estes efeitos de saúde existencial e comunitária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6276417146591319396?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6276417146591319396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6276417146591319396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6276417146591319396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6276417146591319396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-dar-vida-positiva-e.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6985513279018391337</id><published>2010-02-12T12:36:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T12:37:19.715-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas malhas da liberdade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O tecido social da comunidade só consegue fluir criativamente no princípio basilar da liberdade. Esta liberdade, em sociedade de democracia amadurecida, revela-se como o pilar estruturante que garante o exercício da pluralidade e da respeitosa tolerância. Conseguir conviver com a diferença de opinião, de ideia, crença, política, visão estratégica, eis os sinais claros de que a liberdade é nossa companhia constante e que esta preserva o exercício público de todos e o particular de cada um. No século XX, à medida que os poderes da comunicação foram crescendo, estes foram sendo um palco preferencial do exercício da opinião, conveniente quando vem a favor, inconveniente, quando a opinião não é favorável. Estamos a navegar em terrenos muito pantanosos, onde as fronteiras da liberdade devem coexistir com as da responsabilidade colectiva.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Não é preciso recuar muitas décadas de tempos idos para nos apercebermos dos poderes e contrapoderes que se combatem entre si, a ordem política e a comunicação social. A primeira usa a segunda na propaganda publicitária e anunciadora, mas quer silenciá-la nas horas denunciadoras do mau governo. O castelo de acontecimentos recentes no nosso país – que jamais se poderão silenciar – está num ponto de crescimento impensável. Já após o “alegadamente”, a rede do controle nos seus tentáculos sombrios terá atingido proporções que aprisionam a desejada liberdade de opinião, o mesmo é dizer, liberdade de existir em sociedade. “Nem ao mar, nem à serra”; sendo de pressupor todos os contraditórios e todas as justificações, a verdade é que nada poderá justificar um beliscar que seja a liberdade de informação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O apocalíptico caso da “escutas” já não sabe se se consegue escutar a si próprio, cheio que está de tanto ruído que parece não só não ter fim, como vai-nos conduzindo ao precipício, atacando por todos os ângulos da questão as malhas da liberdade. Não se sabe e ninguém sabe o que fazer: é o pior. Pelo andar, são naturais os medos: estes, espelham a não liberdade? Há condições para continuar(mos)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6985513279018391337?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6985513279018391337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6985513279018391337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6985513279018391337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6985513279018391337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-nas-malhas-da-liberdade.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1890161288326894384</id><published>2010-02-12T12:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T12:36:13.831-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fim do pessimismo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Percorre a seiva da opinião dominante nos principais meios de comunicação uma sensação de pessimismo que em nada conseguirá resgatar a vontade positiva para a vivência de cada dia. Ainda há dias a folhear um jornal de boa reputação, ao percorrer as páginas e as várias visões e opiniões, a conclusão a que se chega é que tudo parece negro, frio, negativo, feio, não havendo quase “ponta” social por onde se lhe pegue. O pessimismo partilhado pelas mais altas gerações, mesmo que com a dose de realismo justificada, tem efeitos nefastos nas mais novas gentes que estão a abrir os olhos para este mundo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; É verdade que jamais saberemos quantificar o impacto e o efeito negativo de toda a onda pessimista que se atrai a si própria podendo conduzir ao imobilismo de que já nada vale a pena fazer. Talvez entre tantas razões de pessimismo estará o facto da chamada sociedade dita de bem-estar a certa altura se ter atribuído a si própria seguranças acima das realidades e contingências; e se fossemos ver por esse mundo fora a verdade humana para além de nós mesmos, mudaríamos muito de opinião, sem que isto sirva de conformismo ao deixar estar como está ou então a dizer-se aquele refrão que como os males de outros se pode sempre bem…!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Por vezes alguns historiadores que percorrem os séculos do nosso país, lêem determinadas passagens do passado longínquo e parece que foram escrita para hoje. Uma torrente de pessimismos têm arrastado a memória colectiva que parece gerar o desconcertante diante do compromisso de todos os dias. Ar fresco e inspiração, precisa-se! A capacidade do positivo e da esperança, sem ocultar a realidade como ela é para a transformar, é um valor fundamental. Urge implementar a cultura do bem, das boas práticas, das boas acções, da promoção de tudo o que edifique… Antes que esse rasto do “péssimo” feche a esperança da mente dos mais novos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1890161288326894384?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1890161288326894384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1890161288326894384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1890161288326894384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1890161288326894384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-o-fim-do-pessimismo-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1451375341909799777</id><published>2010-02-12T07:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T07:36:06.303-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o tempo depois…? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Em todos os níveis daquilo que é uma vida intensa de trabalho, existe sempre um depois… O “depois” do jogo, da corrida, do exame, do labor árduo; o depois onde fica o verdadeiro sentir do que se aprendeu e do que se cresceu com a experiência de vida. Na medida em que o caminho é construído com um conjunto de valores e referências positivas, assim tanto mais o “depois” será o colher dos frutos da sementeira que se plantou. Mas valerá a pena debruçarmo-nos sobre o “dia seguinte” após longos dias de trabalho, a idade em que se entra na chamada reforma.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Há tanto de bom para fazer neste mundo que todas as idades e em todas as circunstâncias todos os corações disponíveis são convidados a colaborar para o bem da comunidade. Tudo porque se torna essencial dar valor e sentido positivo à vida e ao tempo da vida. O pior que poderá acontecer será ter tempo livre em excesso, não dar alma construtiva aos minutos e às horas, pois que até custa o passar do tempo quando ele não é válido para si e para outrem. Hoje, também neste novo contexto em que uma nova multidão de pessoas vão entrando na idade da reforma, existem um conjunto vasto de programas de voluntariado, de acções solidárias, de empenhos na construção do bem comum porque se lutou cada dia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Mas, uma verdade é bem nítida: o “tempo depois” será tanto mais válido quanto mais no tempo antes e durante os anos fortes da vida a pessoa se abriu a dimensões sociais e comunitárias. Neste terreno a liberdade pessoal é o lugar definitivo onde se constrói o principal tesouro; por muito que a ajuda de outrem exista no despertar dessa abertura de espírito, a verdade é que esta não entra no campo das obrigações... Só há vantagens em irmos abrindo a nossa vida a novas dimensões comunitárias. Num tempo em que alarga o leque de pessoas que entram nesta nova fase da vida, valerá a pena ampliar esta compreensão global e mesmo estudá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1451375341909799777?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1451375341909799777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1451375341909799777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1451375341909799777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1451375341909799777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-e-o-tempo-depois-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2487746412555988469</id><published>2010-02-12T07:34:00.001-08:00</published><updated>2010-02-12T07:34:34.779-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De um país à Humanidade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Na abertura do ciclo de Grandes Conferências da Fundação Calouste Gulbenkian esteve em Lisboa Tara Gandhi, neta de Mahatma Gandhi (1869-1948). Escutada atentamente, seduziu pelas suas meditadas palavras da paz pela não-violência. Destacou a “poluição da mente” que persiste, falou sobre a construção da democracia e o silêncio humano necessário como reflexão e meditação sobre a nossa condição sobre a terra. Portadora da herança de seu avô, ela destaca que o pior dos males do mundo não é o ódio mas sim o «medo»; é este, no seu dizer o contrário do amor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Acolhermos o testemunho de quem vem da raiz da paz indiana é sensibilizante e quer mover ao compromisso histórico em viver os mesmos ideais. Interessante o universalismo da mensagem quando a neta diz que «Gandhi não pertence à Índia mas a toda a humanidade».&lt;br /&gt;Diante do mundo onde os processos de vivência e decisão são hoje bem superiores à clássica ideia do Estado-Nação, a necessária consciência de pertença à comum humanidade sai reforçada e a democracia como “convivência” acaba por se transformar em alta responsabilidade global. É neste domínio que um país (como uma pessoa) que se fecha ao mundo fecha-se a si próprio. O contrário também.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Os medos e a chamada poluição da mente são os principais obstáculos ao destino humano comum. Ensinar e aprender a liberdade é missão que exige todos os contributos. Nenhuma área do conhecimento deve ficar de fora. Quando nos perguntamos sobre as principais “feridas” dos países que constituem a Humanidade também haveremos de procurar as principais soluções iluminadoras. Nestas, no dizer de Tara Gandhi, também a cultura e religião, a qual «é uma forma de nos unirmos aos outros, para descobrirmos mais sobre nós próprios». Eis uma chave do século XXI.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2487746412555988469?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2487746412555988469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2487746412555988469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2487746412555988469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2487746412555988469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-de-um-pais-humanidade-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2340533436052704984</id><published>2010-02-08T10:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-08T10:36:15.630-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A corrente do sistema &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Há dias uma imagem aa televisão, vinda da China, impressionou quem se deixa impressionar. Era um pai que, tendo-lhe sido roubada a filha mais velha, pegou no filho mais novo, de seus três anos, e amarrou-o com uma corrente a qualquer coisa fixa, não lhe fosse acontecer o mesmo destino trágico. O pai partilhava o desespero da insegurança, mas com a naturalidade de quem já está habituado à desumanidade. Tudo acontece na China, sistema que se vai afirmando com importâncias na cena internacional, mas no retrato nacional sofre os abalos de tamanhas condições de indignidade. Dizem os números, que não se podem calar, que são na ordem das cem mil crianças ano raptadas para os vários tráficos (de órgãos, de crianças, de prostituição) que persistem na era da globalização.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; E o mundo assiste a este rodopio de notícias, esta como tantas outras, em que correntes de sistemas aprisionam pessoas e nações. Uma lei perturbadora também reina nestes acorrentados: a de que alguns países entusiasmados em conquista de figurantes de primeira linha na cena internacional, nesse processo vistoso, crescem por dentro no doloroso caminho até lá chegar. São gerações de mártires deste género, na China como noutras paragens, em que à distância “tudo” o que podemos fazer é quase-nada, a não ser ter compaixão, sofrer com quem sofre e mas ampliar o leque dos que não se conformam. Se a comunicação do mundo actual nos aproxima do que antes era obscuro, a nossa correspondência haverá de ser libertadora de cada opressão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Mas, ainda, o pior de tudo é matar à raiz uma nova vida. Se os adultos não se entendem e trocam galhardetes ente si, tenham na sua capacidade de resposta adulta os argumentos com que se defender. Mas aquela(s) criança(s) chinesa(s), vítima(s) do sistema e das correntes que ao mesmo tempo aprisionam mas que garantem a perturbadora segurança… essa criança no seu olhar deixa-nos a pensar que mundo violento os grandes deixam aos mais pequenos. E depois, eles serão o que hoje formos…? Esperemos que não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2340533436052704984?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2340533436052704984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2340533436052704984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2340533436052704984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2340533436052704984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-corrente-do-sistema-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4981636056761040229</id><published>2010-02-04T10:21:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T10:22:00.622-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O verniz e o cinto… &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Chegámos a um momento muito difícil. Sente-se o verniz a estalar e continua certa a garantia do apertar do cinto. Quem viveu períodos como este (e mesmo quem não viveu) sente que o futuro tem um reforço de incertezas como já não se sentia há muito tempo… O caso da lei das finanças regionais e todo o xadrez de pressões, intenções primeiras, segundas e terceiras; a crise social instalada, o aumento transversal da precariedade, as pessoas do desemprego histórico, a criminalidade e insegurança que se confirma cada vez mais diária; a nossa comparação com a Grécia e a galopante não credibilidade externa; a escassez de horizontes políticos que enfermam um diálogo que todos reclamam mas que “todos” falham; a sensação de que a liberdade de opinião se sente ameaçada com sucessivos casos de “alegadas” pressões e de “problemas” a serem resolvidos…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Um criticismo sistemático dos males que nos atormentam que impedem de ver uma luz em céu aberto; a ideia de que se formos mesmo perguntar o que os portugueses pensam sobre «saúde, cultura, educação, justiça, história, rigor, método, empreendedorismo, política», diante destas e de outras tantas outras ideias estimulantes ou áreas sociais essenciais a sensação de que entre a indiferença ou o dizer mal é o pântano generalizado preferencial; a verdade de que apatia e descompromisso atraem a desmotivação, ambiente este que conduz a novas multidões de emigração diante de um país truncado (porque o truncámos!?); a noção de que carecemos: 1º, da autocrítica de revisão em ordem ao progresso diário e 2º, da nobre responsabilidade de cada um para se assumir todas as consequências, preferindo-se a vitimização preguiçosa ou a desculpabilização.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Claro que tudo o que apresentamos acima não é nada de novo, nem nada de verdade; ou outras vezes é tudo de verdade e ainda será pior; de extremos e de verniz estalado e de cinto apertado. Tudo simbólico o que escrevemos; só uma verdade: os habitantes de um país são os que o constroem; o mal que se publicita volta ao ponto de partida, sendo perca de tempo. Mas, efectivamente, diante de tantas crises, o que o país menos precisava era do que se vê; excepto aquela sugestão de baixar até ao “valor X” as grandes reformas e os irrazoáveis salários “pagos” pelos cintos apertados. E esta!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4981636056761040229?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4981636056761040229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4981636056761040229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4981636056761040229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4981636056761040229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-o-verniz-e-o-cinto-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5447449580180202078</id><published>2010-02-02T11:52:00.001-08:00</published><updated>2010-02-02T11:52:38.695-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fenómeno Avatar &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Ninguém duvida da força do mundo da imagem, dos impérios dos cinemas, do quanto eles reflectem, de um modo ou de outro, a realidade do mundo que vivemos; os seus bens ou os seus males, as suas angústias e aspirações. É uma multidão de actores imortalizados, e é um mundo que acompanha continuamente os desenvolvimentos da sétima arte, o cinema. As mais famosas películas cinematográficas são espelho de culturas e crenças, retratam momentos históricos decisivos, partilham mundialmente as mais belas paisagens; abrem-nos ao mundo do imaginário, digital, ficção, fazendo-nos ver o invisível. Mas também o cinema reflecte a violência que vai nos corações, a inveja e a corrupção que persiste, podendo quase ser uma sedutora escola de crime.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Quanto ao mundo do cinema, dir-se-á, nem o elogio nem o desprestígio; mas todo o cuidado, atenção e zelo em termos da inevitável impressão que a imagem grava do olho e na mente humana. Há filmes que apelam ao melhor e ao pior; cenários humanos que fascinam e outros que são tremendos. Tem vindo a crescer o uso da violência para cativar, como o mundo místico para envolver. Há realizadores históricos que têm gerado autênticos fenómenos de bilheteiras, que antecipam o mundo futuro. É obrigatório falar de Cameron, o realizador dos vários recordes. Após o filme Titanic (1997) James Cameron, após muitos anos de preparação, lança o seu último filme recordista, superando-se a si próprio. AVATAR é a nova história proposta que ilude, pelo divino, quem mergulha no mundo distante Pandora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Mas o que se passa nesse imaginário mundo Pandora? Diz quem vê o filme criticamente que ele provoca sentimentos perigosos em termos existenciais e muito influenciadores para quem não está preparado. Por estranho que pareça, nos EUA a idade mínima está acima dos 10 anos; em Portugal, 6 anos foi considerada a idade ajustada. Preocupante? Diante de tal “poder”, força e fascínio do imaginário, todos os cuidados e atenções são sempre poucos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5447449580180202078?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5447449580180202078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5447449580180202078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5447449580180202078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5447449580180202078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-o-fenomeno-avatar-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-8976323638578593291</id><published>2010-02-01T10:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T10:11:21.283-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muito mais que cidadania… &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Na data histórica de 31 de Janeiro, no Porto, deu-se início às comemorações do Centenário da República Portuguesa. Começaram, neste contexto histórico, a ser partilhadas muitas mensagens repletas de história e muitas entrevistas a personalidades do mundo da política e da cultura. Também aquelas perguntas breves de rua (sobre acontecimentos relacionados com a instauração da república e personalidades situadas nessa época complexa) manifestam grande desconhecimento da nossa história nacional, ou então um enviesamento menos saudável no que à história diz respeito. Um vasto conjunto de “refrães” enaltecedores da ideologia republicana está no ar; aquilo que é uma oportunidade cívica não se pode asfixiar em visões limitadas e circunscritas a ideias fechadas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Um dos traços comuns do lançamento das comemorações é a necessidade de espevitar a intervenção cívica para aquilo que são as realidades e os problemas da sociedade em geral, e o tempo e o modo como a actividade política enobrece o compromisso público e particular com o bem comum. Das palavras mais ditas como apelo é a palavra «cidadania». Indo ao dicionário, cidadania no espírito da república pode-nos orientar mais para a noção de “cidade” que de “humanidade”. Poderíamos dizer, com as devidas limitações de todas as comparações, que a república cidadânica, inspirada na Revolução Francesa (1789), nascendo em contraposição e reacção ao modelo anterior (mais assente no “campo” que na cidade), aponta o caminho da exaltação mais de direitos de cidadania que de direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se a república é o actual modelo de governança, este também precisa – à semelhança de outros modelos ao longo dos tempos – de ser confrontado para se ir purificando. A República nasceu com Platão, a comunidade ideal onde a todos é garantido o essencial; as repúblicas actuais, no “dia seguinte” à sua instauração, precisam de alerta contínuo para não caírem nos males que denunciaram no regime anterior. É bom sentir que só «cidadania» é muito pouco e que o «ser humano» é que é tudo! Ou seja: relativizar a ideologia, ela depende da sua prática.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-8976323638578593291?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/8976323638578593291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=8976323638578593291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8976323638578593291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8976323638578593291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/02/o-fio-do-tempo-muito-mais-que-cidadania.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6967995082107886264</id><published>2010-01-28T11:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T11:13:34.473-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auschwitz, a dor da memória &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Celebra-se 65 anos do momento da abertura libertadora das portas do holocausto. A 27 de Janeiro de 1945 o mundo acordou para a confirmação do mais horrendo atentado contra a natureza humana. Quem visita Auschwitz – um milhão de visitantes por ano – faz silêncio e medita na condição humana. Nestes dias, aquelas imagens a preto-e-branco que parecem remontar a séculos atrás, fazem-nos sentir que não foi assim tão longe no tempo nem no espaço. 65 anos foi “ontem”, e foi “aqui perto”, que o inqualificável crime contra a humanidade foi meticulosamente planeado; a médio prazo num nacionalismo de um povo, a curto prazo numa “solução final” aplicada silenciosamente para quem “o trabalho liberta” (esta a frase de acolhimento à entrada do campo).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Jamais, como dizia uma historiadora nestes dias, compreenderemos a envolvência do que se passou, o sentir profundo do mártires e mesmo dos executantes e os gritos já sem voz da indignidade praticada em pessoas como nós, de carne e osso. Auschwitz apela em nós a profunda meditação e a necessidade sempre urgente de não apagar a memória para que ninguém esqueça… Os campos de concentração fazem parte do património comum da humanidade, mas de que humanidade? Da desumanidade para que a humanidade cresça e medite nas dores desta memória construída no centro do ocidente. Recordo de uma entrevista de um antigo militante da Al-Qaeda; ele lembrou que a pior dor humana continua a estar no holocausto criado pelas ideologias ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Um pensamento de tanto que tem sido dito e que nos ficou é que «o holocausto é o lado mais negro da alma europeia». Não apagar a memória, mas meditar nas suas dores como aprendizagem, é um lema bom para o desenvolvimento justo dos povos. Mas persiste um hiato na comunicação mundial actual, mensagens tão sérias e iluminadoras que não passam; ilusões e ideologias extremistas que parecem ressurgir… Porquê?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6967995082107886264?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6967995082107886264/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6967995082107886264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6967995082107886264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6967995082107886264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-auschwitz-dor-da-memoria.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3956075230499040285</id><published>2010-01-27T04:51:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T04:52:25.617-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A força educativa do desporto &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Está em fase final o campeonato africano de nações, a decorrer em Angola. Após o atentado inicial em Cabinda contra a selecção do Togo, o jogo passou a ser jogado dentro do campo de futebol. A este caso contra a selecção do Togo podem-se juntar tantos outros onde o desporto é usado para outras finalidades nada desportivas. Pelas multidões que se juntam, pela representatividade dos países e, por isso, pela força sócio-política que o desporto tem, ele é usado desmedidamente como bandeira ora de orgulho nacional, ora de combate intolerante. Não passam muitas décadas em que no centro da própria Europa as modalidades dos jogos olímpicos ou os campeonatos de futebol, quando havia paz e segurança para se realizarem, esses torneios espelhavam bem as lutas “frias” entre os países em jogo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A história está toda unida, uns acontecimentos inter-cruzam-se com outros; a história das grandes manifestações desportivas inscreve-se na mesma história ou de passos de desenvolvimento humano ou de recuo intolerante de uns para com os outros. Hoje, em cada mega iniciativa desportiva, ao mesmo tempo todos os países (ou mesmo em parceria) o querem, e quando organizam o batalhão de segurança bate recordes de ano para ano…não vá o atentado atingir um estádio ou uma prova. Sabe-se que na antiguidade, quando dos jogos olímpicos, a guerra “parava” para essa realização cultural; reza a história do século XX que os jogos é que pararam para deixar passar e acabar a mísera guerra. Os acontecimentos desportivos não deixam ninguém indiferente; quem dera que sejam sempre vividos no chamado “fair play”, dos bastidores ao espaço público!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Numa entrevista recente o alemão Wilfried Lemke, assessor da ONU para o Desporto ao Serviço do Desenvolvimento disse que «o desporto pode fazer bons vizinhos». Da recente vivência do jogo solidário para com o Haiti, ele testemunha como, lá longe, as crianças e jovens se juntam «para jogar em Israel e na Palestina». Urgentes, estes sejam os jogos onde todos saem vencedores para um futuro de segurança e paz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3956075230499040285?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3956075230499040285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3956075230499040285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3956075230499040285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3956075230499040285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-forca-educativa-do.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1475943857969994534</id><published>2010-01-26T05:18:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T05:19:23.192-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sorte também se constrói &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Poderão existir determinadas situações em que se pense que só os outros é que têm sorte e que o próprio não… Essa ideia das sortes ou dos azares parece-nos reflectir uma visão menos correcta daquilo que são as referências de compromisso que haverão de presidir os caminho diário. Diz um pensamento que «a sorte protege os audazes», e pode-se acrescentar que a sorte é amiga da atenção zelosa e persistente e inimiga do descuido e do desleixo. O ditado que diz que «quem semeia ventos colhe tempestades» também ajuda a compreender a necessidade de sempre e cada dia, nem que custe (será o que lustra!), viver e semear os grandes valores assentes na bondade, no estímulo à dignidade e ética, no apego constante à responsabilidade de ser e fazer em cada momento o melhor possível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Como alguém disse, na hora da tragédia de nada vale “rezar” mundos e fundos na turbulenta viagem da estrada se não se descansou o mínimo suficiente para se ter lucidez ou se a pessoa está alcoolizada e incapaz de corresponder às solicitações de constantes e novas situações. Essa ideia de que o “mágico”, o “deus SOS”, o “bombeiro divino”, viria socorrer instantaneamente é uma das grandes falsidades que importa purificar. A desculpabilização do que deve ser a responsabilidade humana para o mágico que substituiria o zelo devido é sinal da imaturidade existencial; é a mesma coisa que passar a vida a semear tempestades e depois pensar-se que se tem direito às bonanças!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É por isso que nada fora de cada um de nós fará o que cada um terá de fazer; é por isso que na medida em que se procura viver a responsabilidade constante, esta como que abre as portas ao surpreendente positivo que amplia os índices de motivação… A vida é constante semente que se lança e, simultaneamente, constante colheita. A arte da coerência ética e da persistência serão dos valores estruturantes que, não a curto mas a médio e longo prazo, darão créditos positivos. A chamada “falta de sorte” como fatalismo, não é outra coisa senão a falta de se conhecer e reconhecer a si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1475943857969994534?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1475943857969994534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1475943857969994534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1475943857969994534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1475943857969994534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-sorte-tambem-se-constroi.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6321296168734322925</id><published>2010-01-22T13:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T13:35:17.512-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ecumenismo e integrismos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Se formos elaborar um estudo exaustivo, mesmo que numa análise do campo exterior, a origem das religiões revela-se sempre imensa de ser universalista e totalizante, dador de sentido à existência de cada um e de todos. Nessa análise, na generalidade, detectar-se-ia uma frescura de interiorização e universalização capaz da inclusão das múltiplas diversidades e visões. Com o crescer e com o necessário realismo, como é natural, vem a procura de regulação e enquadramento, um estabelecer de balizas de ideias e de compreensões práticas, facto que, a partir de uma determinada racionalidade (porventura codificada), pode levar a excluir as diferenças, fazendo crescer a dura e crua semente do integrismo, fanatismo, fundamentalismo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Nestes domínios, a aprendizagem da razoabilidade e das aceitações da pluralidade afigura-se como um dos maiores desafios postos ao século XXI. Nem tudo, nem nada! Tanto os perigos do igualitarismo de “todos iguais”, como os males do exacerbar de “todos diferentes”, podem conduzir a fugir para a periferia extremista, quando o caminho do “meio” é o ideal mais pleno e capaz na “unidade plural”. Utopias simpáticas da unidade de todos sermos iguais (anulando as diferenças) existem em todos os quadrantes, tal como aquele integrismo de quem tem “a verdade” (excluindo o outro) também existe em todos os campos e em todas as religiões. Valerá a pena perguntarmo-nos: que “códigos” são aqueles que (1º) se enxertam na frescura fundante da religião “x” ou “y” (2º), mas em que depois perderam o próprio espírito continuamente renovado para com cada actualidade…(?)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É pela estrada do “diálogo” que se consegue a unidade ecuménica (vivemos a Semana Ecuménica). Mas é pela autenticidade despojada e generosa do diálogo que é possível antecipar o futuro. Diálogo que não é perca de identidade, diálogo que não é abdicação do pensar, diálogo que integra a plenitude do que se pensa e se age numa mesa comum, onde se dá e se recebe. No integrismo ou no igualitarismo não há diálogo. Unidade ecuménica? É possível sempre mais frutos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6321296168734322925?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6321296168734322925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6321296168734322925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6321296168734322925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6321296168734322925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-ecumenismo-e-integrismos.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3971879844008316420</id><published>2010-01-20T10:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T10:31:21.278-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ilusão e gestão das expectativas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Faz um ano (20 de Janeiro) que Barack Obama tomou posse como presidente dos Estados Unidos. No mundo das emoções, grandes expectativas podem conduzir a grandes desilusões. Após um ano de sua eleição e depois de um inédito estado de graça, Obama tem neste momento a popularidade em baixa, ou pelo menos não em tão alta. Como se sabe, das emoções sociais – um sintetizador de opinião sempre na ténue fronteira da sensibilidade – espera-se o melhor e o pior; mas a verdade é que Obama, crescendo acima de si próprio tornando-se mito quer pela sua eleição inédita de afro-americano quer envolto de uma nuvem clarividente de esperança inabalável, Obama continua a ter “razão”. Talvez tenha havido, e continua a haver, um problema de comunicação e de responsabilidade. O slogan «yes we can» está construído na primeira pessoa do plural, facto que não personaliza nele próprio o centro de referência.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Talvez o “mal” de Obama não tenha estado nele próprio, mas no que dele todos, sedentos de um farol de referência, projectaram. Mesmo quando o presidente insiste na «Era da Responsabilidade» de forma colectiva, pede-se-lhe bem mais do que um líder pode dar. Embora na capitalização da candidatura ou na imagem da eleição bem gerida da obamania, o certo é que Obama está a ser fiel ao próprio desígnio que apontou: «o caminho vai ser longo», esta a frase por ele muito repetida mas que os ouvidos práticos carentes de respostas para «hoje» não compreendem. O Nobel da Paz viu-se transfigurado, sendo atribuído não por realizações mas por ideais apontados; os seus discursos de multidões famintas de esperança no «atoleiro do Iraque» ficarão para a história como pólo motivador que, após o 11 de Setembro de 2001, abre a janela da Esperança ao século XXI.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O que pode fazer um homem sozinho? O paradigma da responsabilidade partilhada é o seu ideal sócio político; acerca do que fez, faz ou fará, não se esteja continuamente nesta asfixia descomprometida da espera de um milagre, de que um resolve os problemas de todos. Obama não é deus nem pode nunca ser endeusado. A esperança comprometida com a história é o seu lema em gestão…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3971879844008316420?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3971879844008316420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3971879844008316420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3971879844008316420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3971879844008316420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-ilusao-e-gestao-das.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-106202823061197382</id><published>2010-01-19T11:41:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T11:42:02.734-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos humanos e humanitários &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;Os acontecimentos recentes do Haiti, a par de outros do género onde a condição humana é fortemente interpelada, continua a fazer-nos relançar algumas questões fundamentais. Quantas vezes observamos que em situações trágicas as fronteiras são abertas à solicitude dos “outros”, ou as próprias linhas políticas são relativizadas, pois que socorrer os que mais precisam, sejam eles “quem” forem, afirma-se como o pilar essencial de acção. Mas depois, passado o limpar das águas ou o apagar do fogo parece que tudo volta ao passado de fronteiras fechadas, de relações sociais frias, sofrendo um forte apagão toda a frescura solidária que a urgência faz despertar nos primeiros tempos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Onde pára a memória de situações trágicas no que elas podem ter de aprendizagem social, local e global? Quando se conseguirá integrar, mesmo nas escolas a partir das tenras idades, toda uma «educação humanitária» para se dar valor ao que se tem, ao que se come e se bebe, também de modo a não estragar, a rentabilizar, a reconhecer e agradecer? A sensação de que tantas vezes se está sempre a começar ou que há tanto de desperdício vivo na sociedade de consumo, faz compreender que a mensagem das tragédias humanitárias não passa o seu eco de sobriedade para quem tem pão de cada dia em abundância. A necessidade de pensar a partir da “praxis” (prática) é um imperativo do mundo global, onde a todo o momento todas as imagens e mensagens estão nas redes sociais da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Todo um potencial humanitário através de organizações governamentais ou não é activado nas horas mais difíceis, com maior ou menor eficácia procura-se socorrer com todos os meios possíveis, mas, e depois da tragédia? Do que continuamente observamos e da análise mesmo que superficial pelo conteúdo dos chamados sistemas de educação (formal ou informal), perder-se continuamente um potencial educativo a partir da realidade, pois que este não é transferido para “os livros”, não desce ao campo dos saberes, não é ensinado para aprender. E quão importante seria para não se estar sempre no início!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-106202823061197382?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/106202823061197382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=106202823061197382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/106202823061197382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/106202823061197382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-todos-humanos-e.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-228457794255960052</id><published>2010-01-18T10:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T10:49:18.325-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Haiti, os milagres da tragédia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O Haiti é o novo centro do mundo. Desde o dia em que a terra tremeu (12 de Janeiro 2010) uma multiplicidade de acções vão-se estendendo pelo mundo inteiro no sentido da necessária ajuda ao povo haitiano. As contagens revelam o lado frio do acontecimento (cerca de 200 mil mortos?), mas o acontecimento trágico, tal como a dor e o sentimento, é sempre individual. Existem as descrições horrendas características do pior que a desumanidade pode sofrer, mas existem histórias de milagres de algumas vidas salvas em plena tragédia. As desgraças trazem consigo sempre também o lado do surpreendente e da valorização de cada vida salva, de cada gesto solidário, de cada momento bom.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Como em outros acontecimentos de tragédias naturais de anos recentes, a par de uma onda solidária que cresce, também a cada dia que passa nestes primeiros tempos amplia-se o caos e mesmo a insegurança onde todos lutam pela sobrevivência, denotando-se que é nesta hora da verdade que as instituições e organizações conseguem no meio de tudo gerir o caótico, porque o futuro quer recomeçar em cada gesto. Dos 80% das construções destruídas da capital Porto Príncipe, que levaram consigo uma multidão de gente, ficam sempre lições de que os males que acontecem aos que partem podem gerar novas aproximações entre os vivos, no sentido do clarividente e sábio discernimento entre o que é efectivamente o essencial da vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; As Nações Unidas consideram que este sismo é o pior desastre enfrentado pela organização e o presidente Obama vem dizer que «o povo haitiano não seria esquecido», orientando o pensamento no sentido da comunidade internacional ser capaz de reflectir sobre a «responsabilidade dos países que exploraram e abandonaram o Haiti». Como dizia Einstein, nas grandes crises vêm as grandes afirmações que sintetizam tudo. O Haiti existe em tantos povos do planeta onde se espera que não exista a tragédia para vir o ansiado milagre da autêntica e contínua solidariedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-228457794255960052?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/228457794255960052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=228457794255960052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/228457794255960052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/228457794255960052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-haiti-os-milagres-da.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1941146728311880513</id><published>2010-01-14T10:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T10:35:26.873-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os telemóveis que mais vendem &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Somos um país especial em muitas matérias. Uma delas, de ano para ano, vai-se relevando como caracterizador da nossa identidade, porque dos nossos hábitos diários. As opções mais simples do dia-a-dia, repetidas continuamente, constituem-nos na nossa forma de agir e por isso de ser. Já há alguns anos se dizia que pelas quadras festivas de fim de ano éramos um país comparado ao Canadá no envio de mensagens de telemóvel. Agora em plena crise económico-social confirma-se o bater de todos os recordes de movimentações financeiras nos dias anteriores ao Natal a que se juntam as habituais salas de espectáculo esgotadas da comemoração de fim de ano. Factos são factos! Nada a destacar quando o essencial está assegurado e a sobriedade de vida se alia a alguns tempos fortes de convívio festivo; mas tudo a interpelar em termos de hábitos de consumo quando a tipologia do “crédito para férias” passou a ser uma rotina desorganizadora da renda mensal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Formar para a autonomia saudável, onde se sabe discernir entre o essencial de que precisamos e o acessório de que com facilidade podemos prescindir é hoje uma missão nacional. Quando os dados estatísticos vão continuamente confirmando que o endividamento das famílias portuguesas cresce descontroladamente mas que os apartamentos mais caros são vendidos mais cedo, o mesmo ocorrendo com os telemóveis mais sofisticados e electrodomésticos mais dispendiosos, esta realidade, tanto pode confirmar uma crise profunda da classe média na desigualdade crescente como nos desperta para a necessária educação para o consumo, o mesmo será dizer, a formação para a felicidade. As coisas compradas para comprar as relações humanas ou a própria felicidade e o sentido de viver são a maior “contra-informação” que diariamente se publicita sem cessar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se estes factos confirmam que temos bom sentido de adaptação a novas situações como a integração na dita sociedade tecnológica, que bom seria que essas aptidões fossem aplicadas ao serviço de ca(u)sas organizadas onde no dia de hoje se planeia o dia de amanhã. A urgência de pensar a médio e longo prazo, até neste campo é fundamental, quanto mais no essencial da razão de viver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1941146728311880513?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1941146728311880513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1941146728311880513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1941146728311880513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1941146728311880513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-os-telemoveis-que-mais.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6916997459385910040</id><published>2010-01-13T10:56:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T10:57:48.463-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O teólogo Eduardo Schillebeecks &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Os teólogos são os que reflectem e escrevem a teologia, não de modo superficial mas sempre aliando a razão lógica com a projecção de toda a esperança (fé). A noção de teologia (theos = Deus + logos = palavra, estudo) contém o próprio referencial de investigação, o que é característico de todos os campos de conhecimento. O termo teologia foi usado pela primeira vez por Platão no diálogo A República, pretendendo referir-se à necessária compreensão da natureza divina de forma racional. Atravessando os séculos, os estudos de filosofia e teologia representam, através dos grandes autores estruturantes da cultura da humanidade e, para nós, da visão humanista ocidental, a aventura humana do diálogo aberto ao infinito, não numa visão museológica presa no passado mas no olhar dinâmico estabelecendo pontes com a contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A segunda metade do século XX viveu profundas transformações de foro social e eclesial. O crescer dos domínios das comunicações e o emergir de várias revoluções sociais também geraram impulsos de profundas transformações nas instituições políticas, sociais, culturais e religiosas. Um dos acontecimentos maiores terá sido o Concílio Ecuménico Vaticano II (1962-1965). Momento dialogal universal inspirado com grandes personalidades na procura sincera de trazer para o tempo presente os tesouros intemporais da boa mensagem. Faleceu há semanas, a 23 de Dezembro, um dos grandes protagonistas da renovação do referido Concílio, Eduardo Schillebeecks, um dos maiores teólogos do século XX. No tempo da abertura à globalização, este autor de obra monumental (a par de alguns outros) soube gerar terreno fértil e saudável à recepção esperançada da nova ordem global.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Schillebeecks, tendo sido alvo em 1968 de um processo da Congregação para a Doutrina da Fé devido à sua visão aberta sobre a secularização, assumiu na seriedade a intuição profética e persistente daquilo que era o horizonte futuro do pluralismo teológico e do diálogo positivo com a sociedade global. Ecos da coragem procuradora da Verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6916997459385910040?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6916997459385910040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6916997459385910040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6916997459385910040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6916997459385910040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-o-teologo-eduardo.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-8248440545790333514</id><published>2010-01-12T09:50:00.001-08:00</published><updated>2010-01-12T09:50:39.611-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enraizamentos e sentido da vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Sempre o fascínio das mobilidades seduziu o ser humano. Quem não gosta de viajar, percorrer caminhos, conhecer mundos e paisagens, contactar com gentes de todas as paragens, no geral todos participam deste gosto andante, errante e mesmo peregrino. Da condição humana e da sua realização plena fazem parte esta vontade aventureira e viajante ou então mesmo a dimensão migrante, de quem procura noutras paragens uma vida melhor. É neste roteiro humano andante que se inscrevem quer as mobilidades académicas quer a dimensão peregrina que é constitutiva do programa teológico das grandes religiões. Mas, no meio de todas as caminhadas, é importante ter um pouso, um porto de abrigo, um aconchego, um sentir-se em casa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O misterioso e decisivo sentido da vida, que não depende da matéria biológica nem dos bens patrimoniais que se tem, participa tanto da dimensão procuradora itinerante como da necessidade da serena estabilidade. Tal como a árvore precisa da raiz para ter segurança e equilíbrio, assim também a vida humana sem essa base enraizada pode cair, secar, asfixiar. Escrevia há dias o reconhecido pensador e ensaísta, Eduardo Lourenço que «precisamos de uma raiz, um enraizamento que nos apague a perplexidade e angústia de estar num mundo absolutamente indecifrável.» A vontade de decifração do mundo já manifesta esse desígnio da estabilidade e das raízes a que nos agarrarmos para não cairmos. Valores acima do que tem valor físico, que se erguem como alavanca capaz de dar sentido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É também aos seduzidos do novo mundo tecno-virtual, às novas redes sociais das comunicações, às mobilidades humanas no mundo em viagem contínua de transformação de paradigmas que a mensagem de Lourenço aconselha a sabedoria de criar raízes. As pressas do mundo de hoje podem limitar esta experiência, o que deixa as suas sementes de vazios, solidões, apagamentos da memória histórico-cultural… Este será depois o cenário da angústia e do indecifrável. Há que criar raízes para o evitar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-8248440545790333514?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/8248440545790333514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=8248440545790333514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8248440545790333514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8248440545790333514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-enraizamentos-e-sentido.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-7929290505945460538</id><published>2010-01-11T10:58:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T10:59:11.737-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O não-referendo em Ano da República &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Lá mais para meados deste ano, como que em preparação próxima para a comemoração do centenário da República, certamente que se vai dos vários modos, ouvir muito falar de «ética republicana». Este um refrão que foi crescendo e que poderá simbolizar o que de melhor pode, ainda assim, atingir o modelo político vigente. Pelos percursos da história das ideias e da ciência política poderíamos retratar tanto o desenvolvimento das éticas nestes terrenos como, no caso da absoluta isenção, os “enganos” matreiros das próprias repúblicas. Tem-se falado de que este ano pode ser uma oportunidade de esclarecimento cívico, de aprofundamento da consciência política colectiva, da necessária revisão isenta daquilo que é a história que nos precede para que os dias de amanhã consigam sempre mais e melhor…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Absolutizar qualquer sistema político poderá ser bem perigoso, o século XX regista essas memórias. Compreender os caminhos andados leva-nos a aceitar que a república e a democracia são o meio possível para a finalidade da sã convivência humana, esta sim a meta a atingir. Como dizia o livre padre António Vieira, quando vezes o «torcer das leis», o manusear em interesse próprio e sectário, o manobrar com outras finalidades que não a verdade clara e o bem comum, atrapalham e enganam aquilo que é a própria ética proclamada. A democracia do “só quando dá jeito” atraiçoa a autenticidade da expressão do pensar comunitário e afasta as gentes da essencial ligação aos que lideram o barco comum. Denuncia-se que é preocupante a indiferença política, mas fecham-se portas de debate aberto e promotor de consciências cívicas mais (re)conhecedoras.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A primeira medida política do actual executivo e a primeira medida que abriu o ano do centenário da república não auguram nada de bom. Mesmo sem falar no conteúdo (republicano) de uma “igualdade” não reflectida, para tudo e para nada, a verdade é que a apressada fuga ao referendo espelha bem o que se quer ou não se quer fazer da ética republicana e da própria democracia. Vale a pena pensar…?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-7929290505945460538?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/7929290505945460538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=7929290505945460538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7929290505945460538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7929290505945460538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-o-nao-referendo-em-ano.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-8762617571888094006</id><published>2010-01-07T10:53:00.002-08:00</published><updated>2010-01-07T10:54:29.825-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O pior dos sinais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Na revista alemã Der Spiegel (19 Dezembro) o filho do líder da oposição ao actual presidente do Irão desapareceu. Esta situação incerta de Mir Hussein Moussavi faz parte de todo este “barril” de tragédia de uma das zonas mais inseguras do planeta. Diz nessa entrevista o filho do líder oposicionista que o seu pai está pronto para o «martírio» e que o caso dessa dolorosa consumação pode gerar «consequências catastróficas». As primeiras horas do ano além de notícias festivas deram-nos ecos de violências enraizadas em fundamentalismos de tensão incalculável. Quando da grande manifestação chamada «Ashura», onde três milhões de muçulmanos enchem as ruas da cidade santa Kerbala a celebrarem com autoflagelação, tambores e sangue, a principal cerimónia xiita (que canta em nome do martírio de Husssein no ano 680, neto de Maomé), criou-se o cenário favorável para a manifestação da oposição ao líder iraniano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A manifestação tem por razão a suspeita da fraude eleitoral na reeleição a 12 de Junho do presidente do Irão. O chefe do poder judiciário iraniano, chamando de «arruaceiros» à oposição, prometeu «julgamentos rápidos e contundentes» aos responsáveis pelos distúrbios que perturbaram as festas e querem ferir o “normal” funcionamento da república islâmica. Dos acontecimentos, centenas de presos e muitos mortos, como o normal no meio de toda a (respeitosamente, mas) anormalidade intolerante, onde o difícil será chegar à raiz, à origem, à fonte primeira do fanatismo que não respeita as diferenças do outro, este um dos problemas fulcrais que o século XXI, a bem ou a mal, terá de resolver. A notícia mais recente diz que os julgamentos estão para breve. Retemos na memória as cruas palavras do líder religioso do Irão que há alguns dias sublinhou que os protestos do dia sagrado da Ashura merecem a acusação de «mohareb» (inimigos de Deus), crime que a jurisprudência iraniana castiga com a morte.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Quando chegará ao fim o rastilho intolerante? Que se diga bem alto, Deus não tem nada a ver com o campo de batalha. Quando o deixa o interesse humano que Ele “saia” daí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-8762617571888094006?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/8762617571888094006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=8762617571888094006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8762617571888094006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8762617571888094006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-o-pior-dos-sinais-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5795766494497575480</id><published>2010-01-07T10:53:00.001-08:00</published><updated>2010-01-07T10:53:29.860-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inovação e Humanismo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Há dias a notícia do último equipamento da mais alta definição de tecnologia da multinacional Google, em dinâmica de constante concorrência com a Apple, podem fazer-nos lembrar as antigas batalhas medievais, estas agora transferidas para os campos da forte inovação de ponta ou mesmo também para o campo de futebol, onde todas as grande cidades gostam de ter os seus grandes clubes representativos. Do mal, o menos; seja a tecnologia inovadora a conquista mais aspirada! Mas as regras deste jogo sedutor e concorrencial precisam de ser continuamente apuradas, quando não os novos instrumentos produzidos estão acima e fora da saudável realidade regulável e mesmo fora de patamares humanos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Neste sentido, vale a pena colocar como grande lema as noções de inovação e Humanismo, como quem sabe que uma sem a outra pode deitar a perder uma e outra. Seja sublinhado que as maravilhosas e essenciais conquistas tecnológicas não são um fim em si mesmas, e se as considerarmos como tal, a certa altura somos dominados e mesmo surpreendidos por elas. Que dizer e como contextualizar toda a inédita proximidade da Humanidade, onde a todo o momento poderemos estar em contacto com gente de toda a parte? Esta nova forma de o mundo viver um tempo global, proporcionada através dos novos mil e um instrumentos, pode ser o “país das maravilhas” e pode ser causa de grandes dramas. Uma preparação para a coexistência com as diferenças de culturas, credos, etnias…continua por fazer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A tecnologia aproxima-nos, e depois de aproximados? Nos dias de início de ano faz-se balanço da 1ª década do século XXI e efectua-se um relançar de metas para a segunda década. A fascinante velocidade dos acontecimentos na actualidade pode deitar a perder oportunidades se por trás da aproximação global não dermos o justo tempo a conhecer e apreciar a riqueza da Humanidade e da natureza que nos envolve. A isto chama-se o (re)despertar da estruturante questão antropológica: sobre o lugar do «ser humano» num mundo cheio de coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5795766494497575480?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5795766494497575480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5795766494497575480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5795766494497575480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5795766494497575480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-inovacao-e-humanismo-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4096841793334042868</id><published>2010-01-07T10:52:00.001-08:00</published><updated>2010-01-07T10:52:44.674-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os pés da torre Califa &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Sabe-se do desejo humano da altitude. Este facto, despertado na antiguidade a partir da observação das aves do céu, na época actual projecta-se até à capacidade de colocar alta tecnologia nos ares, vencendo barreira(s) do som numa contínua busca de superação. Estando provado que quase não há impossíveis em termos de elaborações tecnológicas a verdade é que diante da poderosa força da natureza, tudo pode ficar tão pequeno e tão limitado. Também é certo que muitos dos grandes avanços no conhecimento científico e técnico foram conseguidos através de grandes riscos e mesmo grandes acidentes. Talvez o pior de tudo seja, nestes domínios, a afirmação exacerbada da autonomia humana, como se o homem inventasse o seu novo “deus” e vivesse a ilusão desse absoluto imbatível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Poder-se-ão apresentar, nesta matéria e a simples título de exemplo, alguns momentos como o caso do imbatível (mas submerso) Titanic em 1912, a clonada (mas já adulta) ovelha Doly em 1996, o famoso e insuperável (mas já encostado) Concorde, ou ainda o novo super acelerador de partículas CERN que, indo desvendar em 2008 o mistério das origens da vida, no momento do arranque não aguentou a pressão dos olhares do mundo! Não faltam exemplos em que no arriscar e na hiper-afirmação ilusória do valor absoluto do próprio conhecimento humano, “depois” vem a devida maturação e justa correcção do que se pensava ser a última novidade insuperável. Afinal, esta dinâmica dialéctica é uma marca dessa aspiração às alturas, mas será essencial que, na base de todos os diálogos, os pés estejam na terra!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O Dubai – um oásis fora do mundo! – vive uma impressionante crise financeira. Neste dia 4 de Janeiro inaugurou a torre mais alta do mundo. No contraste, poder-se-á dizer que mostra tanta altitude (828 metros) quanta desigualdade das gentes que já compraram o seu espaço dourado nessa torre Califa em relação à pobre multidão global... Se altitude é sinal de poder ele aí está; mas os pés, embora afogados em petróleo, parecem bem mais de barro… Ou não será?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4096841793334042868?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4096841793334042868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4096841793334042868' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4096841793334042868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4096841793334042868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-os-pes-da-torre-califa-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4653105394118367466</id><published>2010-01-07T10:51:00.001-08:00</published><updated>2010-01-07T10:51:43.513-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expectativas e razões para 2010 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Passadas as festas e entrados no ano 2010 que estamos, valerá a pena perguntarmo-nos sobre o que esperar para o novo ano. No auscultar das expectativas a esperança é o lema obrigatório, também porque habita no coração humano esse desejo de perfeição, do melhor possível, do desenvolvimento continuado. Mas dando margem às razões, a fasquia recebe um safanão a ponto de descer rapidamente. Todavia, não faltando argumentos para não se esperar muito do ano depois de 2009, a verdade é que o reerguer de objectivos, sonhos e projectos terá de ser o único caminho a seguir. Não pela fatalidade do “ter de ser”, mas pela verdade de que somos construtores do nosso próprio futuro e as apostas inspiradas de cada momento presente podem de facto (trans)formá-lo para melhor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O ano 2010 será, em termos europeus, o ano de luta contra a pobreza e exclusão social. Apesar da Europa ser um espaço privilegiado em termos globais, 17% da população não tem condições para a satisfação das suas necessidades mais básicas. Vale a pena, pela positiva, sublinhar alguns objectivos deste Ano Europeu: encorajar a participação e o compromisso de toda a sociedade motivando os cidadãos na luta contra a pobreza; dar voz às preocupações e necessidades dos mais desfavorecidos dando mão a organizações da sociedade civil e a ONG’s na luta contra a pobreza e exclusão social ajudando a derrubar estereótipos; reforçar a solidariedade e fomentar uma sociedade que garanta qualidade de vida, bem-estar social e igualdade de oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A agenda de 2010 também será marcada em termos internacionais com o Ano Internacional da Biodiversiade. Será, também após a verdade verificada na recente Cimeira de Copenhaga, uma realista oportunidade de avaliação de todas as boas vontades em domínios que, a cada ano que passa, nos tocam e nos interrogam sobre a nossa própria sobrevivência. Se a natureza nos fala da riqueza da diversidade, aprendamos dela a grandeza do essencial que dá sentido à vida, calor às relações e alma à esperança. Não será ano fácil, mas, por isso mesmo, mais este tempo futuro precisa do melhor de todos e dos grandes valores intemporais que nos podem abrem novas janelas. Quem dera que estas expectativas se tornem razão prática e globalmente solidária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4653105394118367466?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4653105394118367466/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4653105394118367466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4653105394118367466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4653105394118367466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2010/01/o-fio-do-tempo-expectativas-e-razoes.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2076950627201300825</id><published>2009-12-23T11:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T11:34:24.705-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deixar Acontecer Natal &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O Natal representa talvez dos maiores pontos de convergência no mundo actual. São raros os acontecimentos que conseguem uma unidade tão explícita em torno de um essencial objectivo comum. Embora havendo diferentes interpretações, até em termos de calendário e a que se podem juntar mesmo as dúvidas exegéticas sobre a data e o local do Natal original, a verdade é que cada ano este acontecimento consegue congregar e motivar para valores e sentidos de confiança e vida renovados. Não vale a pena salientar os excessos da quadra, pois esses acabam por ser um crescendo desmedido que se foi multiplicando ao longo dos séculos e das últimas décadas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Ao passar os olhos pela arte ocidental, pela história da música, pela literatura poética, todas as artes foram brindando o primeiro Natal, como um acontecimento inédito e intemporal. Dar razões e raízes ao Natal é tarefa que cabe a quem compreende o sentido e a alma de dignidade que está presente no (re)nascimento de Belém. Deixemos acontecer o espírito de Natal, daquele universalismo acolhedor, luminoso, puro, sadio, saudável em que nos lembramos mais da noção solidária que deve habitar cada presépio do coração humano, multiplicando-se para cada dia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Os tempos que correm precisam mesmo do que o Natal significa. Não propriamente toda a força publicitária que mantém a quadra viva (e em que neste aspecto o Natal não está em perigo, pois cada ano o marketing lança-se mais cedo). Mas aquela alma viva e sempre nova do Natal, que alia a memória do passado de cada um de nós ao nosso presente e nos projecta no melhor futuro possível. O Natal silenciou a utopia da dignidade humana ser divina; é divina, inultrapassável! O acontecimento do exemplar nascimento de Deus Menino, acontecimento teológico, revela-se perturbador mas restaurador definitivo da nossa condição humana. Na gruta de Belém ou no estábulo, a irreverência da simplicidade deixa-nos a pensar e quer-nos transformar! Mas para tal é urgente não perder a memória de razão e proximidade do único Natal de todos os tempos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2076950627201300825?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2076950627201300825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2076950627201300825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2076950627201300825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2076950627201300825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-deixar-acontecer-natal-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-577697721242358265</id><published>2009-12-22T09:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T09:18:11.558-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nós e as redes sociais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Aquele caso da mãe que, passado cinco horas, veio anunciar ao Facebook o falecimento de seu filho, ajuda, com toda a verdade, a compreender os alcances do novo mundo digital. As redes sociais estão aí, todos os dias, a gerar o que de bom e de menos bom a humanidade tem. Com todo o realismo, não se pode querer o sol na eira e a chuva no nabal quando efectivamente estes meios de comunicação são reflexo da verdade diária do que acontece a cada momento. Talvez esta nova ordem da comunicação seja a maior revolução de todas em toda a história humana. O “tempo real” pode ser acompanhado como nunca por todos; para o “ar” do espaço público mundial pode vir tudo o que alguém quiser que apareça. Existam critérios, bom senso, pressupostos dignos e humanos naquilo que se põe no ar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A certa altura pode-se dizer que nestas coisas das redes sociais, é um facto, tudo o que vem à rede é peixe! Isto é, o que aparece existe. Temos dificuldade em perceber se estamos preparados para o que der e vier, quando se sabe que, certamente, os registos em directo das graças ou das desgraças virão à luz do dia e estarão disponíveis continuamente na sociedade global. Quem não se lembra daquele caso da turma a desrespeitar a professora com gravação de aluno ao telemóvel e rapidamente disponibilizada na internet; quem não se lembra de… A verdade mais certa é a de que todos os mil e um instrumentos da comunicação não têm qualquer culpa do conteúdo que neles circula. Repense o utilizador!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Até quando esta viagem fantástica mas perigosa chegará? A partir de que momento estaremos no ponto de saturação? Como a aproximação global das virtudes mas das também diferenças vai conseguir fazer prevalecer a existência comum? Estará o mundo culturalmente preparado para a nova consciência global que cresce cada dia? Semear para colher, é o lema que dá razões à esperança no futuro. A mensagem «Feliz Natal» é a que enche o mundo virtual nestes dias. Seja cada dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-577697721242358265?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/577697721242358265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=577697721242358265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/577697721242358265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/577697721242358265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-nos-e-as-redes-sociais-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5698524221663352855</id><published>2009-12-21T10:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T10:40:11.517-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As raizes da transparência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A «transparência» vai-se afirmando como um valor inalienável em ordem à clareza dos tempos futuros. A própria recente Cimeira de Copenhaga, nas suas ambíguas lutas de argumentação, trouxe para o cimo da mesa a necessidade de um realismo vigilante em termos de aplicação de decisões, caminho este que só é possível com a transparência, a partilha de informação, o sentido de bem comum. À medida que nos estados ditos de organizados a corrupção foi alastrando salienta-se, simultaneamente, o emergir de instâncias que vêm zelar pela responsabilidade esquecida. Novos e admiráveis passos de progresso técnico são dados cada dia, mas estes não conseguem travar a dificuldade de preservar os territórios da transparência e da verdade de não querer acima daquilo que é o “dever ser”. Planos inclinados…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Geram-se novos conhecimentos, ultrapassam-se as fronteiras das éticas e depois criam-se novas organizações pela defesa daqueles valores que deveriam de ser pressupostos numa sociedade dita de humana. Um dia destes demos conta em notícia da existência da Transparency International, uma prestigiada ONG (organização não governamental) que luta contra a corrupção. Este organismo está em fase de entrada e instalação em Portugal, um dos três países da Europa em que ainda não tem ligações. Esta entrada de Portugal vai ter direito a vir nas listagens internacionais, já que no mundo a Transparency International é a instância que publica o único ranking de corrupção mundial e que trabalha com a ONU.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Está fora de questão que é essencial todo o esforço purificador no sentido da verdade, da justiça e da transparência, isto é, verdade partilhada. Mas não existam dúvidas que tal como os valores fundamentais que dão sentido à vida não surgem por decreto, assim também o fim da corrupção não é algo que brote pela negativa (penalização do corrupto) mas pela consciência da ética e do dever de viver com os outros. Há raízes mais profundas que organizações ou decretos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5698524221663352855?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5698524221663352855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5698524221663352855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5698524221663352855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5698524221663352855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-as-raizes-da.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-7342121364938309740</id><published>2009-12-15T11:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T11:09:01.311-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dos fins aos princípios &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não é novidade que diante da tempestade é que se dá valor à bonança ou que quando estamos doentes é que damos mais valor à saúde. Esta experiência adquirida da vida diária haveria de ser transferida para patamares da ordem da saúde global dos grandes valores. Sendo interessante, não será necessário aprofundar obras paradigmáticas como «O fim da história e o último homem» (1992) de Francis Fukuyama ou a sua resposta no ensaio «O choque de civilizações e a recomposição da nova ordem mundial» (1996) de Samuel Huntington para nos apercebermos de que a temática da mudança de paradigmas pode ser comparada a um “fim” que abre novas janelas de compreensão de tudo o que nos rodeia. Não por se estar em final de ano 2009, mas se fizermos o corajoso exercício de nos situarmos nos diversos fins que poderão existir em termos pessoais, sociais ou globais, chegamos à conclusão de que é urgente relativizamos os acessórios e valorizarmos os grandes princípios.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Vem esta breve nota de reflexão a propósito do “vai-e-vem” que temos assistido na decisiva Cimeira de Copenhaga, acerca da questão inadiável da coragem em assumir medidas no que se refere às questões do ambiente. Torna-se complexa a aprendizagem deste exercício de considerar que é importante o pensar a sério sobre a sobrevivência da Humanidade, de ler como possibilidade que não é só “cinema” o que imensos documentários mostram como apelo ao arrepio enquanto há algum tempo. Cada vez mais que vamos observando que os grandes problemas (e os mais importantes situam-se nos terrenos dos “fins”) precisam de um olhar cruzado de todos os saberes (comprove-se a interdisciplinaridade assumida nas gerontologias…!), assim também sendo os pareceres técnicos fundamentais e decisivos para decisões políticas conscientes, a verdade é que os índices de SABEDORIA humana, serão o elo capaz de gerar o consenso salvador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Sempre que se enaltece algum sentido acusatório (na Cimeira: pobres versus ricos), estamos longe da urgente (cons)ciência COMUM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-7342121364938309740?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/7342121364938309740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=7342121364938309740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7342121364938309740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7342121364938309740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-dos-fins-aos-principios.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-627334093754433908</id><published>2009-12-14T11:08:00.001-08:00</published><updated>2009-12-14T11:08:58.966-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sobriedade infantil &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A quadra, nas propostas aliciantes de consumo, é de forte apelo à quantidade. Não faltam em todos os escaparates as mil e uma ofertas com as mais variadas vantagens para outras tantas situações em que o gerar do hábito e da necessidade é a arma mais poderosa. Ninguém está obrigado a comprar, é certo. Mas a designada sociedade de consumo tem neste mês o pico mais visível. A necessária educação para o consumo, no pressuposto lógico da “liberdade de comprar”, tem nestas quadras razões maiores para se justificar, mas estas são precisamente as alturas em que, mesmo sem qualquer generalização, a reflexão sobre os hábitos de consumo mais se manifesta infecunda. Gilles Lipovetsky, autor da Era do Vazio, na sua obra Felicidade Paradoxal (2008), bem tentou compreender os contornos do hiper-consumo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A sobriedade nos tempos actuais reveste-se como um valor fundamental, pois ela traz consigo o importante discernimento entre aquilo que é o essencial e o que é o supérfluo que não interessa, o demasiado que atrapalha, fecha, cega e limita. Como reage uma criança diante de um castelo de prendas? Claro que diante dessa montanha russa de presentes deseja ao menos uma para sua satisfação! Sendo natural, não se pode deixar que a reflexão sobre os hábitos de consumos seja ela própria uma rotina em ciclo fechado. As desvantagens do exagerado e as vantagens da sobriedade simples que dá valor ao essencial e dá sentido à vida, precisam de ser destacadas. Como a onda que cresce, a publicidade incendeia o destinatário e o fermento gerador da necessidade cresce a ponto de gerar exclusões de consumo…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Tornando-se importante uma reflexão actualizada sobre o lugar da prenda de Natal (Natal?), sublinhe-se a urgência das idades maiores ajudarem os mais novos a pensar sobre as razões da festa e o porquê da necessária sobriedade de vida… A idade infantil actual não pode ser o novo deus intocável, descartada de qualquer índice de hábitos de sobriedade e simplicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-627334093754433908?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/627334093754433908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=627334093754433908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/627334093754433908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/627334093754433908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-sobriedade-infantil-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-8812972340607695905</id><published>2009-12-10T10:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T10:41:26.187-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O novo elogio da loucura? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Decorria o início do século XVI e a sociedade europeia vivia sobressaltos de nunca vista desumanidade. A exploração escrava de outros povos descobertos, o egoísmo da riqueza e as cruéis guerras religiosas no coração da Europa registaram nos anais da história das piores páginas de sempre. Neste duro ambiente, alguns grandes autores procuraram interpretar o seu tempo propondo caminhos a seguir de forma humana e digna. Algumas dessas grandes personalidades inscreveram-se no chamado pensamento da renascença, o qual proporcionou uma recriação actualizada das ideias e artes clássicas. Se o problema da sociedade da época era humano, estes autores apostaram na resolução da “questão antropológica” (ou seja, do repensar o agir humano).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Erasmo de Roterdão (1466-1536), essencial personalidade da renascença, escreve no ano de 1509 e publica em 1511, o famoso ensaio O Elogio da Loucura. Trata-se de uma obra, segundo especialistas, das mais influentes da civilização ocidental, sendo um dos catalisadores da designada Reforma Protestante. O Elogio da Loucura, em que a loucura é comparada a uma deusa, espelha os cenários de uma época controversa, através da sátira, do sombrio, da prática supersticiosa, da corrupção, da indignidade, do crime horrendo, num cortejo de miserabilidade sem limites. Tratava-se, fundamentalmente, do elogio de acontecimentos, posturas e coisas sem qualquer valor. Uma contradição, espelho de total vazio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A que propósito vem esta temática? Há semanas quando dos rasgados elogios do presidente do Irão ao presidente da Venezuela, e deste ao presidente do Irão, lembrámo-nos do povo desses países e da estranha razão para tanto “elogio”. Decorria, então, a visita com “glamour” do presidente iraniano pela América latina, na procura jubilosa de angariar parceiros para a sua causa… Diz-se que a “questão antropológica” (sobre quem é o ser humano?) está na ordem do dia… Não há razões para tanto elogio, porquanto o estado do povo é que deve falar pelo líder…!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-8812972340607695905?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/8812972340607695905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=8812972340607695905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8812972340607695905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/8812972340607695905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-o-novo-elogio-da-loucura.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-318033558869734482</id><published>2009-12-10T10:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T10:40:12.259-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O hino de Ser Humano &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Foi a 10 de Dezembro de 1948 que a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou o “ideal comum a ser atingido por todos os povos”, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DH). Daí para cá este documento vivo que celebra 61 anos, foi sendo desdobrado em muitas outras declarações aplicando ao concreto os valores humanísticos universais nela contidos. Algumas diferenciações claras de fundo importará salientar: primeiro, que a presente Declaração dos DH não contém só “direitos” mas compreende-os numa leitura transversal de deveres e responsabilidades partilhadas; segundo, no exercício do diálogo desta Declaração com a (anterior) Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), da Revolução Francesa e do erguer do Estado de Direito, esta última (um avanço em alguns domínios para a época) apresenta-se orientada para mais para os direitos de cidadania que para os direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A última diferenciação é clarificadora: os direitos de cidadania aplicam-se em países de cidadania legalmente organizada e com “cartões de cidadão”; já os direitos humanos são anteriores a qualquer Estado de Direito, fluem da condição e da dignidade da pessoa humana, esta que é fonte de esperança em nações onde o exercício das cidadanias está longe de ser visível ou então ilumina comunidades estatais legalistas para saberem ler mais alto e mais longe. Um outro aspecto vai sendo hoje sublinhado: a elaboração admirável da Declaração de há 61 anos, após a II grande guerra no centro da Europa, tem a marca civilizacional euro-Ocidental. Um grande valor partilhado universalmente, mas que na era da globalização pode resultar em limites de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Desçamos ao concreto, como deve ser, e às grandes sensibilizações destes dias que em AVEIRO também assinalam este acontecimento. Em ampla parceria da Plataforma Aveiro DH (http://aveirodh.wordpress.com/), coordenada por algumas entidades, é a ser levada a efeito (convite aberto) a FEIRA DOS DIREITOS HUMANOS 2009 na Praça Marquês de Pombal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-318033558869734482?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/318033558869734482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=318033558869734482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/318033558869734482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/318033558869734482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-o-hino-de-ser-humano-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-810572644047080386</id><published>2009-12-08T04:35:00.001-08:00</published><updated>2009-12-08T04:35:59.311-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para que seja Natal &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Já há longas semanas que os brilhos típicos da quadra de Natal estão nas ruas e avenidas por onde correm as gentes. Esta corrida reveste-se também da preocupação preparadora das festividades que se aproximam… Em termos de efemérides, o próprio mês de Dezembro mostra-se sensibilizante em termos de causas e valores natalícios a assumir: dia 3 de Dezembro foi dia (para que o seja todos os dias) dedicado à pessoa com deficiência, dia 5 enaltecedor dos Voluntários (Dia Internacional dos Voluntários) e dia 10 será o grande dia dos Direitos Humanos, também em Aveiro assinalado com um conjunto de iniciativas e sensibilizações. Já em finais de Novembro, início de Dezembro, havia ocorrido a campanha do Banco Alimentar contra a Fome.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Torna-se importante, no mundo especializado em tantas ligações tecnológicas, ligar o que de humano e bom existe; promovê-lo e enaltecê-lo para que cresça cada vez mais e diminua aquilo que são as “ervas daninhas” de qualquer comunidade social. As referências de iniciativas em rede multiplicam-se e procuram interpretar o mês do Natal como um eco para todos os dias dos meses e dos anos. Querendo esta quadra no plano das ideias, a partir da raiz única do Natal de há 2000 anos, gerar a vivência da igualdade em termos de dignidade humana (que reflecte a divina), a verdade é que a persistência prática das desigualdades faz com que o contraste se avolume na época do Natal. Todos os gestos tão sensibilizantes para tantas situações de “frio social” acabam por ser sempre pequenos para problemas tão grandes e problemáticas…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Verificam-se nestes dias essas preocupadas corridas de preparação do Natal gordo em que não há tempo para o gesto (seja global!) que suavize e promova para a autonomia e dignidade a magreza do sem lar, sem pão, … A autenticidade do Natal verdadeiro será sempre desconcertante; este tem mais dificuldades em conseguir fazer passar a mensagem. Quem dera que a grandeza de tantos gesto de tanta gente fosse o milagre do Natal universal. Preparemo-lo, melhor, sejamo-lo! É essa a maior luz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-810572644047080386?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/810572644047080386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=810572644047080386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/810572644047080386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/810572644047080386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-para-que-seja-natal-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4931166935115443285</id><published>2009-12-03T10:54:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T10:55:26.465-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A fuga ao fracasso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Aproximam-se os dias da verdade sobre o que queremos (ou não queremos) em relação ao futuro da Humanidade. Já há muito que as questões ambientais deixaram de ser uma “moda” de modernidade ou tidas como algo de “esquisito” em relação à normalidade; aliás, para haver normalidade e futuro respirável cada cimeira ou encontro sobre as alterações climáticas vão sendo passos que se afirmam decisivos e inadiáveis. Decorrerá de 7 a 18 de Dezembro a Cimeira de Copenhaga, de onde se espera que saia o novo acordo global sobre as questões ambientais, vindo substituir o Protocolo de Quioto (1988). A pressão cresce em todos os quadrantes. Sublinha o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que seria «moralmente indesculpável» o fracasso da Cimeira que está a chegar. A-ver-vamos…!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; É verdade puríssima que os índices de responsabilidade cresce à medida que a ciência e o conhecimento vão demonstrando a evidência dos factos; é «verdade inconveniente» (Al Gore, 2006) que não se poderá ver com olhar simplista um processo de mudança de comportamentos e atitudes, mas que urge mudar estabelecendo padrões de vida sustentável, o que se vai confirmando como a única tábua de salvação. As alterações climáticas, no dizer de Ban Ki-moon «são a questão dominante da geopolítica e economia mundiais do século XXI, uma questão que afecta a equação mundial do desenvolvimento, da paz e da prosperidade.» Diremos que se não vamos lá (por um humanismo saudável e) pela via “razão”, teremos de ir mesmo pela estrada da tempestade e do medo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Desconcertante é a afirmação do “pai” dos alertas das alterações climáticas, James Hansen, quando ele diz em entrevista ao The Guardian que «é preferível que a Cimeira de Copenhaga falhe». Talvez Hansen diga isto para alarmar, sabendo como são as boas (mas estéreis) intenções; ele considera este ser «o desafio moral do século». Tem razão, ou não dê a própria sobrevivência (em causa) razões para repensar a vivência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4931166935115443285?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4931166935115443285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4931166935115443285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4931166935115443285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4931166935115443285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-fuga-ao-fracasso-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4211898711603030360</id><published>2009-12-02T10:30:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T10:31:08.911-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fenómeno Dudamel &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não é nenhum jogador de futebol genial, mas vive a música como se de um jogo admirável se tratasse. Vale a pena parar diante deste maestro venezuelano de 28 anos apenas que tem o mundo a seus pés. Gustavo Dudamel é hoje sinal do poder que a música pode ter no que se refere às virtualidades de transformação social que a arte transporta. Criador do que ele chama o «sistema» musical na Venezuela, viu que para as crianças dos bairros mais pobres o carregar do violino e clarinete, o estar em ensaios de saber ouvir em grupo, o acolher a inteligência emocional da melodia, tudo isto poderia ser um pólo de motivação sem precedentes para a própria vida diária, em ordem à implementação da confiança no futuro. O nome de «Dudamel» já é uma poderosa imagem de marca que se vai estendendo por muitos países do mundo inteiro...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Tendo Dudamel neste 2 de Novembro estado em Portugal, na Fundação Gulbenkian para dirigir a Orquestra Juvenil Ibero-Americana, o maestro vive os seus dias entre a visibilidade mediática de Los Angeles, o “retiro” de Gotemburgo e a sua casa natal da Venezuela, que nunca abandonará. No mundo musical todos os querem pela sua energia única; aclamações são imensas: de personalidades que dizem que casos como Dudamel «surgem em cada cem anos», até ao próprio génio maestro Daniel Barenboim para quem «Gustavo tem um talento sem limites». A sua chegada em Setembro último para dirigir a prestigiada orquestra de Los Angeles marca o ponto sem retorno que deixará na história da música gravado o nome Dudamel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; À nossa cultura musical, ao potencial que a música poderia ser para aprender matemática, ao lugar dado às personalidades com capacidade de influência nas opções pela música no mundo da escola formal ou informal, a todos os têm capacidade de se deixarem sensibilizar com a arte, a poética e a música... faz bem conhecer histórias de vida em «Sol +» como Dudamel, não só pelo génio pessoal, mas pela capacidade (trans)formadora social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4211898711603030360?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4211898711603030360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4211898711603030360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4211898711603030360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4211898711603030360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-o-fenomeno-dudamel-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-330506425903455817</id><published>2009-12-02T10:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T10:29:35.647-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1640 e a actualidade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Existem datas históricas que, por motivos vários (mas normalmente pela heróica capacidade superadora das limitações), fazem parte da memória viva das comunidades nacionais e/ou mesmo da própria comunidade internacional. Na história de Portugal o acontecimento da Restauração da Independência (1 de Dezembro de 1640) escreve uma página em que pelos relatos da época a heroicidade saiu vencedora da própria lógica racional pessimista, pois onde é que de um país já na altura tão “pequeno” poderia haver tanta força para superar as vizinhas armadas; quer a espanhola, quer a “armada” paralisante da pessimista visão lusitana que por esse tempo começou astronomicamente a crescer arrastando consigo os séculos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Mesmo sem os providencialismos mitológicos que poderiam conduzir a outras reflexões, a verdade é que, após o desvio do planeamento estratégico que está na matriz dos portugueses – o «globalismo» – para as “areias marroquinas” que liquidaram D. Sebastião (1578) em Alcácer Quibir e abriram a Batalha da Sucessão, da crise reinante pelos tempos de 1640 as gentes do povo português souberam construir terreno fértil e tirar partido das conjunturas para ser possível a Restauração de «1 de Dezembro de 1640». Sublinham os estudiosos dessa conturbada época que: 1º, a nobreza portuguesa no geral e por razões de comodidade, estava orientada para o reinado ibérico (da fusão Portugal – Espanha); 2º, um homem providencial (Pe António Vieira) conseguiu alimentar a alma das forças vitais diante da frágil independência, esta que só se deu por formalizada após 28 anos (1668).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Há dias, ao ouvir o Prós-e-Contras sobre a crise das finanças nacionais, as suas questões estruturais que se arrastam, veio à memória esta história que nos precede em acontecimentos “gloriosos”, mas que nos persegue numa limitação de implementação histórica de tantas excelentes ideias (irrealizáveis). Um novo realismo social poderá salvar-nos? O nome do Povo é sociedade civil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-330506425903455817?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/330506425903455817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=330506425903455817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/330506425903455817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/330506425903455817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/12/o-fio-do-tempo-1640-e-actualidade-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3886233274508955795</id><published>2009-11-26T10:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:53:08.533-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alimentar o pão da esperança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Este fim-de-semana decorre a nível nacional a campanha do Banco Alimentar contra a Fome. Não é publicidade, são milhares de toneladas de alimentos partilhados, são milhares de voluntários pelo país inteiro, são milhões de pessoas generosas que partilham das suas possibilidades com quem nada tem. É um facto: matar a fome primeiro, formar e reformar para que a fome não exista vem depois. São centenas as instituições que ao longo do ano beneficiam desta corrente solidária que marca um sinal de solidariedade no nosso país. Quem diria há alguns anos que a campanha do Banco Alimentar se viesse a tornar a enorme esperança de pão para muitos que hoje representa?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Sabe-se que o dar o peixe é sempre pouco e que o ensinar a pescar representa o passo formativo em ordem ao futuro efectivamente melhor e mais comprometido. Mas às bocas sem pão, à fome que existe habitualmente e mesmo à nova fome escondida como consequência das recentes crises, o “pão” é que salva, pois ele é que pode dar a força ao corpo e garantir os mínimos da dignidade a que cada pessoa humana tem direito. Tal como é verdade que o pão garantido aumenta a esperança de o ganhar cada dia, do mesmo modo o contrário também se confirma: quando o pão não existe «todos ralham», a desmotivação cresce, o desespero amplia-se, o lar familiar pode entrar numa espiral descendente onde tudo é negro e tudo parece amargo e perdido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O frio está a começar a apertar, para todos, com abrigo ou sem abrigo. O abandono às noites das grandes cidades, local como mundialmente, reflectem a brisa de muita solidão que teima em manter-se, quando não um cortejo a ampliar-se. Esta dura realidade solitária interpela todos e os proclamados modelos de desenvolvimento. Estes dias que abrem o mês de Dezembro apelam-nos à nobreza do essencial da vida para que a partilha seja dar-se a si mesmo numa esperança que irradie dias melhores para todos. O pão da esperança precisa mesmo de todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3886233274508955795?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3886233274508955795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3886233274508955795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3886233274508955795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3886233274508955795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-alimentar-o-pao-da.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1470346694139320790</id><published>2009-11-25T11:22:00.001-08:00</published><updated>2009-11-25T11:22:53.358-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A média europeia da Educação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É notícia recente que Portugal está abaixo da médica europeia em termos de educação. Destacam-se em relatório divulgado os progressos tidos de 2000 a 2008, mas a procura a convergência nota-se retardadora. Do olhar cruzado pelas estatísticas, sente-se que a fase da adolescência se afirma como decisiva e destacam-se, no que já se sabe, as dificuldades na matemática e na área de língua e leitura. Sendo certo que as visões comparativas são necessárias e que os isolacionismos a nada conduzem, também não deixa de ser digno de registo aquilo que em termos de médias europeias se considera a média, como se o criar de uma uniformidade de paradigmas e no processo ensino/ aprendizagem fosse a meta fundamental a atingir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Compreende-se que a competitividade de tudo e todos obrigue a uma equiparação competitiva sem precedentes. Este factor pode criar mentalidades e paradigmas que correm o perigo de uniformizar tudo e europeizar os europeus deitando a perder riquezas locais de ordem social, educativa e cultural. É, neste contexto, importante relançar a dúvida sobre se a uniformização é, de facto, factor e valor de progresso definitivo ou se deverá ser reforçado o lugar às identidades nacionais e locais por forma à justa harmonização social. Aos estudos e estatísticas presidem sempre a noção de modelos de referência globais, o que é lícito e natural. Mas esta hegemonização poderá limitar e abafar aquilo que pode ser o génio da diferença, ou os aspectos essenciais que não dando números para a “média” são efectivamente relevantes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O documento estruturante europeu, a Estratégia de Lisboa (adoptada em 2000) quer transformar a Europa «na economia do conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo, capaz de um crescimento económico sustentável, acompanhado da melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social.» Esta é a média final europeia a que se quer chegar. E o lastro e espaço dado à diversidade local dos “alunos”?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1470346694139320790?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1470346694139320790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1470346694139320790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1470346694139320790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1470346694139320790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-media-europeia-da.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-283970705143841733</id><published>2009-11-24T10:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T10:49:09.555-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ciência e tecnologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A ciência e a tecnologia (ciência aplicada à técnica) são das maiores conquistas da razão humana. A curiosidade sistemática na cuidada observação, a conjugação de múltiplas hipóteses satisfatórias, a experimentação no perscrutar das leis que presidem à natureza e a sua aplicação também na descoberta e solução de problemas do mundo visível, são das realizações mais fascinantes da aventura humana. De todas as idades e condições, em todos os tempos e lugares da história, a curiosidade aliada à sempre procurada resolução de problemas, têm feito da ciência um caminho que usamos e aplicamos nas coisas mais simples do dia-a-dia. Mas todo o potencial de conhecimento científico por si mesmo não chega; a sua aplicação ética nas finalidades haverá de presidir à própria pesquisa no caminho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Estamos em plena Semana da Ciência e Tecnologia. O Dia Nacional da Cultura Científica (24 de Novembro), criado em 1997 para assinalar o nascimento do cientista Rómulo de Carvalho (1906-1997), procura precisamente corresponder à necessária promoção da cultura científica e do ensino generalizado da ciência. Sem divulgação científica não existe consequentemente aquele necessário despertar para o mundo do conhecimento; não como meros transmissores mas como criadores e inovadores. Também sem motivações nobres, a ciência pode-se desviar do seu caminho ético e de serviço à Humanidade global. Fronteiras delicadas, sensíveis mas incontornáveis, nas quais os próprios índices de esperançosa e persistente motivação interior são um dos elos fortes do autêntico, grande e humilde, cientista.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A Universidade de Aveiro esta semana é um grandioso laboratório, acolhedor de muitos milhares de estudantes, nesta X Semana Aberta da Ciência e Tecnologia, de 23 a 27 de Nov.: &lt;a href="http://www.ua.pt/semanaberta"&gt;http://www.ua.pt/semanaberta&lt;/a&gt; Este ano novos passos são dados: tanto no caminho da ciência solidária onde os visitantes são convidados a partilhar, como nas redes sociais que hoje nos unem ao mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-283970705143841733?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/283970705143841733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=283970705143841733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/283970705143841733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/283970705143841733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-ciencia-e-tecnologia-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-560609876646549436</id><published>2009-11-23T10:31:00.001-08:00</published><updated>2009-11-23T10:31:46.252-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«We are the children»&lt;br /&gt;1.&lt;/strong&gt; Os anos oitenta estão a ser olhados com visão de quem procura apreciar e aprofundar algumas conquistas fundamentais. Se há dias (9 de Novembro) lembraram-se os 20 anos da queda do Muro de Berlim, nestes dias mais recentes as duas décadas d’A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA, adoptada pela Assembleia-Geral da ONU a 20 de Novembro de 1989, tendo sido ratificada por Portugal no ano seguinte, a 21 de Setembro de 1990. Dos considerandos do preâmbulo ao texto retira-se um oportuno olhar histórico na consciência de que sendo as crianças o “futuro” já presente, daqui derivarão para todas as latitudes, pensamentos e acções, altíssimas responsabilidades em ser presença promotora dos melhores valores socioeducativos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Destaca-se a certeza ideal no reconhecimento de que «a criança, para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade, deve crescer num ambiente familiar, em clima de felicidade, amor e compreensão». Este espírito familiar e universalista que preside à Convenção sobre os Direitos da Criança está enraizado na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Dos anos oitenta até ao presente não só aumentou a visibilidade mundial de ocorrências infelizes em relação aos muitos ataques à dignidade da criança, como também se verificou um crescer de condições excepcionais para com as crianças da parte do mundo ocidental. Para as outras, muita fome e miséria a que o mundo assiste; para estas a certeza de uma superabundância de pão e presentes plastificados que podem truncar a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Quem não se lembra da canção We are the World, we are the children (USA for África, 1985) dos anos oitenta, como que no mesmo espírito da Convenção. Ao ouvirmos essa música pela rádio nestes dias lembra a aventura que terá sido essa década, a abertura do mundo ao próprio mundo e o acolhimento local das declarações universais. Precisamos de novas músicas / mensagens que transformem razões em pontes humanistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-560609876646549436?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/560609876646549436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=560609876646549436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/560609876646549436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/560609876646549436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-we-are-children-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2694680952284966734</id><published>2009-11-19T13:11:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T13:12:33.381-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A apologia da inquietude&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A inquietude não se dá bem com a passividade e a indiferença. Das frases gravadas de Fernando Nobre (médico fundador e presidente da AMI) é aquela que nos diz que no mundo de hoje os dois males principais são a indiferença e a intolerância. Conclui deste modo quem percorre o mundo, seja fisicamente seja mentalmente. Não é preciso andar quilómetros para a intuição daqueles valores fundamentais a que como humanidade somos chamados. Cada vez que na rua observamos os mais novos dependentes de todas as tecnologias em que o olhar já não tem largueza para a relação pessoal, ou que dos poderes da comunicação ou do marketing a mensagem se revela num aliciante interesseiro sem grandes causas generosas…estas realidades, entre tantas outras, obrigam-nos a repensar hoje o lugar das inquietudes e do futuro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Quando se ouve a (des)consideração que existe pela autoridade saudável, nas escolas, no trabalho ou até pelo bloqueio que se sente no diálogo de gerações dentro da mesma casa; ou quando se sente que o «não pensar» é a mais cómoda das opções gerando a apatia do «tanto faz»… faz-nos sentir o quanto urgente se torna o despertar dos sentidos humanos para sabedorias humanísticas que dêem razões e fundamentos para viver e existir de forma reflectida. O tempo actual, num adormecimento sedutor por mil e umas formas de diversão e entretenimento, precisa de resgatar a INQUIETUDE como atitude existencial e comunitária. A consciência de que o amanhã pode ser sempre melhor que o hoje e o ontem é uma aprendizagem de sabedoria intransferível, que ninguém pode viver pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Dizia há alguns anos D. José Policarpo que A «felicidade não se pode confundir com facilidade». O mundo das facilidades publicitadas também tem gerado aquela ilusão que afinal não existe mas gera fragilidades de pensamentos e acções. Floresça uma apologia da inquietude, na lembrança continuamente despertadora do compromisso em cada amanhecer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2694680952284966734?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2694680952284966734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2694680952284966734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2694680952284966734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2694680952284966734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-apologia-da-inquietude-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5403637526398956707</id><published>2009-11-18T07:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T08:00:19.493-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por trás da fome de pão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Todos concordam que o direito à alimentação e, por consequência, à sobrevivência, é um direito básico que nem precisa de ser recordado e afirmado em declarações. Mas as declarações também o escrevem e a própria Declaração do Milénio num dos seus objectivos consagra valor urgentíssimo o terminar com a fome no mundo. Foi criada a FAO (16-10-1945), instância das Nações Unidas para as preocupações da agricultura e alimentação do mundo. Mas os cenários da fome e a (in)sobrevivência nesta matéria afirmam-se com preocupação crescente. De modo transversal, aumenta o conhecimento, tanto em termos de produção alimentar mas também dos riscos da manipulação genética dos alimentos; a própria canalização de cereais para fins de biocombustíveis cresce e tudo diante da galopante classe médica asiática que vai alterar o paradigma tido até ao início deste milénio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Decorreu nestes dias em Roma a Cimeira da FAO, mas sem todos os G8 (os países mais ricos do mundo). O secretário-geral da ONU foi forte ao recordar que a cada seis segundos morre uma criança de fome… Os dados, no seu realismo, são chocantes. Sendo certo que nada se pode fazer sem planificação e concertação, esta é uma área de actuação diplomática onde a natureza jurídica dos papéis se mostra insignificante diante da crueldade da multidão faminta em contraste com a fartura de alguns. Como em tantas outras questões, o primeiro passo será a alteração de comportamentos no não estragar comida, numa visão dignificante da alimentação e no gerar a corrente positiva/solidária. Por trás da fome de pão impera a fome de justiça, valores e verdade? Como mudar?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; (Nota – correcção de gralha: os dez minutos de pausa diária na escrita d’O FIO DO TEMPO fizeram com que no texto de ontem A FACE CULTA constasse uma gralha. O texto certo é: «À situação actual de Portugal estes cenários “face oculta” era tudo o que menos se esperava, esta observada crise de instituições na área da justiça que aliada à desconfiança e suspeita de redes de corrupções, trazem para o cimo da mesa do pior que se pode esperar…»)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5403637526398956707?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5403637526398956707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5403637526398956707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5403637526398956707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5403637526398956707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-por-tras-da-fome-de-pao.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3089790350878601976</id><published>2009-11-17T10:59:00.001-08:00</published><updated>2009-11-17T10:59:40.066-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A face culta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Podem-se citar muitos autores que claramente mostram a desvantagem da corrupção. Entre eles poderá estar António Vieira (1608-1697), na portugalidade, ou Tomás Moro (1478-1535) na época da renascença. Pode-se dizer efectivamente que a ignorância é mãe de muitas guerras; do mesmo modo se poderá tirar a ilação de que a ilusão do poder ou do ter, a par da incultura, podem ser alimento de desvio, corrupção, conluio. À situação actual de Portugal estes cenários «face oculta» era tudo o que menos se esperava, esta observada crise de instituições na área da justiça que aliada à desconfiança e suspeita de redes de corrupções, trazem para o cimo da mesa do prior que se pode esperar… Sem dramatizar mas sem ocultar, a verdade é que o nível de insegurança ética rasteja por marés nunca dantes navegadas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O que vem à luz do dia é o que existe de facto. Se durante dias ou anos se pode ocultar, como o azeite a verdade acabará por mostrar a sua face. Por trás de qualquer face existem ideias, planos, projectos, valores, princípios pelos quais o caminho é percorrido. Quanto menos por trás da face – no plano da existência e dos grande valores solidários – se construir o projecto de vida, tanto mais os critérios que presidem às acções poderão ser falaciosos. Como dizia o padre António Vieira, «são as acções que fazem o ser». Neste sentido, poderemos dizer, o ser deverá ser bem construído no plano da ética para que as acções sejam conforme o melhor para o bem pessoal e social…para o não embarcar na ilusão inculta do ter desmedido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Talvez o verniz que continua a estalar em tantos planos, nacionais e internacionais, continue a demonstrar que, embora cada vez mais especialistas em tecnologias, a verdade é que no plano da ética universal o desfasamento continua a crescente e avassalador. Claro que tudo depende do olhar: para faces habituadas a paisagens cheias de nuvens de relativismos, poderá ser só mais um caso que passa…Para quem procura a integridade e observa o panorama das mensagens sociais que se passam, é no mínimo alarmante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3089790350878601976?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3089790350878601976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3089790350878601976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3089790350878601976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3089790350878601976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-face-culta-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1771165904198007101</id><published>2009-11-16T09:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T09:50:10.739-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pensar e actuar no bem comum&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; As Semanas Sociais organizadas pela CEP são uma das realizações de referência no panorama nacional no que à questão social do país diz respeito. Reflectir qualificadamente para melhor envolver no agir é sempre a finalidade desses dias de reflexão que este ano ocorrerão em Aveiro. Com o lema «A construção do Bem Comum – responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado», procura-se nesta Semana Social 2009 gerar equilíbrios e sentidos de unidade naquilo que se procura realizar na promoção de uma sociedade melhor. Um conjunto reconhecido de intervenientes da sociedade portuguesa dão o seu contributo nessa jornada de três dias (20 a 22 de Novembro) a decorrer no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A noção de bem comum, por felicíssima que se apresenta na sua elaboração de matriz originária eclesial e social, resulta da conjugação de factores absoluta a transversalmente inclusivos: privilegia a Pessoa mas evita o individualismo; tem presente a função social do Estado mas não avança por uma noção estatizante que poderia asfixiar a vitalidade da sociedade civil; procura situar o particular e o universal no seu plano próprio e insubstituível; aposta na subsidariedade que promove as pessoas e fortalece as comunidades; valoriza aquilo que pode gerar complementaridade diluindo, também desse modo, aquilo que pode ser a combatividade das contraposições. No fundo o «bem comum» é o caminho certo na procura do bem pessoal e social numa aproximação à verdade do Bem e Belo que o ser humano procura atingir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Numa sociedade chamada a atingir a maturidade cívica, todos os actores que procurem a promoção do «bem» que seja reflectido encontram-se no mesmo caminho do melhor para a viagem da humanidade. Dos muros construir pontes com a colaboração de todos, eis o palco onde todos os cidadãos humanos são convidados a serem actores. Demos força e espaço cultural e social aberto ao que (e a quem) pode (re)unir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1771165904198007101?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1771165904198007101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1771165904198007101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1771165904198007101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1771165904198007101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-pensar-e-actuar-no-bem.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4998638441804411696</id><published>2009-11-12T10:30:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T10:31:24.507-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As côdeas de broa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O ambiente emocional anda muito por baixo. Quem ouve de carro na estrada os fóruns da participação pública nas rádios mais conceituadas do país fica alarmado com o panorama da (des)motivação. Parece nem tanto perturbar o fenómeno da pobreza ou da crise, mas afirma-se bem mais preocupante o cenário relativo aos baixos índices da desconfiança confirmada por cada caso de corrupção que vem à ribalta. Junta-se a esta feira a indecisão das hierarquias dos poderes na área da justiça e os sucessivos relatórios que colocam Portugal em condições muito difíceis… É verdade que em nada se pode avançar sem os devidos diagnósticos, mas o contínuo mergulho no pessimismo persistente também pode afogar as centelhas de esperança vitais para a sobrevivência. É mesmo preciso dar o «salto» (trans)formador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A certa altura na rádio alguém falava da nova classe política (é sempre mais fácil descarregar para cima dos outros…?!) como apresentava referências pouco elogiosas às novas gerações… que não comeram «côdeas de broa» e que não passaram as «passas do Algarve»! Retirando os excessos verbais provindos da força da emoção, valerá a pena pensar em como vamos conseguindo (ou não) passar os grandes valores, como vai caminhando (ou não) o diálogo de gerações, como conseguimos (ou não) aliar a inovação sedutora à tradição da alma das gentes. Sem transições saudáveis podem-se gerar grandes ilusões e mesmo impulsos que representem o queimar de etapas rumo ao vazio... Talvez do pão de broa o salto tenha sido dado mais para o «hambúrguer» que para o pão de trigo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Diante dos cenários de desigualdade, de desemprego, de crise… o tempo perdido na contemplação do pessimismo e da derrota é factor que não traz nada de novo porquanto desmotiva e impede o futuro de ser diferente. Há que derrubar os muros da desesperança, despertar energias motivadoras, criar o imperativo ético límpido finalizador das corrupções. Que cidadania somos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4998638441804411696?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4998638441804411696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4998638441804411696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4998638441804411696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4998638441804411696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-as-codeas-de-broa-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5345002882787496739</id><published>2009-11-11T10:29:00.001-08:00</published><updated>2009-11-11T10:29:56.876-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O inverno demográfico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É recente a confirmação de que a «população portuguesa é a que envelhece mais depressa na União Europeia». A notícia alarma e subscreve as teorias de que a Europa caminha para um grande inverno demográfico em que, afinal – em termos comparativos –, já se encontra. O relatório conclusivo desta matéria foi apresentado nesta semana no Parlamento Europeu, em Bruxelas, pelo Instituto de Política Familiar. São muitos os dados a pensar e repensar, um deles é o facto de Portugal ser apresentado como o país que oferece menos assistência às famílias. É certo que todas as crises podem justificar o não apoio como seria o ideal (poder-se-á dizer); também pode ser questionável que o estado como referencia social geral não deverá determinar naquilo que é de foro privado como a família (pode-se acrescentar); mas…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Por «assistência às famílias» entender-se-á uma noção de família e uma visão daquilo que poderão ser as conjugações de valores a apostas – no respeito pela plena liberdade pessoal e familiar – que vão no sentido de estímulo até em termos da imagem social da família… O relatório apresentado pelo referido Instituto descreve que a Europa está «imersa num nunca visto Inverno Demográfico» ao recordar tanto o défice anual de nascimentos como o aumento dos abortos e a «explosão» dos divórcios. No caso das tendências se confirmarem, em 2050 a população europeia perderá 27,3 milhões de pessoas, sendo a Alemanha a mais afectada; uma em cada três crianças nasce fora do casamento, em especial na França e Reino Unido; há mais de um milhão de divórcios, o que «equivale a um colapso de casamento a cada 30 segundos.»&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Passemos aos finalmentes: se a sociologia nos apresenta as representações, as psicologias os estudos tipológicos, as políticas a linha de rumo social geral… afinal, quem efectivamente propõe horizontes valorativos de apostas que respondam ao observado «inverno demográfico»? Quem alimenta a digna e necessária promoção valorativa da família?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5345002882787496739?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5345002882787496739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5345002882787496739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5345002882787496739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5345002882787496739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-o-inverno-demografico-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-9057329946425485492</id><published>2009-11-10T11:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T11:09:01.238-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Responsabilidade partilhada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Os tempos que correm, dos cenários sociopolíticos nacionais às conjunturas internacionais, despertam-nos para uma consciência de que na equipa reside o futuro. Quanto mais soubermos harmonizar as diversidades melhor será o resultado final. Se a década de quarenta, com o final da II guerra já havia decretado o fim dos nacionalismos e por isso dos individualismos, a queda do Muro de Berlim recentemente assinalada (09-11-1989) confirmou esse fim do período em que parecia que as individualidades tinham razão de existirem por si mesmas. De Europa aberta na nova conjuntura ao mundo da globalização, somos descentralizados da concepção fechada que antes parecia tudo…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Se os homens haviam estabelecido – e vivido essa ilusão – de que as fronteiras de estado seriam a meta definitiva, a própria transnacionalização dos problemas mundiais (da energia, do ambiente, da crise financeira…) que estão na ordem do dia mostram cabalmente que o fechamento corresponde ao paradigma passado. Abrem-se novas dimensões à percepção dos valores, aos diálogos entre as culturas e as religiões, ao saber partilhar a opinião do outro, lendo as suas diferenças numa linha de complementaridade e não de contraposição onde o ter e o poder não podem ser mais as ideias força. Mas um problema de fundo persiste: não se pode nem obrigar todos a convergir para a mesma noção de responsabilidade (nada se consegue impor desse modo), como também uma nova libertinagem desordenada não pode tomar conta da praça social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Avizinham-se anos e décadas, na alta rodagem e mobilidade das gentes e das modas de pensar (ou do não pensar!), em que virá ao de cima a qualidade de sabedoria de cada um e de todos. As tendências para a liberdade sempre mais aberta poderá conduzir ao “caos”, não é novidade esta afirmação. Talvez a contextualização das liberdades numa óptica de responsabilidades partilhadas seja a via essencial. Como a Escola e a Família a conseguem ensinar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-9057329946425485492?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/9057329946425485492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=9057329946425485492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/9057329946425485492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/9057329946425485492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-responsabilidade.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3689567414396761906</id><published>2009-11-10T11:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T09:50:38.861-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da abertura de novos muros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Foi dos dias mais esperados do século XX, mas foi dos dias que o mundo das ideias humanas fez com que tivesse razão de existir. Sejamos claros, o ideal seria não ter sido necessário o 9 de Novembro de há 20 anos atrás. Quando não há evolução contínua é porque se podem criar as condições de desumanidade que abrem portas para a revolução. A absolutização de ideias humanas que ficara consagrada nas ideologias totalitárias do séc. XX conduziu a que cada bloco de betão desse muro significasse o desinvestimento na maturidade humana. Com olhos de ver, parece que esta memória já é muito mais longínqua do que na realidade é. A verdade é que há duas décadas atrás o mundo acordou para uma nova abertura na era da globalização, pois que a cortina de ferro fora derrubada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Nestes dias revisitou-se a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Mesmo que seja para não esquecer, não repetindo… Derrubada a separação dos 66,5 km de gradeamento metálico, as 302 torres de observação, as 255 pistas de corrida para cães de guarda…viu-se por dentro das fronteiras do muro a “verdade” da ideologia. A honestidade intelectual terá de reconhecer que a ideia do absolutismo que foi derrubara com o muro não tem pernas para andar. Mas, como em todas as guerras, sendo certo que sempre triunfa a liberdade humana – ainda que conquistada com muito sangue –, a verdade profunda é que “ninguém” vence e todos saem com feridas e em todos cresce a responsabilidade. Ninguém duvida que as pesadas sanções de 1918 impostas à Alemanha geraram terreno fértil ao nacionalismo que alimentou a II grande guerra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A história do século XX regista que veio da Polónia mutilada o homem da paz e reunificação que decreta o fim da guerra fria: João Paulo II. A importante memória do Muro de Berlim derrubado apura a grandiosa responsabilidade de repensar os muros a derrubar. Em todos os quadrantes da actividade humana, do universal ao local, do longínquo ao perto. No fundo do ser, nas ideias, onde o “betão” nasce…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3689567414396761906?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3689567414396761906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3689567414396761906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3689567414396761906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3689567414396761906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-da-abertura-de-novos.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1072260265679299912</id><published>2009-11-05T10:08:00.001-08:00</published><updated>2009-11-05T10:08:54.364-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marchar para erguer a Paz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A própria expressão «Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência» dá a volta às palavras no justo sentido. Ao passarmos o filme da história, a designação de «Marcha» é bem mais atribuída ao marchar para a guerra do que ao anúncio da Paz. É mesmo importante inverter esse caminho e avançar de forma pensada e amadurecida pela paz, o único caminho com futuro para todos. De Outubro 2009 a Janeiro 2010, está decretada a reflexão mundial pela paz. Talvez seja efectivamente na era global a primeira marcha unida pela paz. Sinal dos tempos, sinal de esperança, mas nobre missão e compromisso em que ninguém pode ficar de fora, especialmente os corações que persistem nas durezas da divisão e dos muros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Á medida que cresce a consciência universal e a convergência impressionante e “ao segundo” no encontro de culturas, etnias, religiões e filosofias de vida, aumenta a responsabilidade de orientar todas as visões de sociedade numa linha de sentido de «bem comum», este um pilar fundante do mundo melhor que se procura, repleto da generosidade que vence todo o mal. Também à medida que as intolerâncias de várias origens vão continuando a dar os seus ecos maléficos a proclamação da «não-violência» é o mínimo olímpico essencial rumo à paz. Mas não chega a paz podre… É por isso que em imensas localidades de norte a sul e do oriente ao ocidente cresce a adesão ao projecto da Marcha Mundial da unidade na riqueza da diversidade. &lt;a href="http://www.theworldmarch.org/index.php?lang=por"&gt;http://www.theworldmarch.org/index.php?lang=por&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se a paz é mesmo o único caminho para haver futuro, então no mundo actual nenhuma área educativa, da formal à informal, poderá ficar de fora… Mas a verdade é que a violência percorre o mundo da comunicação e as consideradas melhores películas dos cinemas – factor cultural – trazem consigo armas a ferro e fogo. Do global ao local, em espírito glocal. Também em Aveiro a marcha chegou e quer mover as gentes na reflexão andante para ser VIDA na prática.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1072260265679299912?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1072260265679299912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1072260265679299912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1072260265679299912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1072260265679299912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-marchar-para-erguer-paz.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3460399044333646825</id><published>2009-11-04T10:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T10:20:21.736-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A insustentável tranquilidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Nos nossos dias, só o que tem futuro é que merece a caracterização de sustentável. Esta é uma ideia simples e na actualidade claramente assumida em múltiplos quadrantes da vida colectiva. Não ter sustentabilidade é não conseguir garantir um amanhã viável e promissor em ordem ao progresso. Neste sentido, a «tranquilidade» pode prejudicar se o rumo que se tem não garante a continuidade necessária. Aliar o humanismo e a serenidade com a garantia sempre urgente de futuro será, na verdade, a chave de solução mais eficiente. Lançando o olhar sobre tantas e tantas instâncias e colectividades, do mundo social ao associativo ou mesmo cultural, deparamo-nos com determinadas opções, ou ausência delas, que podem condicionar a verdade do melhor desenvolvimento para todos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A coragem de mudar, no pressuposto da preocupação de implementar melhorias nos processos e nas finalidades, na procura da verdade e da justiça, é sempre caminho de profetas. Em tantas realidades são necessários impulsos positivos, estimulantes e efectivamente renovadores, não fundamentalmente na cosmética da imagem mas na essência das coisas. Também não mudar por mudar, como quem procura em tudo ler caminhos de reacção ao passado, diminuindo, por isso, a séria convicção. Quantas vezes se sabe que em imensas colectividades a abundância da tranquilidade pode significar aquela “paz podre” que poderá ter o nome de indiferença. No mundo actual uma renovada consciência existe de que cada um pode fazer a diferença, de que cada um tem um papel imprescindível na construção do bem comum. Mas, quem governa o barco, quem lidera o grupo, terá de ter essa capacidade de síntese estimulante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Esta reflexão vem a talho de foice de um dia destes, ao ouvir na rádio os comentários a mais um empate do Sporting, da «tranquilidade» de Paulo Bento e do presidente leonino. De facto, também o excesso de tranquilidade «forever» pode perturbar os cordelinhos da sustentabilidade…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3460399044333646825?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3460399044333646825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3460399044333646825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3460399044333646825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3460399044333646825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-insustentavel.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-7956035731141651485</id><published>2009-11-03T10:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T10:26:17.426-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As curvas da rua direita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Há ruas direitas em muitas terras e várias cidades. Umas melhor conservadas que outras, também mediante aqueles que as percorrem. Embora o nome seja «rua direita», a verdade é que as curvas acompanham esse caminho, o que exige atenção redobrada, também tendo em conta de onde se vem e para onde se vai. Se fôssemos a escrever a história de cada Rua Direita e recuássemos meio século que fosse, ficaríamos surpreendidos em como essa rua foi um autêntico eixo estruturante, um caminho que ora unia localidades ora estabelecia ligação directa e eficaz dentro da própria localidade. Mas, como é claro, com o desenvolvimento, tudo foi crescendo e nem sempre se conseguiu preservar o “direito” dessas ruas, o que obriga a conduções bem mais atentas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Como em tudo quanto é conduzir toda a atenção é pouca. Quanto mais para a condução da vida por caminhos repletos de curvas. Falemos da Rua Direita que une a Estação da Luz a Aveiro. Não só em noite das bruxas, como no passado fim-de-semana, em que acidentes mortais pelas altas horas da madrugada deixam todos em estado de choque. Não se pense que existe algo contra a liberdade de entretenimento; pelo contrário, tudo quanto é diversão saudável é bem-vinda! Mas a pergunta sobre a saudabilidade das altas noitadas de discoteca, sobre as horas que abrem ou fecham, sobre os seus volumes de som, de álcool, de fumos, de… Tudo enrolado à mistura não há biologia humana que resista, já dizemos, à centésima estação de tanta luz que encandeia depois quem quer uma Rua Direita que o leve a casa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É urgente mudar os roteiros: em vez de se pensar só nas consequências, pensar antes nas causas de tudo ou até nas possíveis faltas de causa que levem à cegueira na alta noite de condução. O problema é preocupante, não só pelos que ao longo dessa Rua Direita volta e meia são assustados com os estrondos da noite mas principalmente pelo acontecimento que vitimiza uns e entristece outros. É possível mudar este cenário?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-7956035731141651485?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/7956035731141651485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=7956035731141651485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7956035731141651485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7956035731141651485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/11/o-fio-do-tempo-as-curvas-da-rua-direita.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5337887711259495842</id><published>2009-10-29T11:34:00.001-07:00</published><updated>2009-10-29T11:34:36.414-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma pausa, até ao infinito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Nestes próximos dias os sinais e as pausas convidarão a parar, na liberdade de quem dá esse sentido à vida. Os primeiros dias de Novembro (Dia de Todos os Santos) revelam esse apelo a uma comunhão que ultrapasse meramente o mundo do visível. Um apelo na pressuposta e fundamental liberdade a sentir-se a si mesmo muito acima da condição biológica e física. Se formos a atravessar a história da humanidade e a história que se escreve nos nossos dias, o essencial encontra-se na relação humana e numa relação que não quer ter barreiras na ordem do tempo e do espaço. É precisamente esse acontecimento na perspectiva do supra-histórico que a tradição assinala como algo sempre novo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Superando as concepções do materialismo histórico ou da mera satisfação na óptica de “acreditar” ou mesmo que se recuse esta palavra, do “viver acreditando” nas coisas ou nas concepções…acima de tudo o que já se atinge e na procura da verdade absoluta, ergue-se uma projecção de toda a esperança, de todos os valores, de todas as virtudes. Não como mero facto sócio-psicológico e mesmo este, se existe como necessidade de libertação existencial, revela por si no profundo do espírito humano a necessidade de um absoluto que seja um farol de referência fixo, pois que tudo o resto mostra-se repleto de movimentações e mesmo inseguras. Em que(m) alavancar toda a esperança? Eis a pergunta fundante que gera alicerces no rumo do infinito.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A manifestação e os gestos destes dias não são outra expressão que o desejo de «continuar». Continuar com os outros, continuar em si próprio, continuar na consciência aprofundada de que a Humanidade, não existindo por si mesma, tem uma meta definitiva, um encontro total após todos os milhentos encontros parcelares históricos. As flores, velas e todos os gestos (diários) serão sempre o sinal claro de que a aventura humana precisa de cor e de luminosidade e que a busca da identificação com o «Homem Novo» é cada dia missão inacabada quando inadiável!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5337887711259495842?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5337887711259495842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5337887711259495842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5337887711259495842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5337887711259495842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-uma-pausa-ate-ao.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6041406178586331880</id><published>2009-10-29T11:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T11:33:28.057-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As pessoas e os instrumentos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O utilitarismo no mundo actual continua em crescendo. A utilidade de tudo com todos os instrumentos às costas ou è frente dos dedos faz caminho sem precedentes. Mas o que não se poderá confundir é o instrumento com o dono. Desde o aparecimento do rádio e televisão, até ao progresso impressionante das novas tecnologias, por vezes gera-se confusão ao ponto de responsabilizar o instrumento e desculpabilizar o utilizador. Quando se diz que o telemóvel prejudica, que a internet é insegura, que o mundo das tecnologias gera ansiedades…, em tantas destas situações acaba por pagar o justo pelo pecador. Sejamos claros, os utensílios, os objectos, as coisas não têm qualquer culpa da má aplicação dos humanos utilizadores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Nunca se poderá desculpabilizar os seres humanos quando fazem mau uso de determinados instrumentos que hoje fazem parte do dia-a-dia. A moderação razoável ou o excesso que prejudica, é da competência de quem absolutiza determinados objectos que não merecem essa centralização. Faz falta uma agenda que conduza o espírito humano actual a fim de saber discernir no lugar de todas as coisas o seu próprio lugar. Um humanismo que saiba situar aprofundadamente a dignidade, a sensibilidade, a alegria, o sentido de viver…como dados fundamentais para o caminho. Arrepia ver crianças e adolescentes de tal maneira cheios de instrumentos com imensas designações modernas que dá pouca margem para o diálogo, a profundidade de pensar e o horizonte de viver com os outros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O instrumento é o meio, o ser humano é o fim último e o essencial. Descentrar esta realidade, tornando o meio no fim acaba por secundarizar as relações humanas e colocar no meio de tudo os utensílios que se usam. A pobreza de humanidade tem em muito esta raiz em que a relação pessoal não é alimentada e sai muito a perder. É também neste terreno que as filosofias e as culturas humanistas são urgentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6041406178586331880?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6041406178586331880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6041406178586331880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6041406178586331880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6041406178586331880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-as-pessoas-e-os.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1712082389141626016</id><published>2009-10-27T10:09:00.001-07:00</published><updated>2009-10-27T10:09:33.993-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cooperação na acção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Foi dada posse ao XVIII Governo Constitucional. Palavras de cooperação, apelo reformista e num horizonte temporal de legislatura. A Sala dos Embaixadores do Palácio da Ajuda encheu-se para o acontecimento simbólico da abertura desta «parte 2», agora liderada por uma minoria que, ao serviço da nação, saberá catalisar e gerar oportunidades, mobilização e desenvolvimento para todos(?). Falam-se em referenciais de estabilidade, em não se ser elemento perturbador da governabilidade. Sublinha-se a determinação em avançar, progredir, melhorar a vida dos portugueses e das multi-gentes que habitam Portugal. As reacções das oposições espelham votos de confiança e, na palavra seguinte, avançam para a desconfiança se alguma coisa vai mudar/melhorar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Tudo como hábito, tudo na essência como dantes. Nada de novo em matérias de tomadas de posse em que, não havendo nenhum descuido, tudo corre bem. Como hábito, o povo votou e agora o povo assiste às tomadas de posse… Mas, haverá algo de fundo a (trans)formar: não chega a participação democrática reduzir-se aos actos eleitorais, e a vigilância sobre os que o povo elegeu será virtude democrática. Uma purificação do autêntico sentido de «a política» dará ao privilégio de pertencer ao parlamento a grande e delicadíssima responsabilidade de SERVIR a comunidade que se representa. Num olhar translúcido, que efectiva representação existe nos trabalhadores parlamentares?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ainda que a resposta oriente à desilusão mas parecendo que os protocolos habituais das tomadas de posse decorram dando imagem de que tudo está bem, a verdade é que a frescura de uma cidadania activa será o eixo de todas as mudanças a efectuar não “para” mas “com” todos. Veremos como às várias agendas conseguirá presidir o bom senso, o sentido de bem comum, os grandes valores que hoje terão de ser sintetizados na responsabilidade como caminho de autêntica felicidade. Ouvindo as aspirações lícitas, temos dúvidas…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1712082389141626016?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1712082389141626016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1712082389141626016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1712082389141626016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1712082389141626016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-cooperacao-na-accao-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1805484597852283663</id><published>2009-10-26T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T09:34:25.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O difícil mundo de Bagdad&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Já há dois anos que as proporções dos atentados não chegavam ao nível deste 25 de Outubro 2009. Os relatórios de Bagdad apontaram de imediato para mais de 130 pessoas mortas e cerca de 600 que ficaram feridas na sequência da explosão de dois carros armadilhados no centro da capital iraquiana. Quatro hospitais da capital acolheram as vítimas do estrondo dos dois veículos que em locais distintos quase em simultâneo vitimizaram tanta gente. A estratégica foi cruel e premeditada: um carro explodiu junto ao edifício do governo, outro no bairro Al Salehiya, junto ao ministério da justiça. Governo e Justiça, dois pilares da estruturação social que são atingidos em tempos eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Ainda um outro ponto de referência: os atentados registaram-se perto da designada «Zona Verde», esta que abriga as embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido e ainda protege alguns edifícios governamentais do Iraque. Esta zona de forte segurança sentiu os abalos de uma insegurança iraquiana que persiste em atingir melhores dias. Nas televisões e das ruas sentia-se o desespero pela situação em que se torna impossível o viver, o dormir, o andar pelas ruas com normalidade… Estranho mundo dessa grande cidade da antiguidade persa, onde tantas correntes de pensamento ao longo da história foram apontando bons indicadores para a Humanidade em geral. Será uma fatalidade o que acontece por aqueles lados?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Os caminhos da tolerância entre todas as etnias e entre todas oposições será talvez o maior desafio do século XXI. Ao vermos nessas ruas de Bagdad tantos gritos para tantos lados onde todos pensam que são os únicos que têm razão…esta cenário faz sentir quanto difícil é a convivência humana em circunstâncias onde se absolutiza aquilo que é humano. Nenhuma terra deste mundo é santa, as pessoas sim, poderão, quando em diálogo fraterno com os outros, ser santas. Quanto mais difícil mais urgente é esta nova consciência do essencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1805484597852283663?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1805484597852283663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1805484597852283663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1805484597852283663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1805484597852283663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-o-dificil-mundo-de.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-7002587542604200275</id><published>2009-10-25T04:38:00.001-07:00</published><updated>2009-10-25T04:38:37.583-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A encruzilhada ambiental&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Já há bom tempo que as questões ambientais deixaram de ser uma moda onde existisse tempo para o extremar de posições. Bastando minimamente percorrer os caminhos da informação mundial, apercebemo-nos de que o assunto da protecção ambiental, do desenvolvimento sustentável, da preocupação pela biodiversidade que preserve a natureza para haver futuro saudável…são assuntos que, da educação social aos patamares de decisão política, vão estando na ordem do dia. Mas falta um «clic» essencial: a consciência de que não há alternativas e por isso o passar das boas intenções a decisões profundas de cariz político para serem possíveis realizações conforme os desafios que todos temos pela frente. Mas não um gritar ambiental simplista e extremado, como se todo fosse fácil, “fechando-se” a área empresarial obtendo-se a solução.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Diante da obrigação ética para a sobrevivência de todos e para haver futuro, o aliar do realismo às responsabilidades poderá ser o “meio” por onde a fundamental mudança de paradigma será possível. De forma progressiva mas não adiada; de modo concertado e não isolado. Na consciência de que ao falarmos sobre assuntos de ambiente estamos a expor muito acima do meramente ambiental, estaremos a decidir sobre: que tipo de relação do ser humano com a natureza envolvente? Exploratória ou respeitadora? Os meses que aí vêm serão decisivos (?). Antes da grande Cimeira de Copenhaga (7 a 18 de Dez.: &lt;a href="http://copenhaga.blogs.sapo.pt/"&gt;http://copenhaga.blogs.sapo.pt/&lt;/a&gt;), a Fundação Calouste Gulbenkian leva a efeito a Conferência O Ambiente na Encruzilhada – por um futuro sustentável (&lt;a href="http://www.fcg.pt/"&gt;www.fcg.pt&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Uma vasta gama de especialistas, não unifocados mas na linha da interdisciplinaridade estarão presentes (27 e 28 Outubro). David King, na conferência de abertura dará o mote: «O século XXI será dominado pelos desafios colocados por uma população que rondará, em meados do século, os nove milhões de pessoas, todas procurando um elevado padrão de vida.» Que eco-sustentabilidade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-7002587542604200275?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/7002587542604200275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=7002587542604200275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7002587542604200275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/7002587542604200275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-encruzilhada-ambiental-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4168391585004109230</id><published>2009-10-25T04:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T04:37:24.181-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O erro de Saramago&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Tomos têm erros, todos temos erros. Claro que há erros e erros. O próprio cientista António Damásio ao falar de «O Erro de Descartes» está a falar não de erros de ortografia mas de abordagens erróneas, descontextualizadas, desfocagens de princípio nas premissas dos pontos de partida que podem conduzir a determinadas conclusões menos verdadeiras. Também, ainda, serão de considerar os erros involuntários e aqueles que são intencionais. Ainda bem que nas sociedades ocidentais é possível conviver publicamente com as diferenças de opinião (e o direito ao erro!). Mas à liberdade de opinião haverá de presidir a delicadeza da prudência e da ética de quem sabe que não basta dizer-se que se é frontal atirando para a frente esta ou aquela ideia, esta ou aquela inverdade provinda de desconhecimento da densidade do que está em causa…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A polémica está instalada, mas como hábito daqui a umas semanas tudo volta ao normal. Se ao menos a polémica servisse para uma procurada clarificação, um debate (ao jeito daquele de há breves anos entre D. José Policarpo e Eduardo Prado Coelho) que o vento não leve, um aprofundar da procura da verdade em assuntos tão sérios. Na matéria em causa (religião) e na sociedade mundial actual, para vender mais ainda será facílimo, bastará trazer de modo simplista religiões como o Islamismo. Vale a pena responder alargando o nível da reflexão com pensadores como Eduardo Lourenço, um (quem sabe, merecedor!) futuro prémio Nobel da Literatura. Na sua seriedade sublinha o cuidado a ter em juízos precipitados nestas questões pois que as religiões são a resposta mais profunda da busca de sentido para a vida. O entrar no mundo do simbólico como reflexo do existencial profundo não é, efectivamente, tarefa prática…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como na história da humanidade, no caminho da perfeição, infelizmente as guerras pertencem à viagem humana, estando presentes em alguns textos do AT… Abrindo os olhos do espírito humano, Deus veio anunciar, dar-se pela paz (Shalom)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4168391585004109230?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4168391585004109230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4168391585004109230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4168391585004109230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4168391585004109230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-o-erro-de-saramago-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1848466897140461305</id><published>2009-10-21T09:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T09:52:15.941-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da polémica à formação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Cada vez mais vale a pena pensar e perguntar sobre o que, afinal, move as multidões, as pessoas, a sociedade em que vivemos. Uma perturbadora preferência no mundo da comunicação pelo que escandaliza, pelo que arrepia caminho tido como normal reflecte a nova condição humana actual. Há dias alguém dizia que para alimentar uma notícia e vender papel bastará sobre um determinado assunto fracturante chamar duas pessoas a expor as suas ideias, uma de cada lado e alimentar a polémica. Poder-se-á dizer que nunca como hoje se combateu todo o género de extremismos, mas nunca como agora estes foram tão úteis e usados para alimentar as “novelas” que seduzem uma sociedade sedenta de casos mediáticos onde o esquisito sempre triunfa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Sempre nos perturbou esta desfocagem em que o essencial muitas vezes se mostra passado para a periferia. Quanto bem é feito, quantas apostas decisivas na formação, quanto esforço de tanta gente em semear os grandes valores e as maiores causas, dedicação imensa esta que acaba por não ter nenhum reflexo público. Esta regra de mediatizar o que é escândalo, mesmo sem o saber ou querer, é precisamente o motor gerador da generalização do “mal” que se de(a)nuncia. Se em tudo a vida é “como as cerejas”, umas puxam as outras, não se duvide da contra-escola que acaba por representar o contínuo explanar do rol de notícias trágicas, de situações de violência, de cinemas carregados de armas… desenhos animados já não inocentes como outrora mas muitas vezes a ensinarem as maiores manhas e egoísmos a quem está na fase de aprender a viver para ser…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Sociedade melhor formada será sociedade mais informada. O baixar do nível ético alimenta a própria incultura que se denuncia. A relação de causa – efeito, se assumida a sério, obrigará todos os agentes educativos, dos formais aos informais, a pensar e repensar em toda a contradição que persiste quando num lado ensinam uma coisa e da televisão aprende-se outra. Vale a pena pensar nisto!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1848466897140461305?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1848466897140461305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1848466897140461305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1848466897140461305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1848466897140461305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-da-polemica-formacao-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2852390663110830920</id><published>2009-10-20T09:08:00.001-07:00</published><updated>2009-10-20T09:08:56.310-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informática, o novo poder&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não será novidade para quem diariamente, ou pelo menos para quem com alguma periodicidade precisa do uso das novas tecnologias, o facto de se sentir totalmente dependente diante de uma situação de problema informático em que não se sabe como agir. Para quem, porventura, mesmo após todas as buscas de mão especializada na área, perdeu algum trabalho importante de anos, meses ou semanas, a sensação de perda é inqualificável. Na procura de segurança a todo o custo, vão crescendo os discos externos, um, dois, três; diante de softweare bloqueado que impede o acesso a conteúdos para se poder trabalhar, sente-se a limitação do próprio tempo e das energias e tempo necessário para se recuperar as etapas perdidas, tão contado que tudo parece estar…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Se para alguns o uso das informáticas pode ser um dado acessório, para outros acaba por ser o trabalho diário. A internet veio acrescentar mais velocidade, o que resulta ainda em mais responsabilidade. Se existirão alturas em que pode ficar para os dias seguintes outras existem em que tal não pode acontecer; uma montanha de “lixo” informático vai invadindo o espaço pessoal e a pergunta sobre as seguranças e as privacidades, mesmo nos códigos de acesso, vai fazendo cada vez mais correr mais tinta. É de notícia recente não só aquele discurso sobre a segurança das tecnologias da presidência da república, como as inseguranças informáticas nos sistemas de justiça ou ainda nos múltiplos e complexos processos bancários. A “rede” onde o mundo acontece está em todo o lado e quando não se consegue aceder com fluidez e segurança a ela parece uma nova fuga ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se se falar na essência do poder, a partir das coisas diárias mais simples, então as tecnologias informáticas são um novo e fortíssimo poder, que quando não em ordem geram dependências de tal maneira que acabam por relativizar tudo o resto. Não é virtual esta ordem de poder; embora poderá transformar o essencial em acessório. Alerta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2852390663110830920?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2852390663110830920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2852390663110830920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2852390663110830920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2852390663110830920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-informatica-o-novo-poder.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1124785789656277797</id><published>2009-10-20T09:06:00.001-07:00</published><updated>2009-10-20T09:06:55.248-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao proclamado Diálogo!?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A inevitabilidade de se ter que se dialogar – quase que num à força político! – acaba por reduzir o diálogo a uma mera formalidade esvaziada de si mesmo. Cada um é como é, e não é a conjuntura numérica de actos eleitorais que altera a profundidade das atitudes humanas fundamentais. Talvez este usar as palavras mediante o jeito que elas dão às circunstâncias seja um reflexo do próprio enfraquecimento das lideranças. Esta lei que institucionaliza o vender gato por lebre chamando palavras afáveis em determinados momentos de aproximação estratégica sempre dá que pensar… Quando se viveu pouco o diálogo no passado recente (em que se podia tê-lo feito em liberdade) e agora se insiste em dialogar à força, é opção discursiva que não augura nada de novo, antes confirma o tempo precedente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Um dos grandes filósofos do diálogo, Martin Buber (1878-1965) deve estar assustado! Compreenderá o esvaziar das palavras mas não o apagão da “ideia” da intersubjectividade dialogal. Buber, judeu de origem austríaca, filósofo, escritor e pedagogo de educação poliglota, via a experiência humana como a realização continua do diálogo. Viver é relacionar-se, diria Buber. E a verdade é que em momentos fundamentais da humanidade o “diálogo” foi estando como princípio fundante de novos caminhos que se procuram desenvolver. Viver o diálogo como e no “princípio” e não no fim, como se fosse um último recurso de sobrevivência, talvez seja esta uma recomendação bem-vinda, saudável e auspiciosa na procura de um envolvimento sempre mais abrangente. Até porque o isolacionismo, no “dia seguinte” faz morrer o seu próprio autor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não se duvide que diante de um mundo em profunda convulsão transformadora a atitude de diálogo só poderá ser crescente. Ela marca a diferença entre o apostar no futuro ou o fechamento do passado. O diálogo autêntico não reside em apagar-se a si mesmo ou às suas ideias, mas em partilhá-las na boa liberdade que edifique e (re)une…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1124785789656277797?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1124785789656277797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1124785789656277797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1124785789656277797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1124785789656277797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-ao-proclamado-dialogo-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4886859912922910273</id><published>2009-10-18T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T09:37:01.034-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não simplificar o que é complexo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Decorreu a 15 de Outubro na reitoria da Universidade de Lisboa o Colóquio Crise de Civilizações – Ciclo de Reflexão sobre grandes temas da actualidade. Especialistas&lt;br /&gt;nacionais de vários âmbitos abordaram a questão de fundo das civilizações ao longo dos tempos e a pertinência de nos dias de hoje serem relançadas um conjunto de questões que procurem clarificar ideias em ordem a iluminar as práticas. Muitos autores reconhecidos ao longo dos séculos procuraram compreender toda a rede de interacções filosóficas, sociais e culturais de modo a se poder atribuir a noção de civilização. Não sendo a questão totalmente pacífica, poder-se-á dizer que da antiguidade até à actualidade, muitas civilizações portadoras de um conjunto identificado de valores, princípios e práticas foram existindo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Lançar hoje o olhar sobre as civilizações, para algumas visões menos procuradoras da verdade da humanidade, até poderá parecer arcaico, não fazendo sentido. O certo é que cada ano que passa o assunto vai em crescendo e também as conjunturas de crise social reforçam a pertinência de se pensar sobre as civilizações. São hoje várias as obras que ora anunciam o fim da história e a crise da civilização humana ora procuram mergulhar nas raízes do Ocidente, querendo atribuir à civilização ocidental desígnios de superioridade comparativamente a outras quer de hoje quer de outros tempos. Essas obras que recentrem o pessimismo ou afirmem um pretensiosismo não conseguem manter o equilíbrio em terrenos tão delicados. Considere-se que nem o ocidente actual é o melhor nem o pior dos mundos e a atribuição contínua de “crise” também manifestará esse travão do comodismo delicioso que estagna.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não será novidade, mas um alerta vindo de quem estuda estas matérias: a responsabilidade das comunicações sociais é vital. É grave, no que às culturas, civilizações e religiões se refere, observar-se tantas vezes tratamentos tão simplistas sobre matérias essencialmente complexas. Sinal (menor) de civilização?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4886859912922910273?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4886859912922910273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4886859912922910273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4886859912922910273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4886859912922910273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-nao-simplificar-o-que-e.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6884978973193402933</id><published>2009-10-18T09:35:00.001-07:00</published><updated>2009-10-18T09:35:57.670-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A inquietude de Saramago(s)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Logo que no ano 2005 saiu a obra As Intermitências da Morte do escritor José Saramago, veio a claro a inquietude de não deixar indiferente a questão do sentido da vida e do destino humano para além do visível. A frase inicial dessa obra é lapidar: «No dia seguinte ninguém morreu…». Abre, assim, uma ampla reflexão sobre a vida e a morte, o vazio ou o sentido da existência. Haverá que ter olhos para ler e compreender Saramago, particularmente nestes últimos anos. Todos os autores têm tantas fases literárias como etapas humanas de sua reflexão e mesmo filosofia de vida. Ninguém duvida que na fase da inteira autonomia humana, na época de todas as forças físicas pessoais e da lucidez mais apurada um certo “super-homem” se pode apoderar de si mesmo gerando ideias de dar valor absoluto ao que é só humano…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Foi tornado público nestes dias o último passo do escritor. Por trás de tantas críticas que faz ao fenómeno da religião (há que saber ter olhos para as entender, contextualizar nos vazios da própria vida existencial de quem escreve e não se deixar conduzir ou iludir…), a verdade é que Saramago continua, mesmo com linguagem de “combatente”, a não deixar o infinito indiferente. A obra Caim (2009), na qual Deus é uma das personagens principais, continua na generalidade a culpar Deus pelos males do mundo… Não sabendo separar as águas pela superficialidade onto-teológica, continua a confundir quando deduz o todo pela parte… Culpar Deus diante do mau uso das liberdades humanas é conclusão precipitada que nos tempos actuais resulta como sedutora mas desconstrutiva.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Desde os tempos mais antigos da Humanidade e em todas as religiões que a “conversa” com Deus tem muitos caminhos… Duvidar, dialogar, debater (como Job, AT) é assumir a presença do Outro. Já a indiferença é o pior dos males. Ainda que a linguagem o atrapalhe na produção daquela literatura tipo Dan Brown ou que a ideologia da história de vida aprisione o “sentir”, a verdade é que a inquietude persiste. Infinita paciência de Deus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6884978973193402933?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6884978973193402933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6884978973193402933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6884978973193402933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6884978973193402933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-inquietude-de-saramagos.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4685802276713323706</id><published>2009-10-13T09:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T09:41:24.362-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colonialismo espiritual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Decorre em Roma o II Sínodo para África. Este encontro com o Papa procura repensar a comunidade africana na sua renovação contínua e na relação com a comunidade universal. De 4 a 25 de Outubro a organização local africana encontra-se com a organização universal em reflexão sobre os caminhos andados e os percursos a trilhar. Na mensagem de abertura Bento XVI confirma o reconhecimento da grandeza e originalidade do continente africano, exaltando o seu «imenso pulmão espiritual para toda a humanidade». Simultaneamente, o Papa alerta para os perigos das “patologias” do materialismo e do fundamentalismo religioso. Num continente pródigo de beleza natural mas ao longo dos séculos muito sofrido na exploração pelo ocidente apressado e interesseiro (é um facto histórico), é hora de nova consciência autonómica sobre o continente africano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A referência ao «colonialismo espiritual» apresentar-se-á como um dado preocupante, numa transferência do plano político ao espiritual; diz Bento XVI que «neste sentido, o colonialismo, terminado no plano político, nunca se concluiu completamente.» Não é fácil, com toda a carga história secular, abordar o assunto do colonialismo espiritual. À liberdade de propor deve presidir a liberdade de aceitar e a face humana de instituições como a Igreja mostra factualmente também elos menos positivos; quantos caminhos desandados nas questões delicadas da imposição da fé?! Continua a ser de grandeza eminente aquele persistente e lúcido «pedido de perdão» do peregrino da paz, o Papa João Paulo II. A “purificação da memória” em terrenos tão delicados como o da inculturação da fé transborda para todos os quadrantes numa responsabilidade de nunca impor mas de propor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Na verdade de que nunca se pode ajuizar com os olhos de hoje os séculos passados (seriam juízos anacrónicos, fora do tempo), o certo é que só na chave de leitura de um pluralismo ecuménico é que se poderá ver a luz ao fundo do túnel. Não é missão fácil; mas possível no enobrecer do essencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4685802276713323706?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4685802276713323706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4685802276713323706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4685802276713323706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4685802276713323706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-colonialismo-espiritual.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6783051971169064552</id><published>2009-10-12T09:33:00.001-07:00</published><updated>2009-10-12T09:34:55.235-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arregaçar as mangas!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Se fosse possível quantificar a energia investida nas campanhas e esta ser transferida para o «day after (dia seguinte)» aos actos eleitorais não havia país que não avançasse! Mesmo integrando as diferentes formas de olhar o futuro…, a verdade é que no “meio” dos programas a realizar muito terreno resulta como semelhante em ordem ao bem comum e a uma sociedade mais justa. É a hora de arrumar a tenda das campanhas, é momento de tirar os cartazes e devolver às rotundas das nossas avenidas a sua autêntica finalidade circulante. Cada acto eleitoral mobiliza ao seu jeito. Das europeias às nacionais (legislativas) e destas às locais (autárquicas), chega a hora de arregaçar as mangas em ordem a cada dia fazer o melhor possível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Como já não havia memória, o país viveu três actos eleitorais seguidos. A esperada mobilização, e sendo verdade que a sequenciação das eleições daria razões para crescente interesse e mais participação, deu lugar a uma certa saturação e indiferença. Das campanhas e do estilo argumentativo de “fazer” política muitas são as lições que sempre se podem tirar, bastará haver grandeza e interesse para tal. Haverá? Nunca no dia seguinte se pode aceitar comodamente que tudo continue como dantes. Diante de tantos desafios da sociedade actual, é sentido esse «rasgo» constante que impele ao sentido dinâmico e evita o fecho do descompromisso? A cidadania activa e participativa não se pode acomodar no final do acto eleitoral, deve, antes, procurar implementar dinamismos novos, estimulantes e comunitários.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; São heróis e grandes portugueses os que servem no designado poder local, na condição de se viver para servir. Na limitação dos meios de que dispõem têm de fazer o milagre da multiplicação e do contínuo mobilizar de recursos tirando o melhor de cada rua, terra, paisagem, tradição com inovação. “Esmiuçou-se” cada cartaz e cada ideia nas campanhas que dá para arrepiar como ainda estamos aí… Avancemos, arregaçar as mangas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6783051971169064552?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6783051971169064552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6783051971169064552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6783051971169064552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6783051971169064552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-arregacar-as-mangas-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3187028403016382696</id><published>2009-10-11T05:37:00.001-07:00</published><updated>2009-10-11T05:37:31.767-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Nobel da expectativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; No dia 10 de Dezembro deste ano será o presidente Barack Obama a receber o Nobel da Paz. O facto surpreende pela prematuridade do acontecimento em relação a quem ainda está a começar. Normalmente é mais para o final da vida, com todas as provas dadas, que a atribuição Nobel é concedida. Obama tem antecipado muitas etapas, talvez porque os anos precedentes haviam revelado profundos desencantos e pessimismos. São vastíssimas as reacções ao Nobel que não deixa ninguém indiferente. Se as atribuições do comité norueguês têm sempre um cariz sociopolítico, este ano todas as expectativas foram superadas. De ondas de entusiasmo às suspeitas cépticas, de tudo um pouco pode-se confirmar nas reacções ao Nobel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Poder-se-ão compreender tanto o entusiasmo como a dúvida vigilante. A verdade é que a «Esperança» de Obama surpreendeu a Humanidade e em tempo recorde conseguiu mobilizar os pensamentos num novo olhar diante de problemas antigos. Este voto de confiança e de responsabilidade sobre Obama – ele que muito tem proclamado a Nova Era de Responsabilidade – deixa em aberto o terreno concreto que nas acções precisa dessas inspirações. Como conciliar as ideias inspiradas com a prática crua e dura? Como activar a vontade a roçar a utopia com decisões políticas concretas? Na lógica normal, a atribuição do Nobel viria mais adiante, depois das acções confirmarem as intenções. É neste cenário que esta entrega no 10 de Dezembro, Dia Dos Direitos Humanos, é especial.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se Obama só apresentou até agora «expectativas», então este é mesmo o Nobel das expectativas. O mundo pós-11 de Setembro 2001 precisava delas, pois que os pessimismos também de crise financeira careciam de uma luz de lucidez, nem que fosse só no plano das expectativas saudáveis. A eleição (multiétnica) de Obama abriu esse tempo novo, uma nova mundividência no plano das ideias. Obama é maior que ele próprio. Ele sabe disso. Venham as acções!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3187028403016382696?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3187028403016382696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3187028403016382696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3187028403016382696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3187028403016382696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-o-nobel-da-expectativa-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-124962763674213648</id><published>2009-10-08T09:46:00.001-07:00</published><updated>2009-10-08T09:46:44.781-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Povo que Participas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A incontornável Amália (1920-1999) tanto cantava com a nostalgia lusitana «povo que lavas no rio…». As tábuas de Amália continuam a ecoar, quer numa maravilhosa nova geração de fado quer na candidatura do Fado Português a património da Humanidade na UNESCO. Uma ideia que dá que pensar é como o fado, a cantiga da alma das gentes, fez um caminho admirável até aos palcos internacionais, percurso esse de uma irreverência criativa, mas que, predominantemente, revela uma face saudosa que muitas vezes, mais que mobilizar activamente, poderá fazer parar nostalgicamente. Não é linear, nem o fado tem muitas regras, como se sabe… Sabe-se e reconhece-se a originalidade do fado, enaltecido por tantos nomes que terão na Amália o topo da montanha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Se muitos sentimentos reflectidos no fado poderão até ser reflexo de conjunturas sociopolíticas, a verdade é que a canção portuguesa nunca se deixou aprisionar e traz sempre consigo a ânsia de novos mares a navegar. Também é verdade que pertencerá à história da identidade nacional, sem mitologias excessivas, que o fado como destino da aceitação de tudo e tristeza que paralisa reflecte-se naqueles estudos europeus ou mundiais que volta e meia nos dizem que somos mais tristes que alegres, nostálgicos do passado que empreendedores do futuro(?). Claro que o fado não tem culpa de nada, ele acontece, reflecte, manifesta, espelha… O fado poderá aliar a memória da tradição ao projecto visionário e aventureiro do amanhã? Claro que sim, as gentes do povo têm a “caneta” nas mãos em cada dia…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não parece mas eis-nos diante de outro acto eleitoral de altíssima responsabilidade cívica. O fado de que tudo está mal ou tudo está bem (até porque tal nunca é verdade) não pode aprisionar e limitar a intervenção dos cidadãos. Povo que participas…! Mais que uma questão que seja a afirmação convicta de todos serem actores da construção do bem comum. Só a participação dá razões para a exigência! Dar frescura ao fado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-124962763674213648?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/124962763674213648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=124962763674213648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/124962763674213648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/124962763674213648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-povo-que-participas-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-5117837576029640681</id><published>2009-10-06T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T05:47:20.521-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O lugar da UNESCO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Olhando os sinais do mundo, para além da agitação de campanha do nosso quotidiano mais próximo, valerá a pena reparar em importantes passos andados na UNESCO. Se a educação, nos países de liberdade democrática, é apresentada como o factor essencial de progresso humano e social, então as instâncias mais amplas na proposta de indicativos para a educação hão-de ter lugar de referência central. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), cujo lugar sede é em Paris, é uma dessas organizações primordiais que tem emanado continuamente e com pertinência documentos, recomendações e conclusões a propósito das mais variadas matérias.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A UNESCO foi fundada a 4 de Novembro de 1946, «com o objectivo de contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as comunicações». Com propósitos tão nobres o seu lugar haveria de sair reforçado, sendo os seus preciosos documentos resgatados do público especializado para o público em geral. Por vezes é estranho observar como, quer na sociedade do conhecimento e da comunicação, quer nos designados sistemas educativos formais, ainda há tão pouco lugar para estes grandes documentos estruturantes, pensados por investigadores de diferentes formações e culturas. Como é possível que sobre determinados assuntos de plena actualidade haja tão pouco lugar para o pensamento daqueles que já passaram pelas mesmas dúvidas socioeducativas que hoje temos?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A UNESCO a 23 de Setembro elegeu para directora-geral a diplomata búlgara Irina Bukova. É a primeira mulher eleita para a responsabilidade de presidir à UNESCO. Do seu programa de ideias destacam-se, no espírito das raízes da organização, o respeito pela cultura da paz e o património cultural como factor de desenvolvimento. Eleição que honra a instituição em fase de renovação e que poderá despertar a comunidade para que o lugar da UNESCO seja a casa de cada um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-5117837576029640681?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/5117837576029640681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=5117837576029640681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5117837576029640681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/5117837576029640681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-o-lugar-da-unesco-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-204225053903838816</id><published>2009-10-05T08:45:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T08:46:07.763-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rio de Janeiro, Olimpíadas 2016&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Já há bastante tempo que o Brasil é considerado uma potência económica emergente. Este referencial de «potência económica» pouco interessará se a sua aplicação em termos de desenvolvimento humano não se reflectir em progresso social. O Brasil pertence ao grupo designado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), países que, quer pela sua grandeza geográfica quer, especialmente, pelo seu potencial em determinadas áreas, afirmam-se como líderes em termos regionais e mundiais. A grandeza do Brasil (que engole a Europa!), país irmão de Portugal, reflecte bem o paradigma intercultural que é característico dos países de cultura em língua portuguesa. Sejamos claros, a CPLP (comunidade dos países de língua portuguesa) “agradece” a confirmada capacidade de liderança do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A segunda década do século XXI terá no seu meio dois acontecimentos incontornáveis que trazem o país do samba para a ribalta mundial. No ano 2014 o Brasil receberá o Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA, dois anos depois o Rio de Janeiro recebe a edição dos Jogos Olímpicos. É palavra obrigatória dizer-se que se tratam dos dois maiores acontecimentos desportivos mundiais, com o que tudo isso acarreta de milhões visitantes capacitando as grandes cidades brasileiras para acolher tamanhos eventos. As primeiras olimpíadas que «falam português» são, para a cidade maravilhosa, uma altíssima responsabilidade. Como o presidente Lula da Silva referiu, embora pareça que não falta muito tempo, cada ano e cada mês têm metas humanas e sociais de construção a atingir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A obra e a alma que estes acontecimentos transportam, para além de tudo e depois de tudo, representam, para o Brasil como para a América Latina, um fortalecer da esperança social. Sabe-se da convulsão que alguns países atravessam e da necessidade de um Brasil consistente para os equilíbrios geopolíticos regionais. Estes acontecimentos, do desporto como educação social, inspiram o melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-204225053903838816?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/204225053903838816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=204225053903838816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/204225053903838816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/204225053903838816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-rio-de-janeiro.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-4243125676450734086</id><published>2009-10-02T01:25:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T01:26:10.059-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O FIO DO TEMPO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A ciência da República&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A história do pensamento e acção humanas regista momentos de avanços e recuos. Sendo as grandes descobertas científicas e técnicas autênticas alavancas em ordem ao futuro quer de cada geração quer do longo prazo humano, todavia, será no plano das ideias sociais que tudo se afirma decisivo. O aprender a viver com a diversidade de opiniões numa visão de conjunto social que respeite todos e cada um, sempre foi e será a meta final de qualquer conceito e proposta comunitária conceptualizada numa visão política. A grandeza da distância crítica em relação ao essencial de cada época dará a capacidade de nunca se absolutizar este ou aquele regime, esta ou aquela visão. Ao traçarmos o fio condutor sobre a história da humanidade, vemos regimes atrás de regimes, e tantas vezes os que vêm libertar posteriormente aprisionam…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Quantos males têm provido de absolutizações de realidades históricas, quantas ditaduras começando sempre levemente e mesmo por eleição democrática (Hitler foi eleito pelo seu povo) são reflexo do fechamento empobrecedor e indignificante. Os extremismos vários, os fanatismos políticos ou religiosos, as ideologias totalitárias do século passado já nos ensinaram que o “totalitarismo” como absolutismo histórico é contra-natura em relação ao potencial da beleza da diversidade humana… É sábia aquela frase de Winston Churchill (1874-1965) que diz que «a democracia é a pior forma de governo, excepto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos.» Neste pensar está-se sempre a repensar, a aperfeiçoar, a não absolutizar o dado histórico…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; É em plena (nova) campanha e no meio de águas agitadas que ocorre a celebração do 5 de Outubro (de 1910) que pôs fim a um tempo e fez começar outro. Distância crítica em relação à república é bem vinda no sentido de ela ser a forma de governo aceitável não por si mesma mas se realizar determinadas condições… A ciência dos diálogos da República de Platão (séc. IV a.C.) assentava na ética e justiça. E a nossa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-4243125676450734086?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/4243125676450734086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=4243125676450734086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4243125676450734086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/4243125676450734086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/10/o-fio-do-tempo-ciencia-da-republica-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-419894671064791897</id><published>2009-04-06T04:04:00.001-07:00</published><updated>2009-04-06T04:04:44.628-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A complexidade da Justiça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Se a complexidade apresenta-se como um eixo de interpretação de todo quanto se move, então o “simplificar” com eficácia para actuar em conformidade será o lema a seguir. Não custa a compreender que sistemas como o de justiça, num mundo global que pula e a avança a toda a pressa, são facilmente surpreendidos e fintados com todas as mil-e-uma tecnologias que hoje têm poderes de comunicação e agilidade muito acima das instituições dos estados. A desarticulação actual entre as justiças nacionais e as sociedades efectivamente (nos valores e nos defeitos) transnacionais, apesar de instâncias que vão procurando responder aos novos desafios, essa desarticulação será hoje uma das grandes batalhas sociais a vencer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Como agilizar a justiça quando ela tem de percorrer os seus trâmites legais que “comem” tanto tempo? Como chegar realmente a “horas” de justiça quando, a montante ou a jusante, o ritmo social é elevadíssimo e ao chegarem as instâncias próprias já tanta água passou por baixo da ponte que lavou todas as possíveis provas? As perguntas sobre esta ponte com a realidade, para uma sociedade eficientemente mais justa, poderiam não mais acabar, mas ficando-se com a sensação tão deficitária de um continuar a “ir a reboque” dos acontecimentos. Nas últimas semanas alguns processos polémicos e famosos têm sido arquivados por causa de provas. O povo sente a sensação de impunidade, esta que gera mais insegurança e instabilidade no pensamento de que porventura, afinal, o crime parece compensar...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Em matéria tão delicada o presidente do observatório da Justiça, professor Boaventura Sousa Santos, sublinha que «processos complexos exigem tratamento específico desde o início para não se perder prova.» Talvez esta seja uma luz a seguir, no tratamento diferenciado para se ser mais eficaz e não se ficar em águas dúbias ou mornas… Estes problemas são muito difíceis, mas o pior será considerar-se normal o que não o é nem pode ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-419894671064791897?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/419894671064791897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=419894671064791897' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/419894671064791897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/419894671064791897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/04/o-fio-do-tempo-complexidade-da-justica.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6747113912601927140</id><published>2009-04-05T02:38:00.001-07:00</published><updated>2009-04-05T02:38:47.371-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia Mundial da Juventude&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Os jovens não são só o futuro, como por vezes se pode apontar. Para serem esse futuro terão de ser já PRESENTE. A juventude, melhor, as juventudes (sempre no plural das diversidades de visões e acções), é um fenómeno social relativamente recente. Não ainda há muitas décadas, de criança passava-se a adulto, sendo a juventude uma fase etária sem relevância. Felizmente que hoje os tempos são outros, mas com estas novas dimensões da vida social novas responsabilidades deverão caminhar a par. O mais errado que se pode considerar é à juventude tudo desculpabilizar, como se o que se faz de bem ou de mal não dependesse de sua autonomia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Cidadãos em construção na sua formação, a juventude será uma das idades que mais poderá sofrer os embates das ideias que os adultos vão gerando. Quantas publicidades e propagandas procuram captar a atenção e condicionar a vida de quem tudo apreende e tudo o que for moda quer seguir…?! Neste sentido, poder-se-á dizer que a geração da juventude actual recebe na tecnologia os frutos da sementeira das últimas duas décadas, mas pode sofrer os abalos de um certo desprestígio a que foram deitados um conjunto de valores que se enraízam e alimentam na ética, essencial à coexistência de todos. Especialistas a manusear tecnologia, menos hábeis na arte de pensar de forma crítica e no empenho sócio-cultural e cívico, poderão ser estes alguns dos elementos caracterizadores provindos de estudos recentes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Nos alvor dos anos 80, João Paulo II, o primeiro Papa global em comunicação com as Juventudes, sentindo a abertura planetária do mundo em exercício e no derrubar dos muros (de Berlim, 1989) como dos muros de possíveis visões de ocidente fechado ou de capitalismos sem éticas, abriu uma dimensão anual eclesial nova (no Domingo de Ramos): as Jornadas / Dias Mundiais da Juventude. Em 2009, na Diocese, foi celebrado em Sever do Vouga: a festa das Juventudes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6747113912601927140?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6747113912601927140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6747113912601927140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6747113912601927140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6747113912601927140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/04/o-fio-do-tempo-dia-mundial-da-juventude.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2606005303204842196</id><published>2009-04-02T07:33:00.001-07:00</published><updated>2009-04-02T07:33:59.012-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Semear a Não-violência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O mundo dos cinemas e dos noticiários são muitas vezes uma escola violenta. Vão proliferando algumas instâncias que procuram ser reguladoras dos níveis de violências mas que, efectivamente, poucos frutos parecem conseguir implementar. Há dias um pai de família com crianças de tenras idades manifestava uma profunda apreensão no facto de que a geração dos 10 anos, da geração de seu filho, comunicava entre si exuberantemente sobre os novos jogos informáticos cujos conteúdos são autêntica escola de crime, assalto, desregramento de vida. À insegurança social que se verifica cada dia junta-se uma lei do mais forte que parece imperar em tudo aquilo que são as formas mais fortes de comunicação actual.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Raro é o dia em que o crime violento não é notícia de destaque dos jornais ou que a televisão, mesmo em horários nobres, não ofereça uma programação forte, bem acima dos índices mínimos recomendáveis para os mais novos que tudo observam e absorvem. A mega concorrência que já há muito assume contornos de crispação (?) não consegue conviver com a razoabilidade de uma ética como escola de vida pessoal e colectiva. Depois admiramo-nos do estado de sítio, do simbolismo de casos gritantes de violência que perpassa em vários níveis da vida comum, das escolas às estradas públicas. Volta e meia, de alguns países vêm as piores notícias…, de algo que seria impensável entre humanos…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como em tudo é essencial nunca generalizar, mas é imperativo não nos deixarmos conformar com aquilo que é uma sementeira que no dia-a-dia vai sendo plantada. Todo o rol de jogos sedutores para os mais novos, carregados de egoísmo, força e violência, não lidam bem com a educação para os valores da reconciliação e da paz. Toda a panóplia de tele-explicação meticulosa de como se processam os crimes não joga com os conselhos de responsabilidade educativa dos pais e da comunidade social. Há dados indesmentíveis, concretos e essenciais, que contradizem na prática toda a teoria do “está tudo bem” social. Ou não será?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2606005303204842196?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2606005303204842196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2606005303204842196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2606005303204842196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2606005303204842196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/04/o-fio-do-tempo-semear-nao-violencia-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-650543405871345129</id><published>2009-04-01T07:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T07:01:27.343-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cimeira da «Mudança»?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Uma carta aberta aos líderes europeus de um grupo de intelectuais e políticos do velho continente é mais uma forte achega para os compromissos e as responsabilidades indispensáveis a serem assumidos pelos primeiros responsáveis do G20, os vinte países mais industrializados e ricos do mundo, estes que se encontram reunidos em Londres. Decorrendo a cimeira na Europa, o conceituado analista «Timothy Garton Ash escreve na sua mais recente coluna do The Guardian que “a Europa será o grande ausente” da cimeira do G20.» (citado de Teresa de Sousa, Público 01-04-2009). A inquietude num mundo de crise em tempo mudança desafia todos a darem o melhor de si, os estados e os continentes regionais, como os trabalhadores, empresas, cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A Carta Aberta aos líderes europeus antes da cimeira do G20, na base da consciência social, reclama toda a visão e capacidade de liderança em ordem ao melhor futuro. Refere o documento que «uma crise económica de grandes dimensões deveria trazer ao de cima o melhor da Europa», relembrando o melhor da memória da Europa pós-guerra. A pergunta e o desejo sobre o melhor, certamente, não se ficará pela questão de números económicos ou da preocupação da forte transferência de capitais e investimentos da Europa e América para a Nova Ásia. O «melhor», na tradição viva humanista que os pais da Europa tiveram como alicerce fundante, vai sempre ao encontro das ideias partilhadas que são luz de práticas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Neste plano de uma ideologia que consiga aliar toda a esperança a todo o realismo, a cimeira acolhe pela primeira vez o presidente Norte-Americano, Obama. Deste continente EUA que demonstra capacidade de unidade no essencial a Europa também receberá o desafio de conseguir falar a uma só voz, mesmo que na diversidade das visões, algo que os responsáveis dos maiores países europeus continuam a revelar dificuldades. Também aqui, seja a cimeira da mudança (de mentalidade) comum!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-650543405871345129?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/650543405871345129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=650543405871345129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/650543405871345129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/650543405871345129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/04/o-fio-do-tempo-cimeira-da-mudanca-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-2874047050032980033</id><published>2009-03-31T06:44:00.001-07:00</published><updated>2009-03-31T06:44:59.227-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Questão de Deus (II)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não se pense que a «questão de Deus» é indiferente como se de um “tanto faz” se tratasse. Talvez este seja o primeiro obstáculo a superar, na busca de fazer sentir que o indiferentismo alastrante (nestes assuntos do sentido da vida e de Deus) não será uma moda bem-vinda… esse futuro ilusório de autonomia humana, mas um pobre retrocesso na “resposta mais profunda ao sentido de viver” que as religiões representam, como sublinha o reconhecido ensaísta Eduardo Lourenço. Reparemos na fonte das sabedorias da Ásia…Compreende-se a necessária e saudável laicidade dos Estados (que volta e meia na Europa absolutizadora da razão de Estado resulta numa liberdade religiosa de fronteiras dúbias…), a apreensão de um conjunto de valores que alimentam as éticas e dão razões à existência, dados que não se poderão dissociar do espaço público…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Também se pode esquematizar o olhar de suspeita, esta aumenta tanto mais quanto exterior e criticista for a postura em relação ao terreno delicado do historial das Religiões na Humanidade. Quantas vezes e quantos olhares de precipitada ignorância, que no pressuposto não livre mas acusatório em relação às Religiões, culpam Deus das discórdias, guerras e do mal no mundo. O desconhecimento da essência filosófica e teológica da questão de Deus, (elemento) que conduziria à sábia prudência de que tudo tem um significado, tem levado muito racionalismo ou mesmo certas teorias científicas e/ou republicanas de valor absoluto à recusa e exclusão destes assuntos da comunidade. Mas também tantos “nomes” atribuídos a Deus, em que Ele é usado «em vão» nas visões parcelares que espelham mais a exclusão cega, literalista e fanática que Deus não é nem quer…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Aos que dizem o nome de Deus (que é Amor!), mais que nunca, a dose de “razão qb” exige-se como fonte de credibilidade e diluição de misticismos aniquiladores da essência da re-ligação à fonte de sentido. Aos que são indiferentes ou a querem excluir da sociedade, será “hora” de compreender que toda a esperança (acima da física) é sinal histórico do Absoluto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-2874047050032980033?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/2874047050032980033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=2874047050032980033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2874047050032980033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/2874047050032980033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/03/o-fio-do-tempo-questao-de-deus-ii-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-3079987763619282275</id><published>2009-03-30T07:23:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T07:24:18.083-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Questão de Deus (I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Especialmente desde os tempos do chamado positivismo, criado por Augusto Comte (1798-1857), daí para cá, os argumentos da razão humana se esforçaram mais em provar a ausência de Deus que a sua significativa existência como dadora de sentido à vida. Na filosofia anterior, mesmo com a dúvida simbolizada em Descartes (1596-1650), o pai da filosofia moderna, há lugar para ver além dos cálculos visíveis. O positivismo de meados do séc. XIX (o acreditar unicamente naquilo que se pode ver, experimentar, medir, calcular, dando a entender que tudo tem fórmulas…!) rapidamente cresceu, buscando o ser humano uma autonomia tal a ponto de julgar-se não precisar de ninguém. Neste encadeamento, após a designada filosófica «morte de Deus» pelo niilismo de Nietzshe (1844-1900), considerar-se-á que os outros são uma atrapalhação («o inferno são os outros», dirá o existencialista Sartre (1905-1980).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Os dados estão todos ligados. O apagar do invisível de Deus gerará menor capacidade de persistência nos valores visíveis... Um dos mais lidos e polémicos filósofos franceses da actualidade, de nome Michel Onfray, que em 2005 editou o Tratado de Ateologia (em defesa do ateísmo), esteve estes dias em Lisboa a lançar o seu novo livro, com o título A Potência de Existir – Manifesto Hedonista. Mais uma vez os dados estão ligados: ausência de Deus equivale a menor horizonte de ser humano. Realizámos com curiosidade a leitura da entrevista (Visão 26-03-09), mas na qual o autor argumenta de modo sensacionalista a sua recusa de Deus, referindo-se que «entre o cristianismo de Bush ou o islão de Bin Laden eu não quero nenhum». Resumir a questão de Deus a estas dimensões humanas históricas (como as guerras ou o mal), que nada têm a ver com a essência de Deus, será claro sinal de superficialidade humana e caminho, pois, de hedonismo egocêntrico. Remata, ainda, o autor que «só num mundo sem Deus é que o Homem pode ser livre.» …&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-3079987763619282275?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/3079987763619282275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=3079987763619282275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3079987763619282275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/3079987763619282275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/03/o-fio-do-tempo-questao-de-deus-i-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-1646948486362846792</id><published>2009-03-29T05:26:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T05:27:11.965-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma raiz do problema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Thomas Jefferson (1743-1826), formado em direito, tendo nascido e morrido no estado da Virgínia, foi o 3º presidente dos Estados Unidos da América (entre 1801 e 1809), tendo uma actuação decisiva nos valores da consolidação da unidade e desenvolvimento nacionais. Além de actividade política, foi filósofo, arquitecto, arqueólogo, um revolucionário iluminista no melhor sentido ético do termo. De tempos a tempos, especialmente nos tempos mais difíceis das sociedades em que se procuram vislumbrar caminhos em ordem a um futuro mais humano e livre na responsabilidade, os sábios escritos alertadores de Jefferson são relembrados com actualidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; De há alguns dias para cá, por variadíssimas vezes, tem circulado no correio electrónico a seguinte mensagem de Thomas Jefferson, divulgação de pensamento esta que é reflexo de sua autoridade: «Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que seus pais conquistaram.» (ano de 1802).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se uma multidão de «filhos» vão acordando e observam os frutos da desordenança sedutora do poder económico, alguns senhores ainda querem engordar mais esquecendo-se do mea culpa e premiando a si próprios o desgoverno a que conduziram o barco comum… Isto a propósito da pergunta colossal que faz o bom senso sobre como é possível neste mundo que: falhados administradores que afundaram o património da vida de tantos… suas instituições bancárias (ou outras) receberam apoios públicos (de todos), e julgam-se ainda com direito a prémios e atribuições de mérito? Que duro! Mas que dizer?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-1646948486362846792?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/1646948486362846792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=1646948486362846792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1646948486362846792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/1646948486362846792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/03/o-fio-do-tempo-uma-raiz-do-problema-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-9005088159161354002</id><published>2009-03-26T08:51:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T08:52:25.442-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É Futebol? Não levemos a sério!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Do Brasil Jorge Sampaio mostra-se surpreendido como nos últimos dias as notícias em Portugal têm sido a questão do anda e desanda do Provedor de Justiça e o assunto do famoso penalty do fim-de-semana passado…! Se é certo que a notícia é alimentada pelos órgãos de imprensa, que com mais polémica mais vendem, também é verdade que tudo isto acaba por ser símbolo da mentalidade portuguesa. Essa transferência (sem milhões!) do entretenimento para um plano tal como se fosse o essencial de um país dá muito que pensar. Nem sequer valerá a pena dizer-se que em tempos de crise temos de nos distrair com alguma coisa de supérfluo para pensar menos e relaxar mais…não, esta capacidade de elevação do “pormenor” ao patamar de assunto nacional é muito típica nossa… Faltar-nos-á um lastro saudável de humor?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A capacidade de autocrítica será muito positiva nestas matérias. Conhecermo-nos a ponto de lidarmos com os nossos limites, ganhos, derrotas, sofrimentos, festas, dores… Personalidades credíveis de vários quadrantes da vida nacional como o filósofo José Gil, o homem de ciência política Adriano Moreira ou presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, estudam, afirmam e procuram compreender as raízes destas identidades que geram em nós o absolutizar de realidades tão breves. Do panorama cultural G. Oliveira Martins, na sua obra Portugal: identidade e diferença (Gradiva: 2007: 185), reflecte sobre «a capacidade de não nos levarmos demasiado a sério, para melhor entendermos os outros e o seu lugar» e a nós próprios. É neste patamar que será oportuno sublinhar o refrão de não levarmos o futebol muito a sério (é bola!), seja qual for o resultado final!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Até porque as milionárias redes das balizas continuam virtualmente acima da crise, e estão cheias não do saudável desporto mas de um sistema de que parece que não se sai. A bola não merece tanto! Será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-9005088159161354002?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/9005088159161354002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=9005088159161354002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/9005088159161354002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/9005088159161354002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/03/o-fio-do-tempo-e-futebol-nao-levemos.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6347480760423656706</id><published>2009-03-25T06:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T06:02:17.552-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Incentivar a Participação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Sabe-se como é essencial, e pedagogicamente importante até como verdade democrática, a participação. Mas muitas vezes tem-se medo dela, pois pode ser desinstaladora de paradigmas cristalizados. Quantos regimes sócio-políticos e/ou determinadas estruturas institucionais dizem-se arautos da participação mas, efectivamente, quando ela dá frutos surpreendentes ao modelo pré-existente o cenário fica sem resolução… Claro que não se pretenderá uma participação qualquer, desarticulada, que possa gerar efeitos contraproducentes, mas o discernir dos essenciais. A participação terá de possuir uma dose de racionalidade para ser eficaz. Mas, e talvez nos tempos que correm seja mesmo o essencial, pretender-se-á, ainda que como aguilhão despertador, que a participação vença a indiferença.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Os tempos que correm, de tão pródigos em termos de tecnologias de informação e comunicação, e mesmo que na verdade de outras novas formas de participação on-line, dão a conhecer uma era apressada e desgarrada em termos de fecundidade de comunicação entre as pessoas. Não será juízo de valor o observar-se que com um certo desmoronamento da instituição familiar, com o défice dessa imprescindível escola informal e familiar de valores (onde se aprende sem códigos legais a agradecer e a desculpar), a participação como valor cívico acaba por sofrer os próprios efeitos colaterais. A participação como fenómeno social mais amplo está umbilicalmente ligada à informalidade da educação diária.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Os que vão liderando processos e organismos humanitários (como o presidente da AMI, Fernando Nobre) vão gritando “contra a indiferença”. Caberá a todas as escolas de saber, das formais às informais (de que destacamos um projecto com 20 anos, Movimento de Voluntariado Diocesano Vida Mais), estimular pela positiva à participação, esta que poder gerar dinamismos mais proactivos e ampliadores na corresponsabilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6347480760423656706?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6347480760423656706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6347480760423656706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6347480760423656706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6347480760423656706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/03/o-fio-do-tempo-incentivar-participacao.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7260873494459372707.post-6657251709233688758</id><published>2009-03-24T06:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T06:02:27.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O FIO DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dizer Angola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; «Quem vai para Luanda vai para a fortuna, quem procura qualidade de vida vai para a província» (Visão, 12-03-09: 58), afirma sem receios um dos 100 mil emigrantes portugueses que recentemente partiram rumo a Angola. A nova terra de oportunidades está na moda, mas as buscas ansiosas das fortunas também poderão ser traiçoeiras quanto indignas, pois continuadoras de desigualdades que importa diluir. A terra da promessa está na ordem do dia, facto acelerado pela generalizada crise global e europeia (a que Portugal não foge), sendo a língua e a cultura pontes privilegiadas. De quem conhece os terrenos angolanos, o desenvolvimento floresce a cada dia, mas sendo certo que uma coisa é a capital e outra é a realidade do interior.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Os relatórios internacionais de desenvolvimento humano dos povos sempre cruzam os dados: no apuramento da verdade social, põem lado a lado os mais ricos e os mais pobres. Esta é a verdadeira “prova dos nove” do autêntico progresso e, nesta matéria (de contrastes gritantes), haverá muito terreno a lavrar. Por testemunhos vivos, Luanda está numa afirmação (porventura lícita como potência regional africana) a um patamar das cidades mais caras do mundo. Mas, “ali ao lado”, coexiste a maior miséria do mundo. O abismo desta distância é perturbador e o seu premente reequilíbrio como “justiça social” acaba por ser a urgência da sustentabilidade da paz para o próprio povo. Neste terreno, claro que a economia em si mesma não tem mal nenhum; mas a economia desregrada naquela palavra de fronteira ténue, “oportunidades”, pode, entretanto, comprometer…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Não é verdade que em Angola corra “leite e mel”, qual jardim bíblico paradisíaco! Será verdade um conjunto amplo e aberto de oportunidades de desenvolvimento, na base da educação (heróis os que persistiram na educação!). Não se quer uma verdade de oportunidade transformada em “oportunismos” maléficos e ampliadores de graves e corruptas desigualdades. Mesmo nos cenários do “mal menor”. O também Papa alertou (n)a realidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7260873494459372707-6657251709233688758?l=1632un.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1632un.blogspot.com/feeds/6657251709233688758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7260873494459372707&amp;postID=6657251709233688758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6657251709233688758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7260873494459372707/posts/default/6657251709233688758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1632un.blogspot.com/2009/03/o-fio-do-tempo-dizer-angola-1.html' title=''/><author><name>AC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01207563944922100496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_e5wnFKMUUj4/R_ardlBbKNI/AAAAAAAAAA0/IqiVMcOFpeY/S220/AlexandreCruz_foto-jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
